segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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PORQUE QUATRO EVANGELHOS?


Quando li pela primeira vez os Evangelhos me fiz a pergunta: porque existem quatro evangelhos e não somente um. Não teria bastado uma só narrativa direta e contínua? Não teria sido mais simples e claro? Isso não nos teria poupado algumas das dificuldades surgidas em torno do que alguns chamam de narrativas divergentes?
Uma resposta interessante encontramos nas próprias Escrituras, onde certos números são usados com precisão, exatidão e sentido real. Sabemos que o 7 (sete) é o número da perfeição; 3 (três) o da divindade; 40 (quarenta) o da provação; e 4 (quatro) o da terra. Vejamos alguns exemplos. Há 4 pontos cardeais; 4 estações do ano; na parábola do semeador, havia 4 espécies de solo. Mais adiante, Cristo acrescenta: "o campo é o mundo". Se 4 é o número da terra, é bem adequado que o Espírito Santo nos houvesse dado 4 evangelhos para descrever o ministério terreno Daquele que desceu do céu e viveu em um corpo feito do pó da terra.

Outra resposta é que uma ou duas pessoas não teriam dado um retrato completo da vida de Cristo. Há quatro funções distintas de Cristo apresentadas nos Evangelhos. E você que já assistiu ao Estudo já sabe que em Mateus, ele é Rei; em Marcos, Servo; em Lucas, o homem perfeito; e, em João, Deus.
É verdade que os quatro evangelhos têm algo em comum, e por isso temos que estudá-los de forma holística. Todos tratam do ministério terreno de Jesus, sua morte e ressurreição, seus ensinos e milagres, porém cada evangelho tem suas diferenças. É fácil ver que cada um dos autores procura apresentar um aspecto diferente do Salvador.
Mateus, com um propósito, acrescenta à sua narrativa o que Marcos omite. Nenhum dos evangelhos contém a narração completa da vida de Cristo. No evangelho de João, no capítulo 21 versículo 25 diz:  “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.”
Existem vazios intencionais que nenhum dos evangelistas pretendeu preencher. Por exemplo, todos omitem um registro de dezoito anos da vida de Cristo, entre seus 12 e 30 anos de idade. Embora cada Evangelho seja completo em si mesmo, para o fim que foi designado, cada evangelista registrou aquilo que era relevante e pertinente a seu tema particular.
Deste modo, cada um dos autores dos Evangelhos, apresenta um aspecto diferente da vida terrena de nosso Senhor. Juntos, formam um retrato completo, uma  figura em quatro dimensões. Jesus era Rei, mas era também o Servo perfeito. Era o Filho do homem, mas não devemos nos esquecer de que era o Filho de Deus.
Há quatro evangelhos, mas um Cristo, quatro narrativas com um propósito e quatro esboços de uma Pessoa. Cada autor está absorvido com um aspecto da Pessoa de Jesus Cristo. É o desdobramento dessa visão holística e particular da obra de Cristo que marca o propósito de cada livro. 
Amanhã vamos relacionar holisticamente os propósitos e finalidades de cada Evangelho.
SOLI DEO GLORIA

1 comentários:

Como faço para assistir o seminário???

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