segunda-feira, 19 de julho de 2010

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Só os 20 primeiros que lerem serão abençoados

Queridos leitores, antes de dizer que concordo com tudo o que foi escrito, quero enfatizar, como o próprio Cabalau nos mostra, a necessidade de sermos mantenedores do Reino de Deus, independente de como é ministrado ou administrado, pois cabe ao Senhor, que é o Dono da Obra, cobrar dos tais enganadores e imitadores do Evangelho.  
Ainda não pedi permissão ao meu querido amigo Clóvis Cabalau para repostar, para não dizer copiar, esta reflexão sobre a tão famigerada questão dos dízimos e ofertas. E porque repostar? Primeiro porque eu presenciei tal cena, em segundo porque eu creio que a mensagem desse servo de Deus seja uma nota de utilidade pública.
...

POR CLÓVIS CABALAU;  
Estávamos eu e minha esposa em um culto, atentos à “palavra” que era ministrada - mas confesso que os gritos do pregador às vezes nos impedia de identificar direito o sentido da mensagem -, quando, ao final, fomos surpreendidos com a maneira... digamos... persuasiva de o pastor convidar as pessoas a ofertarem. Era uma suposta oferta especial – só para aqueles que cressem. O detalhe que nos estarreceu foi a afirmativa categórica - e “ameaçadora”, posso dizer - do referido ministrante de que somente um número determinado de ofertantes que fossem à frente com suas contribuições seriam abençoados por Deus, os demais não seriam.
Com essa pérola, não deu para ficar calado. Uníssono, eu, minha esposa e os dois casais amigos que estavam no mesmo culto fomos movidos a reagir imediatamente com um audível (mas discreto, para não desconcertar o pregador) “Está repreendido em nome de Jesus!!”.
Fico pensando que tipo de “evangelho” é esse que aterroriza as pessoas a ofertarem? Desafio a me mostrarem na Bíblia algo parecido com isso, para que me convençam do contrário. Não tenho a menor dúvida de que havia pessoas ali, naquele culto, induzidas emocionalmente - e não espiritualmente - a ir à frente para ofertar, caso contrário “sairiam dali sem a sua bênção”.
Gente, o apóstolo Paulo nos ensina sobre ofertas voluntárias, a Bíblia nos fala de dízimo, e não vejo problema em um pastor pedir à igreja uma oferta especial para custear despesas do templo ou de um evento. Mas, essa história de dizer que só as pessoas que forem à frente e receberem a oração do “profeta” serão abençoadas, mais uma vez, eu repreendo em nome de Jesus. Assim como oro para que a igreja acorde para a verdadeira Palavra de Deus, que não precisa de imitadores de “pregadores” famosos ou de gritos exagerados e contínuos, como se a voz elevada fosse sinônimo de autoridade ou unção.
Só para deixar bem claro. Eu creio em milagres e no sobrenatural de Deus. Vivo isso todos os dias. Quando prego, também costumo elevar a voz em determinadas situações. Movido pelo Espírito Santo, já falei alto, pulei de alegria, de emoção (não confundir com a famigerada fé emocional) e, muitas vezes, chorei. Mas, sinceramente, o que me faz dar glória a Deus e aleluia com toda a força do meu coração é ver a mensagem da cruz, do arrependimento, da doce transformação que só Cristo pode fazer em nossa vida e, sobretudo, do Evangelho genuíno, livre de invencionices e “eis que te digo” estranhos, sendo pregado.  Oro por uma igreja avivada, sim, mas um avivamento que venha da Palavra, que nasça de dentro para fora, da renovação da mente e do amor. Amém.

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