Escola Bíblica Discipulado

Venha estudar conosco a Verdade para a sua vida. Visão Holística. Todos os domingos as 10h na Comunidade Vida - Sede. Av. Castelo Branco, 466, São Francisco São Luís - MA - Brasil. Contato: (98) 3268-9378

Visão Holística do Livro de Romanos

A Epístola aos Romanos, é o sexto livro do Novo Testamento. É a primeira e a mais longa das Epístolas Paulinas, e é considerada a epístola com o "mais importante legado teológico".

Transformados pelo Espírito Santo

O Espírito Santo é que produz a salvação e a santificação no seu coração, pois Ele só fala de Jesus e revela o caráter de Deus a você (Romanos 5:5). É Ele quem dá intimidade com Deus. Adora-lO é obedece-lO.

Na caverna eu redescobri o meu refúgio!

Faça de Deus o seu refúgio! Deixe que Deus, não Saul, o cerque. Deixe que Ele seja o centro da sua vontade. Deixe enfim, que Ele seja o teto que proteje o ambiente da luz do sol, as paredes que detêm o vento, o alicerce sobre o qual você está.

As pedradas da vida

É no deserto das nossas vidas que Deus nos mostra o quão Ele é poderoso para fazer infinitamente mais! Neste artigo, encaro a difícil questão: Porque pessoas tão próximas são capazes de nos apedrejar?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

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Feliz 2012!

O País do futuro parece estar chegando para muitos brasileiros que investiram em qualidade e produtividade profissional, empresarial e pessoal nos últimos anos. O gigante adormecido parece estar despertando.
Hoje já somos a sexta economia mundial e os dados internacionais nos mostram que em menos de uma década já seremos a quinta maior economia do mundo, na frente da Alemanha, França, Itália e muitos outros.
Como sexta economia mundial, os investimentos diretos internacionais crescerão. Segundo pesquisa
da UNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio
e Desenvolvimento – o Brasil será o terceiro país do mundo a receber mais investimentos internacionais, à frente dos Estados Unidos (4º.) e apenas atrás de China e Índia.
Assim, no próximo ano teremos uma visibilidade mundial nunca antes alcançada e isso nos trará benefícios e exigências. Os benefícios são óbvios, mas seremos também cobrados por mais qualidade, produtividade, excelência, transparência e postura de país desenvolvido.
Terá medo de 2012 aquele que não acreditar nesses números e na verdade de que estamos construindo um Brasil diferente, cuja previsão é a de que teremos apenas 8% de pessoas consideradas tecnicamente pobres, uma queda de quase 70% desde 1993, quando 35% da nossa população era considerada pobre. 
A previsão é de que em 2015 se somarmos as classes A+B+C teremos 72% - o que fará do Brasil um país de classe média, que hoje já ultrapassa os 50%.
Em 2012 teremos que enfrentar nossas mazelas, dificuldades e problemas que são muitos. Isso sim nos amedronta e deve nos amedrontar. Da educação à saúde, da infraestrutura ao combate a corrupção. Teremos que colocar o dedo em nossas feridas e tratá-las com seriedade e coragem. 
Como cristãos seremos postos à prova de diversas formas. Mas também teremos outras tantas oportunidades de mostrar o nosso amor por Jesus Cristo. Isso aconteceu com os EUA, sendo o maior exportador de missionários da século 20. Creio que o Brasil seguirá esse itinerário. Com a bênção de Deus poderemos ser uma flecha em Suas mãos que acertará o alvo! Depende de você.
Agora é, pois, hora de agir com seriedade e cautela, mas também com muito vigor para aproveitar esse momento histórico que estamos vivendo. Terá medo de 2012 quem continuar pensando como sempre, negativamente, olhando para o retrovisor, não acreditando em nossa capacidade de fazer a diferença num mundo cheio de dificuldades e de vencer as nossas com inovação, criatividade e honestidade. Terá medo de 2012 quem ficar esperando e não agir, não construir as condições básicas de acesso a esse novo Brasil.
Pense nisso. Sucesso! Feliz 2012.
Deus lhe dará uma página em branco e você será o autor da sua história.
Faça o ano acontecer...

Por Duanny Jorge e Wander Moreira.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

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Função Leitura no Firefox

Recentemente postei sobre o Safari, o navegador da Gigante Apple, no qual apontei muitas vantagens entre as quais a função "Leitor" de extrema necessidade para aqueles que estudam na internet em especial aqui no "duannyjorge.com".
Como a guerra entre os Browsers está acirrada, o Firefox não ficou atrás, e já laçou um plugin com as mesmas funções do Safari. Para você que está navegando com este navegador, adicione agora mesmo o iReader.
Originalmente um recurso exclusivo do Safari, o iReader agora também está disponível para os usuários do Firefox. O complemento analisa todas as páginas abertas pelo navegador e destaca de forma inteligente os principais campos que contém textos e imagens, possibilitando sua visualização de maneira destacada.
A leitura através da tela do computador é algo cada vez mais comum, e não é de se estranhar que existam pessoas que costumam estudar exclusivamente através do monitor. Porém, quase sempre há algum tipo de problema de luminosidade ou elementos da página que tiram a atenção da leitura – problemas que o iReader tem o objetivo de eliminar completamente.
O aspecto visual é bastante semelhante ao de um documento em PDF, em que o texto ocupa lugar de destaque na tela e pode ser redimensionado livremente para um maior conforto do leitor. A extensão também permite eliminar totalmente a exibição de imagens – que nem sempre são úteis e podem atrapalhar a absorção de informações importantes.
Para utilizar o iReader no Firefox, tudo que é preciso fazer é instalar o documento e, quando surge uma página compatível, clicar no ícone do complemento adicionado ao lado direito da barra de endereços do navegador. Em seguida, o texto aberto ganha destaque, permitindo uma leitura mais detalhada e sem a presença de distrações como links ou animações.

Compartilhe textos interessantes com seus contatos



Durante o modo de leitura especial proporcionado pelo iReader, basta mover o ponteiro do mouse para o canto inferior da tela para que surjam uma série de opções. Além de redimensionar o texto ou enviá-lo para impressão, o usuário tem a oportunidade de enviá-lo para amigos através de email ou redes sociais como o Twitter e o Facebook.
Para voltar ao modo de visualização normal, basta um simples clique fora da área de destaque do complemento ou a utilização do atalho “Ctrl+Shift+I”. Outras opções do programa são a mudança da fonte utilizada e do formato de exibição, seja preenchendo a tela ou obedecendo as dimensões originais
O iReader é um complemento essencial para quem costuma ler grandes quantidades de texto através do Firefox e quer uma alternativa que canse menos a vista. Ao destacar somente os campos realmente interessantes ao usuário, o aplicativo evita distrações desnecessárias e permita a você se focar no que é importante.
A principal qualidade do complemento é a facilidade de uso que proporciona, podendo ser utilizado sem nenhum problema por diferentes tipos de usuário. Para ser perfeito, só faltou a opção de destacar trechos de um texto, o que tornaria a leitura ainda mais confortável.

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Função Leitura no Chrome



Recentemente postei sobre o Safari, o navegador da Gigante Apple, no qual apontei muitas vantagens entre as quais a função "Leitor" de extrema necessidade para aqueles que estudam na internet em especial aqui no "duannyjorge.com".
Como a guerra entre os Browsers está acirrada, a Gigante Google não ficou atrás, e já laçou um plugin com as mesmas funções do Safari. Para você que está navegando com o Chrome, adicione agora mesmo o iReader.
Uma das grandes novidades do último Safari 5 - lançado recentemente - é seu “Reader” (Leitor). A função desta ferramenta é trazer o texto de determinado artigo que você esteja lendo para a frente, numa espécie de nova página, que remove todos os “ruídos” visuais. Esta extensão traz o mesmo recurso para o Google Chrome.
Ler no computador faz parte da vida hoje em dia. E geralmente além da forte luz “jogada” dos monitores para nossos olhos outra coisa que atrapalha na leitura é a quantidade de outras imagens e textos que não fazem parte do artigo que se está lendo.
O objetivo dessa extensão é eliminar tudo o que possa atrapalhar a leitura, trazendo o texto para a frente da tela, como se estive em um artigo em PDF. Ele é totalmente destacado da sua pagina original, que fica no fundo da tela de maneira escurecida, para que somente o artigo a ser lido fique em destaque.



Outras ferramentas interessantes são a possibilidade de se compartilhar o texto que se está lendo com seus amigos, através do Facebook, imprimi-lo na formatação disponibilizada pelo iReader, ou então mandar para o seu próprio email, e deixar a sua leitura para mais tarde.

Instalando (Caso esteja navegando com o Chrome)
Para instalar esta extensão em seu Google Chrome, clique no link para download (no final da página) utilizando o próprio navegador. Uma barra com um botão deve surgir na parte de baixo de sua tela. Clique nele para fazer o download e instalação do aplicativo. Depois de realizado o processo, um ícone deve aparecer ao lado da Barra de navegação do browser.

Opções
iReader conta com algumas configurações básicas interessantes para o usuário deixar a sua utilização mais personalizada. Ali é possível definir o tamanho da janela a ser aberta, bem como as margens do texto a ser lido. Outra opção é a de se definir a opacidade da janela original, que fica ao fundo do texto.

Também se pode escolher a fonte, que será mudada em relação a original utilizada no site que contém o texto. São oito opções que vão desde as tradicionais Times New Roman e Cambria, até a pouco conhecida Segoe UI. Escolha a que melhor agradar a seus olhos, e boa leitura!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

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Ceder ou Resistir?

Leia
“Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” Rm.7.18-19, NVI
Reflita
Digamos que você teve um dia de trabalho pesado, num calor estonteante, e ficou quase o dia todo sem água! Seu corpo está debilitado pelo cansaço, está desnutrido. No caminho para casa, você se encontra com seus amigos que já conhecem bem a sua vida com Deus. Eles estão em um bar e compartilham de uma bebida "estupidamente" gelada. Essa bebida até poderia restabelecer o seu organismo, além de refrescar. Tinham ali a famosa "cervejinha". Não entremos no mérito se é lícito ou não, mas gentilmente eles lhe pedem que participe em um gole pelo menos, o que fazer agora? Seu corpo tem "sede", o que você decidiria? Escolheria se deleitar nessa oportunidade de satisfação ou resistiria à proposta para evitar o possível escândalo? O dilema, Cederia ou Resistiria?
Essa ilustração é bem simples, mas tente observar o contraste entre os dois caminhos. No versículo de hoje vemos que o apóstolo falou a respeito de condições relativas ao iminente desejo de seguir na direção que pode ferir o alvo estabelecido por Deus!
A "cervejinha", apesar de toda a sedução, provavelmente não produziria o efeito desejado causando mais desnutrição ainda! Independentemente do sucesso dessa absorção, ceder ali, a essa "sede" (desejo da carne), poderia causar um estrago mais sério, o do "dano moral". Não é o caso se pode ou não beber, mas o exemplo fala do escândalo, pois todos saberiam do seu compromisso com o Senhor. Esse é o aspecto que muitas vezes desconsideramos.
O amor a Deus, a fé em Jesus Cristo, é que deve levá-lo a uma vida santa, a uma vida diferenciada. Veja que a motivação de obedecer é o amor. Não é algo que está no instinto! A "carne tem sede". A "carne" deseja o que é contrário ao "Espírito".
Aquela moral que você demorou a construir poderia se perder através de um gesto simples e sutil de satisfazer os próprios desejos. É desta forma que você abre mão da vontade de Deus e dá lugar ao pecado. O desejo da nossa carne às vezes consegue nos convencer que há uma vantagem maior em seguir noutro caminho. "Enganoso é o coração do homem"

Pense Nisto
Saiba que realmente há uma luta em seus membros que normalmente vai contra o que é melhor para você, que é a vontade de Deus. Somente a fé no Senhor pode levá-lo a obedecer. É essa atitude de obediência que o conduz a uma vida com Deus. A cada momento é momento de ceder ou renunciar, ambos tem conseqüências, o quê você escolhe? Eu prefiro os Caminhos do meu Senhor!

Ore
"Grandioso Deus e Eterno Pai me dá coragem para seguir nos Teus caminhos continuamente. Quando minhas convicções forem desafiadas, por favor Senhor, me ajude a enxergar as ciladas. Assuma o controle de minha vida. Por Jesus. Amém"

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

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Eu? Um Juiz Reprovado!


“Portanto, você, que julga os outros é indesculpável, pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” Romanos 2.1 NVI.
No capitulo anterior, Paulo falou a respeito das nossas fortes tendências à prática do mal. Em nossos atos, expressões e nos pensamentos, somos sempre muito rápidos na elaboração de algo ruim e consideravelmente lentos para o bem. Reveja o maravilhoso capitulo 1 da carta aos romanos.
Agora, continuando o ensino, Paulo nos adverte que somos iguais àqueles a quem julgamos. Quem é você ou eu para exercermos juízo sobre o nosso próximo? O ensino de Paulo tem base  no ensino de Jesus. “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7.1).
Essa advertência desmascara aqueles que se colocavam como imunes ao Juízo de Deus, apesar de concordarem com a exposição de Paulo quanto a ira divina sobre o pecado. É certo que é “impossível” não tecermos julgamento, mas devemos sempre nos lembrar de que somos igualmente passiveis ao erro. Aprendemos com o próprio Senhor Jesus que seremos julgados na mesma medida em que julgamos.
Como é então julgar o próximo segundo o coração do Pai? Difícil não é? Parece não existir saída, mas encontramos a alternativa no segundo grande mandamento, pois nos foi ordenado amar ao próximo como a nós mesmos. Certamente encontramos dificuldade neste ponto.
Minha oração hoje é para que o Senhor Jesus nos ajude a “julgar com amor”, e para que nos dê força para resistir as tentações iminentes a qual todos nós estamos sujeitos. Sabe esse erro que você facilmente nota nos outros? Cuidado, você pode cair na mesma tentação. Vigie!
Que neste dia você possa olhar o seu próximo com mais compreensão, lembrando-se que o Senhor Deus têm tido misericórdia de sua vida. Não somos merecedores do amor de Deus, mas Ele decidiu andar conosco, basta que tenhamos fé de que dEle vem a justificação. Você entende assim? ou melhor, você vive assim?

Pense Nisto
Reconhecer o quanto precisamos da misericórdia do Senhor certamente ajudará a sermos mais amorosos com os nossos próximos. Prefira fornecer ajuda a ficar condenando! Somente os humildes recebem a graça do Pai através do Filho. Hoje é dia de amar o próximo.

Ore
“Senhor Deus e Pai a Tua graça é o maravilhoso mistério que verdadeiramente trás paz ao meu coração. Esse Saber me dá uma correta visão de quem realmente sou e do quanto preciso do Senhor. Ajuda-me a entender e viver o Seu amor de tal forma que eu consiga compartilhar com o meu próximo. Por Jesus. Amém”

domingo, 11 de dezembro de 2011

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Ao Min. EBD da Comunidade Vida

Este artigo é uma homenagem a todos os Mestres que se dedicam em ensinar a Palavra de Deus, em especial ao Superintendente da Escola Bíblica Dominical da Comunidade Vida, Wander Moreira. Que neste dia nacional da Bíblia, possamos refletir sobre alguns conceitos inerentes ao ensino das Sagradas Escrituras.
Obrigado pastor por não só ensinar lições da Bíblia mas por ser uma lição da Bíblia.
Este artigo foi publicado originalmente pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho no seu blog;

Esta palestra não ensinará alguém a ser um bom professor de EBD. Talvez não acrescente muito aos participantes, porque, na sua maior parte, são professores experientes e crentes maduros. Mas nos relembrará algumas verdades que, eventualmente, tenham ficado esmaecidas. E relembradas, debatidas e ponderadas, podem nos devolver um rumo que pode ter ficado perdido. É sempre bom relembrarmos verdades espirituais, mesmo que singelas. Muitas vezes ficamos tão familiarizados com elas que deixamos de ver seu brilho.
No livro O mundo de Sofia, o doutrinador de menina Sofia diz que a criança é  o verdadeiro filósofo, porque ainda não perdeu a capacidade de se encantar. Os adultos se acostumaram com as verdades, com o mundo, perderam esta capacidade de se encantar. As coisas se tornaram rotina. O doutrinador lhe escreve: “Podemos dizer que um filósofo permanece a vida toda tão receptivo e sensível às coisas como um bebê. E agora você precisa se decidir, querida Sofia: você é uma criança que ainda não se ‘acostumou’ com o mundo? Ou você é uma filósofa capaz de jurar que isto nunca vai lhe acontecer?”.
Quando acontece de nos “acostumarmos” à vida espiritual, perdemos a capacidade de nos encantarmos, na área espiritual, e perdemos também a capacidade de aprender algo novo. Já sabemos tudo e tudo se tornou rotina. Espero que os participantes deste encontro ainda estejam encantados. Com a Bíblia, com a igreja, com a EBD, com sua tarefa. Porque gente que fez da vida espiritual uma rotina não consegue impactar ninguém. É preciso que nos impressionemos com o mundo da igreja para impressionarmos os outros. E muito mais necessário é que nos impressionemos com a Bíblia e seu estudo para conseguirmos ensiná-la de maneira impactante. Porque o ensino que impacta vidas depende fundamentalmente de algo bem simples: que seja ministrado por pessoas que foram impactadas.
Com isto, caminhemos juntos e edifiquemo-nos mutuamente.

O LUGAR DO ENSINO NA IGREJA

A igreja cristã herdou sua estrutura litúrgica das sinagogas e não do templo. Numa época em que tanta gente quer ser levita, porque toca guitarra (e levita era uma espécie de zelador e guarda do templo) é oportuno recordar isso. A liturgia da sinagoga se centrava no ensino das Escrituras. O surgimento do judaísmo como uma religião ao redor de um livro ensinado ao povo se dá com o episódio de Neemias 8, quando Esdras lê a Lei para o povo. Neste momento, o judaísmo experimenta uma virada: passa a ser uma religião normatizada  por um livro. Isto se tornará mais forte com o trabalho das sinagogas. O ministério de ensino era a razão de ser das sinagogas, de onde herdamos a estrutura de ensino da igreja cristã. Tanto que Paulo ia às sinagogas para ensinar (At 13.14, 14.1, 17.1, 18.4, entre outros).
O  ministério de ensino faz parte vital da missão da igreja. Faz parte do conteúdo da Grande Comissão (Mt 28.19-20). O dom de ensino está em Romanos 12.7. Em Efésios 4.11-16, ao tratar da maturidade da igreja, Paulo mostra que o dom de ensinar é necessário para que ela seja  madura. Nunca teremos igrejas e crentes maduros sem o ensino bíblico consistente. Hoje muita gente quer encher a igreja na base de festas e programas especiais. Isto cria comunidades agitadas, mas não equilibradas. Até mesmo em nosso meio encontramos pessoas que se impressionam com igrejas que ajuntam gente, em grande multidão, e são levadas a presumir que a estrutura tradicional de igreja ensinadora está falida. Sem resvalar para críticas, recordo que nossas igrejas não são estação rodoviária, lugar de passagem. São família, lugar de firmar laços e criar vínculos relacionais estáveis. Numa igreja estabelecida sobre a Bíblia sempre há um núcleo fiel que, alguém que a visite e volte a vê-la dez anos depois, encontrará presente. São pessoas estáveis e permanentes, bem diferentes de igrejas que trazem sempre rostos novos em busca de alguma coisa, mas que nunca se formatam como uma comunidade.
A cultura contemporânea vive uma fase de irracionalismo e de superespiritualização.  A história do pensamento humano é um pêndulo. A história da Filosofia mostra como as correntes filosóficas vieram em choques, colidindo, indo de um extremo a outro. Por exemplo, o extremo racionalismo de Hegel foi abalado pela emotividade não racional de Kierkegaard.  No nosso caso, após três décadas de materialismo, cientificismo, marxismo, existencialismo e agnosticismo, entramos numa fase de misticismo. Saímos do ceticismo para a crença no absurdo. Isto ajuda a entender o porquê do florescimento de tanta esquisitice espiritual. Uma pessoa que me disse que não podia crer na mensagem de Jesus porque a julgava absurda. Mas trazia estampado em seu carro um adesivo “Eu acredito em duendes”.
Neste cipoal de incoerências, surgem os absurdos evangélicos. Quanto mais mística, irracional e manipulativa for a seita, mais adeptos ela consegue. Porque as pessoas confundem irracionalidade com espiritualidade. Acham que razão e estudo matam a fé. São, sem saber, kierkegaardianas: o que vale é a subjetividade. Estamos em desvantagem. Nós, chamados de tradicionais, não  formamos currais. Treinamos pessoas para  a maturidade. O pastor competente consegue formar líderes que partilhem o fardo com ele, e formata uma igreja que não é dependente dele. Ela tem alegria em tê-lo como pastor, mas não depende dele para viver. O bom pastor é aquele que, saindo de uma igreja, ela continua bem. Ele formou líderes.
A boa igreja tem bons mestres. E são eles que ajudam a igreja a sobreviver a crises. Porque  bons mestres na igreja produzem pessoas maduras que sabem andar sozinhas e superar as dificuldades. O ensino na igreja não é para  formar dependência, mas pessoas maduras, que saibam viver sem o mestre. Tenho visto que muito do chamado discipulado nada mais é que criar pessoas dependentes do discipulador.

Alisto, a seguir, algumas passagens bíblicas que acentuam o valor do ensino. Leiamo-las (elas foram distribuídas, à parte) e a partir delas, sigamos nosso rumo.

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO

PARA AS GERAÇÕES FUTURAS
Ensinem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem” (Dt 11.19)
Disse ele aos israelitas: No futuro, quando os filhos perguntarem aos seus pais: ‘Que significam essas pedras?’Expliquem a eles: Aqui Israel atravessou o Jordão em terra seca” (Js 4.21-22)
PARA A GERAÇÃO PRESENTE
Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança.” (Rm 15.4)
O ENSINO É UM DOM DADO POR DEUS
Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine;” (Rm 12.7)
PORQUE NÃO BASTA IR
Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mt 28.19-20)
O ESPÍRITO SANTO ENSINA E LEMBRA
Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” (Jo 14.26)
NO TEMPLO E DE CASA EM CASA
Todos os dias, no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo.” (At 5.42)
PARA QUE HAJA FIRMEZA
Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem. Ordene e ensine estas coisas.” (1Tm 10.11)
HOMENS FIÉIS QUE ENSINEM OUTROS
Portanto, você, meu filho, fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus. E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros.” (2Tm 2. 1-2)

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTAS PASSAGENS

Chamo sua atenção para alguns aspectos importantes que brotam destes textos:

O ensino cristão não é meramente cognitivo, ou seja, a transmissão de dados e informações. O mestre cristão não ministra informações cristãs. Ministra vida, ministra experiência com Deus. Lemos em Oséias 4.6: “O meu povo está sendo destruído porque lhe falta  conhecimento…”. A palavra “conhecimento” é o hebraico da’at que é o conhecimento nos termos de “Adão conheceu a Eva sua mulher”.  É o conhecimento pela mais profunda experiência.  Isto lhe impõe um ônus: ele precisa ser uma pessoa que tenha experiência com Deus. Uma pessoa pode ser mestre secular de alta competência, e ser um péssimo mestre cristão. O mestre cristão não passa informações, mas transmite realidades espirituais que ele deve viver. O mais importante é vida. O conteúdo mais forte do ensino cristão é a vida. Não a vida pessoal, que glorifica a pessoa, mas a vida com Cristo, que glorifica a Cristo. Cristo deve ser visto na vida do mestre cristão.
Nas passagens bíblicas lidas observamos que o conteúdo do ensino eram experiências com Deus. O ensino a passar aos jovens hebreus era este:  Deus fizera algo por Israel. Da mesma maneira, este é o ensino a se passar aos jovens cristãos: Deus fez algo por nós, em Jesus Cristo. Os mestres tinham internalizado o conteúdo. Assim, não contavam histórias, mas contavam algo que lhes era vivencial. O mestre cristão não é um contador de histórias, mas deve exibir uma experiência com Deus para motivar os alunos a se interessarem a ter uma experiência com Deus. Muitos professores de crianças contam as histórias bíblicas como se fossem as histórias de João e Maria ou de Chapeuzinho Vermelho. Devem contar como revelação de Deus, com paixão espiritual. Não são contadores de histórias, mas apresentadores de Jesus.
Na igreja, o Mestre que ensina os mestres é o Espírito Santo. O mestre cristão precisa ter um dom espiritual, e não apenas um dom natural. Ele precisa ter uma vida em comunhão com Deus e sob orientação do Espírito Santo. Vida espiritual abundante é exigência do mestre cristão. E seu ensino não deve se restringir ao templo. Confundimos tempo de classe na EBD com ensino cristão. No tempo da EBD o ensino é exposto em forma de aula, mas ele deve continuar em todo lugar e deve se expressar na vida do discípulo, em todo lugar. Os alunos devem saber e ver que seu mestre vive o que ensina.
Observe nas passagens do Novo Testamento (principalmente Mt 28.18-20, Jo 14.26 e At 5.42) que nosso tema de ensino é o evangelho de Jesus Cristo. É este o ponto central. Nosso ensino e nossa pregação se focam em Jesus. Deve ter um aspecto evangelístico, também. Há gente não salva na igreja e na EBD, que deve ser desafiada à conversão. Hoje estamos pregando e ensinando  meio ambiente, coleta seletiva de lixo, responsabilidade social, etc. Estas coisas não são erradas e são boas em si mesmas, mas não são o foco de nosso ensino. “Discussões sobre salvar a família ou salvar a Terra de uma catástrofe ambiental são ouvidas pelos não cristãos. Mas discursos e ações dos quais a igreja testemunha – o julgamento de Deus e a justificação dos pecadores por meio de Cristo – são estranhos aos ouvidos deles”. Se não ouvirem da igreja, de quem ouvirão?

ALGUNS DESAFIOS PARA NÓS

Isto posto, gostaria de salientar alguns desafios para estabelecermos um processo de ensino que conduza os crentes à maturidade cristã, tendo como desdobramento os quesitos anteriores.
O primeiro é que o mestre precisa internalizar em sua vida o que ele ensina. É mais que saber a lição. É ser a lição. Valha-nos, aqui o texto de Romanos 2.17-24. Leiamo-lo, substituindo “judeu” por “crente” e “lei” por “evangelho”. O mestre cristão precisa ter uma vida transformada pelo ensino do Espírito Santo ao seu coração, para transformar vidas com seu ensino. Ao comentar o texto em que João come o livro que o anjo lhe dá (Ap 10.9-10), Eugene Petersen fez esta observação: “João faz isto: come o livro – não apenas o lê. O livro agora é parte de seus terminais nervosos, de seus reflexos, de sua imaginação”
O segundo é que o mestre cristão deve ter em mente que transmite vida, não informações. Pode até trazer informações, mas elas precisam estar carregadas de vida. Lecionei Homilética, por mais de trinta anos, inclusive em nível de Mestrado. Uma das considerações que fazia aos alunos é que pusessem vida no sermão, desde a leitura do texto bíblico. Isto não significa gritar, mas falar com firmeza, com convicção. Há gente que lê o diálogo de Jesus com a mulher samaritana como se estivesse lendo uma bula de remédio. E há os que perderam a paixão pelo livro santo e o lêem como obrigação. Ler a Bíblia é sempre um ato de paixão e de humildade. Nenhum pregador e nenhum mestre  terão futuro se lerem a Bíblia em busca de sermão ou para preparar estudo. Devem ler para si, com fome.
O terceiro é que o mestre precisa ter em mente o objetivo do ensino cristão. A meta do ensino está bem definida em Efésios 4.12-16. Mais que ter uma igreja bem doutrinada (o que é válido e necessário) é ter cristãos vivos, maduros e equilibrados. Muita classe de EBD parece fila do SUS: um lugar onde se exibem cicatrizes de cirurgia, numa disputa para ver quem tem a dor mais forte ou cirurgia mais dramática. Há uma tendência muito grande em círculos evangélicos de afastamento das Escrituras, substituindo-a pelo texto de nossa existência (necessidades, anseios e dores). A classe não é lugar para terapia de grupo, mas para ensino da Palavra. É a Bíblia que deve ser ensinada e não a vida dos participantes. E este ensino não é informativo, mas formativo.
O quarto é que o mestre precisa entender que não é um guru, mas um instrumento divino. As primeiras instruções cristãs que Saulo de Tarso recebeu foram de Ananias, mas ele ultrapassou Ananias. Foi-se para cumprir seu ministério. O ensino cristão não cria dependência, mas forma pessoas para viverem suas vidas sob orientação do Espírito Santo. O mestre deve respeitar o aluno, não o vendo como uma criança, mas como um irmão a quem Deus quer usar e talvez até mais que a ele, o mestre.
O quinto é que o mestre precisa entender que não é um produto acabado, mas em construção. Paulo foi mestre de Timóteo e Tito, bem como de muitos outros pastores e igrejas. No fim de sua vida, queria livros e pergaminhos (livros sagrados), como lemos em 2Timóteo 4.13. Este crescimento não era apenas intelectual, mas espiritual e relacional, pois ele viu o valor de Marcos (2Tm  4.11), com quem antes  brigara (At 15.37-40). O mestre cristão estará sempre crescendo, inclusive nos relacionamentos. Há santos insuportáveis, pessoas muito difíceis de conviver. Não cresceram emocional e espiritualmente, mas cresceram em seus pontos de vista pessoais.
O sexto é que precisamos rever um ponto básico de ensino. Fazemos avaliações cognitivas, com perguntas que mensuram o quanto o aluno aprendeu. Quando escrevi  três últimos trimestres de lições para a Convenção Batista Fluminense, fiz perguntas de teor vivencial, para saber  quanto os alunos tinham mudado comportamento e não o que guardaram de conceitos. Se ensinamos para formar vidas, devemos avaliar por vidas transformadas. Neste sentido, o grande desafio é para que os alunos mudem suas vidas à luz da Palavra de Deus. Se este for o alvo, encaminharemos nosso ensino nesta direção.

CONCLUSÃO

O ex-presidente FHC, em entrevista à revista Veja, nas páginas amarelas, declarou que ele, como professor, apenas dava aulas. Não se importava com a vida do aluno fora da classe. Isto era problema do aluno. Um professor secular pode pensar e agir assim. Um mestre na igreja do Senhor é diferente. Ele não ensina matérias nem disciplina. Ensina uma pessoa, Jesus Cristo. E ensina esta pessoa a pessoas. Sempre disse aos meus alunos de Homilética: “Nós não apenas pregamos a Bíblia. Pregamos a Bíblia para pessoas”. O alvo do nosso trabalho é gente. Gente preciosa aos olhos de Deus. E que deve ser preciosa aos olhos do mestre cristão. Deve saber os nomes dos alunos, deve orar por eles, e deve preparar o estudo pensando neles. Não no seu desempenho como professor, se brilhará ou não. Mas em como poderá ajudar os alunos a crescerem espiritualmente.
Ser mestre cristão é algo muito sério.
Meus irmãos, somente poucos de vocês deveriam se tornar mestres na Igreja, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com mais rigor que os outros” (Tg 3.1).
É o que se chama de glória com peso. É glorioso, mas é pesado. E não deve nos intimidar, mas nos tornar conscientes da seriedade do que fazemos e nos levar a uma consagração de vida ao Senhor para desempenho de nossa missão.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

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Salvos pela graça!

Com toda competência e sabedoria, o promotor apresenta sua causa. Ao chamar as testemunhas de acusação à tribuna, ele apresenta as provas para condenar o réu. Depois de desacreditar as declarações das testemunhas da defesa, por meio de um habilidoso interrogatório, o promotor faz a alegação final e lança um provocante desafio ao júri: o de condenar o réu. O veredicto final não traz surpresa: "culpado", declara o júri, e a justiça foi feita.
O apóstolo Paulo era inteligente, articulado e comprometido com sua chamada ministerial. Como um habilidoso advogado ele apresentou a causa do evangelho de forma clara e sem rodeios em sua carta aos cristãos que viviam em Roma.
Paulo tinha ouvido falar da Igreja em Roma, mas nunca havia estado lá, assim como nenhum outro apóstolo. Evidentemente, essa congregação foi fundada por judeus que se converteram ao Pentecostes (At.2) e retornaram a Roma, divulgando o Evangelho; a igreja cristã crescia.
Embora separados por muitas barreiras, Paulo conseguiu estabelecer contato com os cristãos de Roma, a quem ansiava por ver face a face. Embora nunca tivesse conhecido pessoalmente a maior parte dos irmãos romanos, Paulo sentia amor por eles, por isso enviou-lhes uma carta para apresentar-se e dar sua declaração de fé. Nela, após uma breve introdução, ele apresenta Jesus (1:3), declara a importância do Evangelho e seu compromisso de divulgá-lo (1:16,17).
Prossegue, informando a incontestável causa da intervenção divina na salvação da humanidade: o pecado que a escraviza (1:18;3:20). Em seguida, apresenta as boas novas: a salvação está à disposição de todos, independentemente da identidade ética e cultural, da origem ou dos pecados das pessoas. Somos salvos pela graça (um favor de Deus que não merecemos e do qual somos indignos), por meio da fé em Cristo e em sua obra redentora perfeitamente consumada na cruz. Por intermédio de Jesus, fomos justificados e inocentados perante Deus (3:21;5:21). 
Tendo estabelecido esses fundamentos, Paulo fala da liberdade que vem com a salvação: o homem foi liberto do poder do pecado (6:1-23), do domínio da lei (7:1-25), para tornar-se como Cristo e descobrir o amor ilimitado de Deus (8:1;39).
Dirigindo-se a seus irmãos judeus, Paulo demonstra sua preocupação com eles e explica como podem ajustar-se ao plano divino (9:1;11:12). Visto que o caminho para que os judeus e gentios pudessem estar unidos no corpo de Cristo foi aberto pelo próprio Deus, os dois grupos poderão louvá-lo por sua sabedoria e amor (11:13-36).
Paulo também explica aos cristãos o significado de viver em completa submissão a Cristo: usando os dons espirituais para servir aos outros (12:3-8), amando-os verdadeiramente (12:9-21) e sendo bons cidadãos (13:1-14). A liberdade deve ser guiada pelo amor, à medida que nos edificamos mutuamente na fé; devemos ser sensíveis e colaborar com aqueles que são fracos na fé (14:1;15:4). Paulo insiste na unidade, especialmente entre cristãos gentios e judeus (15:5-13), e, conclui relatando suas razões para escrever, descrevendo seus planos (15:22-23), saudando seus amigos e transmitindo alguns pensamentos e cumprimentos finais de seus companheiros de viagem aos irmãos romanos (16:1-27).
Ao ler Romanos, procure reexaminar seu compromisso com Cristo e confirmar seu relacionamento com outros cristãos no corpo de Cristo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

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Cabeção!

“E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes.” Rm.1:28, ARA.
Você já ouviu a expressão: “quando o gato sai de casa o rato faz a festa”? É comum dizerem isso em uma empresa. O chefe sai e automaticamente todos se sentem mais a vontade. Alguns para conduzirem suas responsabilidades e outros optam por fazê-lo. A sua responsabilidade depende da presença ou pressão de alguém? Em sua opinião como é que Deus requer sua fidelidade a Ele?
Eu quando criança, insistia em colocar um grampo no buraco da tomado, mas o meu pai não permitia por saber das conseqüências. Na minha insistência e pelas birras que se sucediam, meu pai resolveu deixar prosseguir o meu desejo e o resultado todos já devem imaginar. Duro aprendizado, mas parece que com a maioria dos homens somente esse método é que funciona.
Assim como o meu pai, o Senhor nos adverte através de Sua Palavra nos instruindo sobre Sua pessoa e o que Ele deseja de cada um de nós. Da mesma forma, Ele nos dá liberdade para escolhermos qual caminho queremos seguir, ainda que nos tenha alertados sobre o iminente perigo.
Infelizmente muitos preferem confiar em sua auto-suficiência e insistem em não querer a Deus e seguem em uma continua depravação moral e espiritual. O homem sem Deus fica cada vez mais mau e a ação de Deus (por ora) está em permitir ao homem seguir sem Ele! Um exemplo claro é o faraó, da história de Moisés. Como um viciado por drogas, o faraó ficou cego em sua "própria" persistência, e isso o levou à ruína. Quando Deus se afasta o coração do homem se endurece cada vez mais!
Deus têm se revelado a você. Ele enviou Seu único Filho para morrer na cruz a fim de que pudesse ser reconciliados à Ele pela fé. Será que dia após dia você também não têm rejeitado o Senhor da Glória e preferido as coisas passageiras deste mundo? Não seja um cabeção, creia em Deus.
Pense Nisto
Longe de Deus certamente prosseguimos em uma vida mundana e desregrada. Saiba que Deus pode nos entregar a um “sentimento reprovável”, mas Ele ama você e quer te ver feliz! Por isso essa palavra vem hoje ao seu coração! "A intenção antecede o ato", cuidado! O que se passa em seus pensamentos? O Senhor quer andar com você.
Ore
“Amado Deus minha mente maquina o mal constantemente. Tem misericórdia de mim Senhor, pois sou fraco apesar de saber da iminência do pecado. Guarda a Tua Palavra em meu coração. Por Jesus. Amém”

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Conhecimento e Culpa

“Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou” Rm.1:19, ARA.
A criação oferece provas de um poderoso “Alguém” por trás de tudo, para quem está disposto a aceitá-las. A beleza e a estrutura complexa da criação, desde as partículas subatômicas e os componentes moleculares básicos da vida até as galáxias e a vastidão do universo, demonstram que um “Arquiteto” planejou tudo isto. Concorda ou não?
O Criador se “revela” também através da criação. Poderíamos perceber isso levando em conta que todas as pessoas são naturalmente propensas a alguma forma de “religião”, porém isso não significa que desenvolvem relacionamento com o único e soberano Deus.
Qualquer forma de aversão ao Criador leva o homem à idolatria! Isto é abominável ao Senhor, você sabia? Nesta tentativa “alternativa” de adoração, o homem direciona a imagens corruptíveis a Glória que é de um Deus incorruptível (tentativa frustrada, mas a tentativa já gerou pecado).
Não é possível “ilustrar” o Senhor Deus em semelhanças de imagens corruptíveis, objetos limitados por si só e sem nenhuma autonomia, totalmente dependentes “da criatura”. Em outras palavras, é uma tentativa de diminuir a pessoa do Pai. Deus se manifesta, mas o homem despreza esse conhecimento dando a “outro” o que é de Deus. Percebe?
Aquilo que as pessoas acreditam a respeito dos objetos que cultuam, falsifica e distorce a verdade a respeito de Deus. Diante dessa reflexão percebe-se o exercício de fé inútil, em vão.
Todos temos certo conhecimento a respeito dEle, mas talvez ainda seja um conhecimento com culpa e com desconfortáveis idéias vagas sobre o juízo que não temos como evitar com nossas próprias forças. É uma insatisfação insaciável. Há paz em seu coração? Quem é que recebe a sua adoração?
Pense Nisto
Somente o Evangelho de Cristo pode falar de paz apesar da condição humana e dar a revelação pessoal e necessária à cerca do Pai. Mesmo assim, ainda é uma escolha! Aceitar o Convite! Verifique hoje mesmo quem é o seu deus. Sugiro que volte, através da fé em Jesus, para o único e verdadeiro Senhor e Rei.
Ore
“Meu querido Deus a Tua Palavra vem como uma flecha no meu coração, porém sei que se aceita e praticada ela gera vida! Ajuda-me a viver uma fé inteiramente depositada em Ti, no Verdadeiro e Único Deus. Tenho certeza e plena convicção da Tua presença Senhor, receba a minha adoração. Por Jesus. Amém”

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

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Fé. Nada mais!


“Esta Boa Nova nos diz que Deus nos prepara para o céu – e nos faz justos aos olhos de Deus – quando colocamos nossa fé e nossa confiança em Cristo como Salvador. Isto é realizado pela fé, do princípio ao fim. Tal como a Escritura afirma: O homem que encontra a vida vai encontrá-la confiando em Deus. Rm.1:17, Viva.
Quando vamos assistir a algum espetáculo, normalmente necessitamos de um ingresso para a entrada. Em algumas festas, o acesso só é possível com a apresentação do convite individual. Com freqüência, temos que pagar um preço para poder ter acesso a alguns lugares desejados. Nem sempre o valor é alto, mas normalmente é exigido algo em troca.
É bem provável que é por causa desta “cultura” que temos tanta dificuldade em compreender a Graça de Deus sobre nossas vidas. Talvez seja por isso que às vezes o homem acha que o ouro e a prata podem comprar a salvação, ou melhor, alguma obra ou feito! Você acha que pode pagar o preço?
No passado, estudiosos incomodados com tal condição, desenfrearam grandes movimentos para esclarecer o engano. Hoje olhando para esse versículo, na direção do Senhor pelo Seu Espírito Santo, concluímos que não há nada no homem que possa nos tornar merecedores da “Vida” com Deus. A questão agora não é qual o preço, mas então como obter justificação diante do Pai?
Alguns acham que é pela rígida observância da Lei. Outros acham que simplesmente não existe tal “salvação” ou nem mesmo há a necessidade dela. A palavra fé, neste contexto, dá a idéia de perseverança ou fidelidade, e se baseia numa firme confiança em Deus e na Sua Palavra.
Simplesmente saber que Jesus morreu na cruz é saber apenas o aspecto histórico daquela ocasião! Mas crer na ressurreição e no plano da salvação executada ali no madeiro é que leva a justificação sobre o homem. Ele levou sobre Si os nossos pecados e pagou o preço pela nossas vidas, e preço de sangue. Por isso à medida que depositamos a nossa fé no sacrifício e na pessoa de Jesus, somos alcançados pela misericórdia de Deus e a Sua maravilhosa Graça nos purifica. Lembre-se, graça é um favor imerecido e somente pela fé no dia a dia teremos a convicção desta benção.
Somente o amor de Cristo é capaz de gera uma esperança incorruptível em nós. Sem motivo algum, sem que você nem ao menos pedisse, Ele preferiu você à própria vida.
Viver pela fé não é uma escolha de um único momento da vida, mas é uma escolha diária. E quando você tem essa perspectiva divina, você consegue lidar com as adversidades com mais objetividade, pois crê que quem deu a própria vida, Aquele que está no controle, só pode querer o melhor para você. Viver nesta condição, tendo fé, seguramente o levará a uma vida com qualidade, ou seja, viver pela fé é viver com Deus.

Pense Nisto 
Sem fé é impossível agradar a Deus. Resolva no seu coração andar com o Senhor em todos os momentos. Lembre-se, a Bíblia diz que “perto está o Senhor”. Pense nisto e tenha fé. “O justo viverá pela fé”.

Ore
“Soberano e eterno Deus a Tua graça é melhor que a vida, pois ela é quem realmente dá sentido ao termo ‘vida’. Creio Senhor que somente em Ti, através da fé no Teu Filho, experimento da verdadeira abundância de vida. Receba a minha adoração Senhor. Por Jesus. Amém”

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Palavra poderosa!


“Não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (...)” Rm.1:16, CTP
Se tivéssemos uma caixa mal feita e sem nenhum adorno que melhorasse sua aparência, andaríamos com ela sempre que necessário. É certo que um objeto assim nos causaria um constrangimento, pois na nossa auto-estima, concluiríamos que ela não combina conosco, ela chamaria a atenção e provavelmente nos tornaria motivo de chacotas! Por outro lado, se enchemos essa caixa “horrível” com pedras preciosas, jóias de inestimável valor, certamente não nos desprenderíamos dela! Qualquer critica seria simplesmente ignorada, devido o valor que esse objeto passou a conter.
O que me vem à mente é que ilustração semelhante talvez tenha motivado a inspiração da famosa frase “não julgue um livro pela capa”. Consegue entender a relação?
O apóstolo Paulo, escrevendo aos romanos, deixa claro o quanto ele se sentia honrado em poder proclamar o Evangelho. Ele entendia o real valor das Escrituras, ele reconhecia o valor do conteúdo que possuía. Até entendemos a condição de Paulo, mas quando temos a oportunidade de valorizar a Palavra de Deus colocando-a em prática na nossa vida, preferimos a omissão. Creio que nem sempre o problema está em não compreender o verdadeiro valor da Palavra, mas na falta de fé de que ela é a própria voz do Senhor aos nossos corações!
Muitos olham na Bíblia e não conseguem ver as “jóias preciosas” que podem mudar a vida de qualquer homem. O Evangelho da ressurreição é o “poder de Deus”, é a revelação dEle. O conhecimento desse Poder é o milagre de Deus que transforma o passado em bênção no presente nos projetando para um futuro com Ele.
No Evangelho vemos que Cristo é a mensagem que relaciona todo o ensino, toda a moral e todo o culto da comunidade cristã. Omitirmos-nos não diminui o Poder deste Evangelho, mas simplesmente nos restringe a uma vida limitada pela ignorância e mediocridade! O conserto ou a salvação está no relacionamento pessoal com Jesus e no compromisso com a Sua Palavra. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32).

Pense Nisto
Como você está em relação à Palavra de Deus? Ou para você é simplesmente uma “literatura”? Pelo menos às vezes você consegue meditar na Palavra do Senhor? Leia, medite, e ouça o que o Senhor tem a dizer ao seu coração neste dia. A prontidão para ouvir é o inicio de uma vida com Deus. Você consegue!

Ore
“Pai amo a Tua Palavra. Ela é maravilhosa demais para mim. Fico admirado por constatar a revelação do Senhor ao meu coração através de Sua Palavra. Ajuda-me, cada vez mais, a entender e viver segundo o que está Escrito. Oro crendo que tudo posso pela fé em Jesus. Amém”

Soli Deo Gloria.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

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Você foi escolhido!

O Apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos romanos;


“(...) Jesus Cristo, nosso Senhor, por meio dEle e por causa do Seu Nome, recebemos graça e apostolado para chamar dentre as nações um povo para a obediência que vem pela fé. E vocês também estão entre os chamados para pertencerem a Jesus Cristo” Romanos 1.4b-6 NVI

Em algum momento de nossas vidas fomos eleitos para uma condição privilegiada. Alguns na escola foram eleitos lideres, outros em meio aos amigos receberam honras por alguma coisa, outras diante da família são eleitas como pessoas exemplares. De alguma forma, independentes do nível, em algum momento foram eleitos a uma situação de privilégio, fomos honrados e talvez até condecorados.
Também é certo que quando você olha para o presidente, ou a presidenta, da República certamente você espera um retorno, da mesma forma quando olha para o líder da sala de aula, ou para o melhor amigo, ou quem sabe para o parente mais dedicado. Quer queira ou não acabamos esperando algo em troca desta “eleição” a qual concedemos!
Devemos nos lembrar também que com as honras vem a responsabilidade de corresponder às expectativas dos eleitores. É certo que alguns não dão a mínima para esse retorno, mas aqueles que fazem jus ao “bom nome” se esforçam em não decepcionar quem um dia lhe depositou confiança.
O apóstolo Paulo, nos esclarece que ele foi eleito apóstolo pelo próprio Senhor Jesus. E o mais intrigante: Não foi por mérito, mas pela Graça. Ele compreendeu seu papel, assumiu a responsabilidade da eleição e tinha como objetivo não decepcionar seu Eleitor. Percebe?
O interessante é que Jesus estendeu condição semelhante a nós, pois aprendemos através da Bíblia que não fomos nós que escolhemos a Cristo, mas foi Ele quem nos escolheu. Jesus provou Seu Amor por nós quando foi até aquela cruz e é necessário que assumamos uma posição com relação a isso.
Pense Nisto
Sabendo que você é alguém eleito por Deus, através de Jesus, que direção sua vida tomará de agora em diante? Eleição e responsabilidade não pode ser como vemos no mundo, elas devem andar lado a lado. Lembre-se que a “eleição” de Deus gera em você vida nova, vida transformada. Viva, tome posse, pela fé em Cristo Jesus, da Eleição de Deus e torne-se filho pela adoção.
Ore comigo!
“Querido Deus mesmo antes de eu me posicionar, apesar de Sua onisciência, o Senhor me Amou primeiro! Esse Amor inexplicável quer me alcançar, dia a dia. Torna-me um pessoa segundo o Teu coração, por Amor ao Teu Nome Senhor. Por Jesus. Amém”

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Epístola aos Romanos


Findo o estudo do Livro de Atos, vamos adentrar ao mundo das epístolas. É sempre bom destacarmos a importância da leitura e estudo do material "Ide Contar Boas Novas" (você que ainda não tem, baixe aqui). Esse material vai fazer com que você entenda o contexto histórico e teológico de cada Carta, pois ele faz uma simbiose entre o livro de Atos e as Epístolas.
A Epístola aos Romanos, é o sexto livro do Novo Testamento. Os estudiosos da Bíblia concordam que ela foi escrita pelo apóstolo Paulo aos romanos para explicar como a salvação é oferecida por meio do Evangelho de Jesus Cristo. É a primeira e a mais longa das Epístolas Paulinas, e é considerada a carta com o "mais importante legado teológico".
Este livro foi escrito por Paulo, provavelmente na cidade de Corinto, Grécia, enquanto ele estava hospedado na casa de Caio e transcrita por um escriba chamado Tércio.Há uma série de razões que convergem para a teoria de que Paulo a escreveu em Corinto, uma vez que ele estava prestes a viajar para Jerusalém ao escrevê-la, o que corresponde com Atos 20:3, onde é relatado que Paulo permaneceu durante três meses na Grécia. Isso provavelmente implica Corinto, pois era o local de maior sucesso missionária de Paulo, na Grécia.
O momento exato em que foi escrito não é mencionado na carta, mas foi obviamente escrito quando a coleta de dízimos para Jerusalém tinha sido montada e Paulo estava prestes a ir a Jerusalém, ou seja, no final de sua segunda visita a Grécia, durante o inverno que precedeu a sua última visita a essa cidade. A maioria dos estudiosos propoem que a carta foi escrita no final de 55, 56 ou 57. Outros propoem o início de 58 ou 55, enquanto Luedemann defende uma data anterior, como 51/52 (ou 54/55 ), na sequência de Knox, que propôe 53/54.

domingo, 16 de outubro de 2011

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Visão Holística de I Coríntios

ATENÇÃO: Antes de iniciar sua leitura faça uma oração pedindo orientação ao Espírito Santo. Para maior compreensão do estudo, use a Bíblia On-line clicando aqui, pois ao longo do texto, várias citações precisam ser analisadas. Quando o estudo fizer referência a outro livro, este terá um link direcionador (clique em cima do texto sublinhado).
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I Coríntios 
Apresenta Jesus Cristo, Senhor nosso

O nome “Senhor” tem lugar proeminente nesse livro (1.31 / 2:8,16 / 3:20 / 4:4,5 / 6:13 etc). Esse fato tem profunda significação, porque muito da confusão que penetrou na igreja de Corinto se deveu ao fato de os cristãos deixarem de reconhecer Jesus Cristo como Senhor. 
Escavações arqueológicas estão revivendo Corinto. Nos dias de Paulo, era a cidade mais importante da Grécia, com sua fabulosa riqueza. Os homens passavam o tempo em torneios e discursos. Luxo, dissipação e imoralidade pública predominavam entre a população industrial e marítima dessa cidade. Corinto atraía grande número de forasteiros do Oriente e do Ocidente. Seus deuses eram de prazer e luxúria. Além disso, havia muita cultura e arte. A cidade possuía inúmeros centros de estudos lingüísticos e escolas de filosofia. 
Como na maior parte das cidades, havia ali uma grande colônia de judeus de elevado padrão moral e que praticavam fielmente sua religião. Mas a cidade era o centro de um culto degradante a Vênus. 
Em Atos 18, vemos como o evangelho alcançou essa cidade corrompida. O apóstolo Paulo, então com cerca de 50 anos, em trajes de operário, entrou na movimentada metrópole e percorreu suas ruas em busca de uma oficina em que pudesse ganhar a vida. Não havia cartazes anunciando a chegada de um evangelista mundialmente famoso. Esse artesão chegou ali e começou a fazer tendas. Na época, era uma indústria importante, como o é hoje a construção civil. Paulo associou-se a Áqüila e Priscila, dois prósperos fabricantes de tendas. Ele sempre pôde prover seu próprio sustento, ganhando o bastante para levar avante sua obra missionária. Realizou um maravilhoso trabalho durante o ano e meio que passou em Corinto. Começou falando nas sinagogas, a congregações mistas de judeus e gregos. 
A primeira carta de Paulo aos Coríntios é um livro difícil de esboçar, mas trata de assuntos maravilhosos. “Porque, em tudo, fostes enriquecidos nele” (15). Em Romanos, Paulo diz que foi por Cristo que “obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes” (Rm.5:2). Segue-se então essas riquezas da graça em Cristo Jesus, nosso “tudo em todos”. A primeira carta aos Coríntios trata da conduta cristã. 

CORREÇÕES NA CONDUTA CRISTÃ (1Co 1-11)

A maravilhosa igreja de Corinto, a jóia brilhante na coroa do trabalho de Paulo, estava falhando. Tudo porque o mundanismo (carnalidade) da cidade introduzira-se em seu meio. Era importante que a Igreja entrasse em Corinto, mas era desastroso que Corinto tivesse entrado na Igreja. É um belíssimo espetáculo ver-se um navio sendo lançado ao mar, mas é uma visão trágica a do mar entrando no navio. A Igreja de Cristo deve agir como luz num lugar escuro. Ai dela, porém, quando a corrupção do mundo a invade. 
Certos costumes comuns naquela cidade pervertida logo penetraram na igreja. Surgiram divisões entre seus membros: cristãos que levavam outros cristãos perante a justiça do mundo; o procedimento de muitos na celebração da ceia do Senhor era vergonhoso; na igreja, as mulheres já não observavam os padrões de modéstia; havia discussões entre seus membros sobre o casamento e os dons espirituais. Finalmente, a igreja escreveu a Paulo sobre essas coisas, pedindo orientação. As duas cartas aos coríntios foram escritas para responder a suas indagações. 
Depois da saudação de praxe (1:1-3), Paulo refere-se à volta de nosso Senhor Jesus Cristo (1:7,8). Logo em seguida, entra no assunto do fracasso da igreja sobre o qual fora informado. Ele expressa a fonte da sua informação em 1:11. Os homens haviam perdido Deus de vista. Três espécies de egoísmo os haviam cegado: 
  • Admiradores de si mesmos — seu intelecto se tinha pervertido. 
  • Obstinados — sua consciência tinha sido obscurecida. 
  • Indulgentes consigo mesmos — suas paixões os haviam dominado. 
O maior perigo ao qual a igreja de Corinto estava exposta vinha de dentro. 
Paulo fala primeiro em divisões e grupos. Nada destrói mais a vida de uma igreja do que a política de partidos. O espírito grego de partidos tinha entrado na igreja, dividindo-a em quatro grupos, cada qual procurando dominar. Seus nomes aparecem em 1:12. Paulo, Apolo e Pedro (Cefas) eram grupos que tinham o nome de seus mestres prediletos. O partido de Cristo se apegava a esse nome, como se ele não pertencesse a todos na igreja. 
A dissensão em relação a guias religiosos revelava que a igreja de Corinto havia perdido o alvo. Há um só guia na igreja, e esse guia, Cristo, é o centro. Se a igreja se desviar desse centro, perderá o rumo em tudo o mais. O cristianismo tem de ser cristocêntrico. Somente assim terá poder. As “boas-novas” são o próprio Cristo. Ele não só foi o portador da mensagem de Deus; ele próprio foi a mensagem. Os coríntios tinham perdido o equilíbrio. Paulo, Pedro e Apolo eram homens bons; todavia, não eram divinos. Quantos hoje preferem seguir guias religiosos a seguir o próprio Cristo! “Para mim o viver é Cristo” (Fp.1:21). 
Só Jesus Cristo pode acabar com as divisões (1:13). Todo olhar, todo coração e todo espírito devem voltar-se para uma Pessoa, Jesus Cristo, nosso Senhor. Paulo diz aos coríntios: “Esse espírito faccioso é pecado. Vocês podem seguir um simples homem, na esperança de que ele lhes dê vida? Esse homem foi crucificado por vocês? Confiar no que o homem diz é insensatez. Os homens nada vêem na cruz de Cristo. Somente Ele tem todo o poder e sabedoria de Deus”. 
Jovens e velhos igualmente seguem Cristo até a cruz e depois tropeçam no “sangue” do sacrifício. Foi isso que os judeus e os gregos dos dias de Paulo fizeram. Vamos remover a cruz do evangelho, porque os homens não gostam dela? Se o fizermos, estaremos removendo o único meio de salvação do mundo. Devemos pregar “Cristo crucificado”. 


A CRUZ 

Antes de continuarmos com o estudo, escute o louvor e medite na letra.

Escândalo para os judeus — algo com que não podiam se conformar (1:23). Não podiam compreender como essa demonstração de fraqueza podia ser fonte de poder. Para eles, um homem morrendo numa cruz não parecia ser um Salvador. Os escribas e fariseus desdenhosamente se afastavam da cruz, pois ela significava fracasso. Os judeus precisavam de sinais de poder; exigiam algo que pudessem ver e apalpar. O Messias tinha de ser um príncipe, um operador de milagres. Há muitos cristãos assim hoje. Adoram o sucesso tanto quanto os judeus de outrora. Desprezam a fraqueza e admiram a força. Tais pessoas dizem que os homens de ciência tendem a tropeçar na cruz, porque não podem explicar como o sangue de um homem pode tirar a mancha do pecado. 
Loucura para os gregos — os gregos olhavam com desdém essa religião sem base científica, ensinada num recanto atrasado do mundo, como Nazaré, pelo filho de um carpinteiro, que nunca estudara em Atenas ou em Roma. Os gregos idolatravam os intelectuais. Mas Deus nunca desprezou as coisas humildes. 
Ou a cruz é o “poder de Deus”, ou é “loucura”. Se é loucura, então você pensa que ela não tem condições de lhe fazer nenhum bem. Mas ouça: isso condena você, e não a cruz! 
Ninguém jamais deixa a cruz na mesma condição em que se aproximou dela. Ou o homem a aceita, ou a rejeita. Se aceitá-la, torna-se filho de Deus (Jo.1:12); se rejeitá-la, está perdido (Jo.3:36). 
Paulo não pregou um Cristo conquistador, ou um Cristo filósofo, mas Cristo crucificado, Cristo, o humilde. Leia ICoríntios 2:2. Ele diz que suas palavras vão ser provadas no fogo (3:13). Conhecer Cristo crucificado é o maior dos conhecimentos. 

O MINISTRO 

Uma das objeções a Paulo era por causa da simplicidade da sua pregação. Ele respondeu que não podia pregar-lhes de outra maneira, porque não passavam de crianças em Cristo. Não podiam suportar outro alimento, senão leite. A prova da infantilidade deles (carnalidade) eram as divisões existentes entre eles (3:1-4). 
Paulo frisa que o ministro não é o diretor de uma escola ou de uma seita rival, como a dos filósofos gregos; é servo de Deus, e não mestre de homens. Ele sempre se chamava servo do Senhor Jesus Cristo. O serviço cristão só é aceitável a Deus quando realizado no espírito de Cristo e para a sua glória. 
Cada um de nós representa quatro pessoas: 
  • A que o mundo conhece; 
  • A que nossos amigos conhecem; 
  • A que nós mesmos conhecemos; 
  • A que Deus conhece. 
Paulo descreve esse fato no capítulo 4. Há três tribunais diante dos quais compareceremos: 
  • O dos homens (4:3); 
  • O da nossa consciência (4:3); 
  • O de Jesus Cristo (4:4). 
Não dependamos do julgamento dos homens. O mundo julga nosso caráter por um único ato. As vozes da crítica podem ser fortes, mas, se subirmos até o alto da montanha com Deus, veremos o tumulto do povo, mas não ouviremos suas vozes. 
Cuidado com o juízo de um amigo, porque poderá ter uma opinião muito favorável a seu respeito. Gostamos de acreditar em tudo de bom que dizem de nós, mas ficamos ressentidos com a crítica desfavorável. 
Paulo diz: “Nem eu tampouco julgo a mim mesmo” (4:3). Cuidado quando comparecer diante do tribunal de sua própria consciência. Quando ela disser: “Pode fazer isso”, é sempre bom ir a Jesus Cristo e perguntar-lhe: “Posso fazê-lo?”. É difícil sermos honestos com nós mesmos. Ninguém deve julgar em causa própria, por mais sincero que seja. 
Paulo declara que se submete a um único julgamento: um que está sempre certo. “Quem me julga é o Senhor” (4:4). Sou mordomo Dele e é a Ele que tenho de prestar contas. Do seu julgamento, não posso escapar. Seu olhar sereno está fixo em mim. O louvor que vem Dele é verdadeiro. Se Ele disser: “Bem está, servo bom e fiel”, que mais importa? 

CORRUPÇÃO NA IGREJA 

Na carta aos Romanos, como foi estudado, o tema de Paulo é a justiça de Deus. Em Coríntios, ele o expande para incluir a vida de justiça do cristão. Como cristãos, devemos praticar em nossa vida aquilo que cremos no coração. Professar a vida cristã é coisa séria. Se rebaixarmos o padrão que Cristo estabeleceu, falharemos em nosso testemunho perante o mundo. Somos uma carta aberta e lida por todos os homens. Que espécie de evangelho é o “evangelho segundo nós”? 
Não permita que sua vida se aproxime tanto de coisas duvidosas que o façam tropeçar. Se cair, outros cairão com você. Vigie seu testemunho. 
A justiça provém de Deus, mas precisa ser demonstrada em nosso viver diário. Os coríntios, vivendo na Hollywood de seus dias, precisavam de admoestação tal como nós. A justiça vem de Cristo e por Cristo. “O que faria Jesus?”, deveria ser a pergunta para todas as coisas questionáveis da vida. Cristo em nós é o segredo e o caminho da vida. 
Certo membro da igreja de Corinto havia tido um relacionamento incestuoso com a madrasta, o que era considerado imoral mesmo entre os pagãos, quanto mais entre cristãos. Paulo os repreende por estarem cheios de orgulho, apesar do escândalo na igreja. Ele insiste em que não tolerem o mal em seu meio, uma vez que se chamam cristãos. Como o fermento leveda toda a massa, também um espírito mau contamina toda a igreja. Ela deve excluir de seu seio o culpado para demonstrar que não tolera o pecado (5:13). A disciplina na igreja deve ser ministrada com pesar e compaixão, e não com ira, orgulho ou vingança (5:2). 
Em seguida, Paulo faz uma aplicação pessoal, útil para a nossa vida. “Por isso, celebremos a festa [...] e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (5:8). Muitas vezes, é bastante difícil fazer um auto-exame, mas é de extrema importância. 
“Não sabeis” é a expressão usada por Paulo. Sua fé baseava-se em fatos. Ele queria saber das coisas. Sublinhe os “não sabeis” do Capítulo 6. O que devemos saber? 
Primeiro, Paulo declara que, embora seja necessário aos cristãos, às vezes, irem a juízo, nunca devem contender uns com os outros e depois levar a contenda a um tribunal mundano. Isso dá uma impressão terrível aos de fora! Quando agimos assim, estamos dizendo: “Nós, como cristãos, somos como os outros. Queremos as coisas a nosso modo. Somos cobiçosos e tão ambiciosos de nossos próprios direitos como vocês”. Paulo pergunta: “Vocês ousam fazer isso?”. 
A seguir, ele faz uma descrição da vida pregressa dos cristãos de Corinto em 6:9,10. Mas, no versículo 11, vemos o que a graça de Deus fez na vida deles. 
Cristo pagou um alto preço para nos comprar, e o Seu propósito é tornar-nos semelhantes a Ele (6:19,20). 
Se nosso corpo foi remido pelo Senhor Jesus Cristo, já não nos pertence, mas Àquele que nos comprou com seu precioso sangue. “Porque fostes comprados por preço.” 
Deus concedera um templo para seu povo; agora, tem um povo para Seu templo. Quando alguém entra num templo, assume uma atitude reverente porque reconhece que entrou num santuário, mas se esquece de que o verdadeiro santuário em que Cristo habita é o seu corpo. Fomos ensinados quando crianças a nos comportar na igreja por ser a casa de Deus. Quão mais importante é entendermos que o nosso corpo é a habitação Dele e que não devemos fazer nada que O entristeça! 

LIBERDADE, E NÃO LIBERTINAGEM 

A Palavra de Deus não estabelece regrinhas de conduta para nós, nem nos diz exatamente o que devemos ou não fazer; antes, estabelece princípios pelos quais devemos nos orientar. Alguém disse que a liberdade cristã não significa o direito de fazermos o que queremos, e sim o que devemos. Paulo faz a seguinte observação: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (6:12). 
Certo homem vinha descendo pela rua, balançando os braços, e sem querer bateu no rosto de um pedestre. Furioso, o pedestre quis bater nele também. O primeiro protestou: 
- Escute, não estamos num país livre? Não posso fazer minha ginástica na rua? 
- Sim - respondeu o ofendido -, mas lembre-se de que a sua liberdade acaba onde o meu nariz começa. 
Tenhamos isso sempre em mente com relação à nossa conduta. Se sua liberdade está prejudicando alguém é porque você está ultrapassando seus limites. 
Posso fazer o que quero, mas preciso certificar-me de que o que quero agrada a Cristo. O que faço é um exemplo para os outros, podendo prejudicá-los ou ajudá-los. Não só devo perguntar: “Será que a minha ação vai prejudicar o meu irmão mais fraco?”, mas também: “Esta minha ação glorifica a Deus?”. 

CASAMENTO 

Paulo escreve, respondendo a perguntas sobre o casamento do cristão. Entre os filósofos judeus e gregos, surgira uma controvérsia sobre a importância do casamento. Paulo queria a igreja isenta de escândalos, daí suas palavras em 7:2. A pureza da sociedade depende do conceito que tem do casamento. Alguns membros da igreja procuravam desencorajar o casamento; outros achavam que, quando alguém se convertia, deveria divorciar-se do cônjuge pagão. Paulo, porém, foi sábio. Conhecia a corrupção de Corinto e, por isso, aconselhou que todo homem tivesse sua própria esposa e toda mulher tivesse seu próprio marido. Não achava que deveriam divorciar-se do cônjuge pagão. Disse-lhes ser bem possível que o irmão ou a irmã, por seu testemunho, levasse o cônjuge não-cristão a Cristo (7:16). 
Assinale 1Coríntios 7:9,13 em sua Bíblia. Medite nesses versículos. Eles dizem muito da nossa responsabilidade, como cristãos, para com os que não o são. 

A CEIA DO SENHOR 

Paulo apresenta um registro cuidadoso de como se iniciou a celebração da ceia do Senhor e, em seguida, fala de seu valor. 
  • Foi constituída na noite em que Cristo foi traído; 
  • É celebrada em memória de seu amor imperecível por seus seguidores; 
  • É um símbolo do Seu corpo que foi partido por eles (10:16); 
  • É a Nova Aliança em Seu sangue; 
  • É o penhor da Sua volta (11:26). 
Devemos ser cuidadosos para que não comamos nem bebamos de maneira indigna. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (11:28) e nunca participe da ceia sem um exame íntimo e sem profunda gratidão a Cristo. 
“Fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” (11:25). Cristo quer que nos lembremos Dele! Pensemos Nele quando chegarmos à Sua mesa; Ele anseia por nosso amor. 
Era costume da igreja de Corinto fazer uma refeição como se fosse a ceia do Senhor. Cada um trazia seu próprio alimento. Muitas vezes, isso levava a excessos entre ricos, enquanto os pobres não tinham nada. Daí resultava uma observância indigna da ceia. Paulo lembra-lhes da profunda significação espiritual dessa ceia e do escândalo que o comportamento deles causava. 
Ele encerra a exortação com estas palavras: “Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco” (11:34). Havia outras coisas para serem corrigidas; agora, porém, vai continuar com suas instruções. 

INSTRUÇÕES QUANTO À CONDUTA CRISTÃ (1Co 12—16) 

Em ICoríntios 12, Paulo trata dos dons que o Espírito concede aos santos. Nos versículos 1-3, ele fala da mudança que se havia operado na vida dos cristãos de Corinto quando abandonaram os ídolos mortos e passaram a adorar o Cristo vivo. Para que crescessem na vida cristã, o Senhor lhes deu os dons do Espírito (12:4-7). O Espírito é o doador dos dons espirituais (12:8-11). Ninguém pode ensinar as Escrituras se o Espírito Santo não lhe der sabedoria. Devemos orar “no Espírito” e cantar aceitavelmente a Deus “no Espírito”. Quando vemos um cristão bem-sucedido, dizemos: “ Ele é mesmo um homem de habilidades naturais”, mas na verdade ele recebeu muitos dons do Espírito. Muitos, nos dias de Paulo, estavam dando grande importância aos dons espirituais que ele menciona. Ambicionavam os dons mais ostensivos, como o falar em línguas. 
Os cristãos de Corinto estavam usando esses dons como um fim em si mesmos. Muita gente hoje, como os coríntios de outrora, pedem constantemente o poder do Espírito; esquecem-se de que todos os dons espirituais são outorgados para que Cristo seja exaltado e outros sejam abençoados. Se Deus concede um dom qualquer, não o faz a fim de que chamemos a atenção para nós mesmos, mas para que esse dom seja uma bênção para outros. Deus concede os nove dons mencionados em ICoríntios 1:2 para ajudar no estabelecimento da nova Igreja; entretanto, estavam sendo usados para satisfazer seu orgulho. Paulo mostra que o propósito dos dons é a edificação da Igreja (cap. 12), para serem usados com amor (cap. 13) e que o valor deles seria medido por sua utilidade na Igreja. 
Cremos que Deus manifestou dons como o de cura, milagres e línguas para servirem de “sinais” (12:12), a fim de provar ao mundo que Jesus era o verdadeiro Messias e que os apóstolos tinham autoridade divina. Esses milagres, línguas, visões e sinais foram dados a fim de que os apóstolos e sua pregação recebessem o selo de autoridade. Hoje precisamos crer e andar pela fé; devemos desejar os melhores dons da sabedoria, do conhecimento e da fé. Se for da vontade de Deus que tenhamos qualquer desses dons, ele no-lo dará. “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente” (12:11). 
O modo de usarmos esses dons que o Espírito dá é belamente apresentado em ICoríntios 13. Este capítulo é chamado de “Hino ao Amor”. Dons sem amor nada valem. Falar de amor é uma coisa, vivê-lo é outra bem diferente. É impossível amarmos uns aos outros enquanto o amor de Cristo não habitar em nosso coração. Os homens parecem adorar a força física, mas a História nos mostra que as vitórias da força não são duradouras. 

AS COLUNAS DO EVANGELHO 

Sem dúvida, havia um grupo na igreja de Corinto que não cria na ressurreição dos mortos. Respondendo a esses, Paulo começa por apresentar uma declaração maravilhosa do que é o evangelho, em ICoríntios 15:1-11. Paulo não lhes apresentava um novo evangelho; era o mesmo evangelho antigo, apresentado em Gênesis, Êxodo e Levítico. 
1. Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras (15:3). 
2. Foi sepultado (15:4). 
3. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (15:4). 
4. Foi visto por grande número de testemunhas (15:5,6). 
Se negarmos a ressurreição, estaremos negando uma das maiores verdades do evangelho. A pregação será vã; a fé e a esperança também. Mais do que isso, o evangelho não seria evangelho de modo algum, pois estaríamos adorando um Cristo morto. Não existiriam “boas-novas” porque não haveria nenhuma prova de que Deus aceitou a morte de Cristo como expiação por nossos pecados. Se um marinheiro, saltando na água para socorrer alguém, também se afogasse, saberíamos que não tinha conseguido salvá-lo. Se Cristo não tivesse saído do túmulo, não poderia levantar ninguém do túmulo. O corpo de Cristo morreu, e foi esse corpo que ressurgiu. Seu espírito tinha sido entregue nas mãos do Pai. 
Porque Cristo vive, nós também viveremos. “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (15.55). 
Em 1 Coríntios 15, Paulo apresenta muitas provas da ressurreição de Cristo. 
1. Suas aparições (15.5-8) 
2. Sua volta (15.23) 
3. A ressurreição dos crentes (15.22) 
4. A derrota de seus inimigos (15.25-28) 
5. Seu reinado glorioso (15.24,25) 
6. Nosso corpo revestido de imortalidade (15.53,54) 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL 
  • Domingo: DIVISÕES NA IGREJA 1 Coríntios 1.10-31 
  • Segunda: SABEDORIA HUMANA 1Coríntios 2.1-16 
  • Terça: MUNDANISMO NA IGREJA 1Coríntios 3.1-23 
  • Quarta: IMORALIDADE NA IGREJA 1Coríntios 5.1-13 
  • Quinta: A CEIO DO SENHOR lCoríntios 11.1-34 
  • Sexta: HINO AO AMOR lCoríntios 13.1-13 
  • Sábado: A RESSURREIÇÃO 1 Coríntios 15.1-58 

sábado, 15 de outubro de 2011

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Visão Holística de Romanos

ATENÇÃO: Antes de iniciar sua leitura faça uma oração pedindo orientação ao Espírito Santo. Para maior compreensão do estudo,use a Bíblia On-line clicando aqui, pois ao longo do texto, várias citações precisam ser analisadas. Quando o estudo fizer referência a outro livro, este terá um link direcionador (clique em cima do texto sublinhado).Caso queira imprimir este estudo, compartilhar via e-mail ou até mesmo salvar em PDF no seu computador, clique no ícone "PRINT/PDF" no final da página.
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ROMANOS
Apresenta Jesus Cristo, Justiça Nossa

Iniciamos agora o estudo das epístolas do NT. Das 21, 13 foram escritas por Paulo; por isso são chamadas epístolas paulinas. Ele escreveu essas cartas às igrejas de Tessalônica, Galácia, Corinto e Roma durante suas viagens missionárias. Quando prisioneiro em Roma escreveu Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemom. Por último, escreveu as cartas a Timóteo e Tito. Paulo nasceu em Tarso. Era de origem puramente judaica. Seu mestre foi o grande Gamaliel. Como todo menino hebreu, aprendeu um ofício - era fabricante de tendas. Em Jerusalém esteve presente no apedrejamento de Estevão, o primeiro mártir cristão. Aquela cena, sem dúvida, causou profunda impressão no jovem Saulo. A caminho de Damasco, com a finalidade de perseguir os cristãos, o jovem fariseu teve um encontro frontal com Jesus Cristo. Depois da sua miraculosa conversão, foi batizado e recebeu a comissão de pregar o evangelho. Retirou-se para a Arábia, onde passou três anos em estudo e preparação. 
Depois de trabalhar três anos em Tarso e um ano em Antioquia, dirigido pelo Espírito Santo, Paulo tornou-se o grande missionário aos gentios. Em suas três viagens missionárias, fundou muitas igrejas e escreveu as epístolas. A cidadania romana, a cultura grega e a religião hebraica prepararam-no maravilhosamente para a grande obra, mas ele confiou somente na graça e no apostolado que recebeu diretamente de Jesus Cristo (1.5). Após uma vida cheia de sacrifício e sofrimento, selou seu testemunho com o próprio sangue. A tradição diz que ele foi decapitado em Roma, e seu corpo, enterrado nas catacumbas. 

A IGREJA EM ROMA 

Não sabemos quem fundou a igreja em Roma. Certamente não foi Pedro, conforme sustenta a tradição católica, O ministério dele aconteceu entre os judeus (Gl 2.9). Visitantes de Roma que estiveram em Jerusalém na festa da Páscoa e se converteram no Pentecoste voltaram à capital levando a semente do evangelho e estabelecendo esse novo centro em Roma. Durante os vinte e oito anos seguintes, muitos cristãos de todos os pontos do Oriente Médio emigraram para Roma, alguns deles convertidos pelo trabalho de Paulo. Paulo desejava muito visitar essa igreja. Escreveu-lhe essa carta de Corinto, da casa de Gaio, cristão rico daquela cidade, por ocasião da sua terceira viagem missionária. Foi escrita no quarto ano de Nero, então imperador de Roma. Nessa epístola, ele apresenta o seu evangelho (1.16,17). 
Paulo, o servo (1.1), escreve aos santos de Roma (1.7), a respeito de um Salvador (1.3,4). 

Paulo, o servo: 
  • Separado para o evangelho — 1.1 
  • Servindo ao evangelho — 1.9 
  • Salvo pelo evangelho — 1.16 
O evangelho de Cristo nos domina assim? Fomos salvos por ele, separados para ele e estamos a serviço dele? 
Depois da saudação à igreja ele agradece a Deus a fé que demonstravam (1.8). Paulo expressa sua obrigação para com a igreja (1.14,15): 
  • “Sou devedor” – 1.14 
  • “Estou pronto a cumprir o meu dever” — 1.15 
  • “Não me envergonho da mensagem” — 1.16 
Por que Paulo não se envergonhava do evangelho de Cristo? Procure revelar aquilo de que o pecador precisa e o que pode receber com base em uma fé simples — a justiça de Deus mediante Jesus Cristo.
O evangelho tem poder dinâmico; é o poder de Deus para a salvação. Só o poder de Deus pode transformar alguém em um cristão.
Mesmo em Roma, Paulo não se envergonhava do evangelho. A imensa pecaminosidade do homem, descrita em 1.18-32, havia alcançado o seu auge naquela cidade.
Paulo fala de uma convicção profunda nascida da experiência. Na estrada de Damasco, de repente todo o alicerce de obras, raça e caráter foi demolido. Teve uma visão plena do Cristo glorificado. Daí por diante, ele tinha uma só mensagem — a fé no Senhor crucificado e ressurreto. Não ouviria mais nada, não falaria mais nada, não viveria mais nada. Passou a proclamara dali por diante, que “o justo viverá por fé” (1.17). Basta apenas crer. A salvação não vem pelas obras — são abomináveis para Deus, não vem pela raça — essa está sob a maldição da morte; não vem pelo caráter — pois esse é como trapos imundos. Há uma salvação, que vem pela aceitação do evangelho de Cristo, visto que a justiça de Deus se revela no evangelho de fé em (1.17). Deus atribui essa justiça quando cremos em Cristo. Ele não diz que somos feitos justos, mas que somos declarados justos. Deus nos dá a justiça que exige de nós. Por que é necessária a justiça de Deus? Porque não temos justiça própria. 

NECESSIDADE DA JUSTIÇA DE DEUS 

Depois de apresentar o tema de Romanos em 1.16.1 ele passa a revelar a necessidade que o homem tem dessa justiça. “Pois todos pecaram e são culpáveis perante Deus.” De onde se encontra, Paulo olha ao redor e vê judeus zelosos, grego orgulhosos, romanos vaidosos e uma multidão de pecadores como nós. Que quadro terrível ele apresenta em 1.18-32! Primeiro, descreve a injustiça dos gentios; depois, a dos judeus.
Romanos fala do método de Deus em transformar homens culpados em homens bons. A chave dessa grande tese encontra-se em 1.16-17. 
  • A pessoa do evangelho — Cristo 
  • O poder do evangelho — “poder de Deus” 
  • O propósito do evangelho — “para a salvação” 
  • As pessoas a quem se destina — “de todo aquele” 
  • O plano de aceitação — “aquele que crê” 
  • O plano de vida — “o justo viverá por fé” 
Paulo orgulhava-se do evangelho porque havia provado o seu poder não só em sua própria vida, mas na de todos aqueles que haviam crido.
Boas-novas! Essas palavras despertam a atenção de qualquer pessoa. Diga: “Tenho boas notícias para lhe dar”, e você com certeza despertará os ouvintes. O valor de uma boa notícia depende da fonte, de quem a deu. Essa é a razão por que o evangelho apresentado por Paulo é tão bem aceito. A notícia vem de Deus. Romanos é o grito de alegria de Paulo a um mundo perdido.
Em Romanos, Paulo mostra o método de Deus para fazer do homem culpado um homem justificado. Revela a necessidade do pecador e, a seguir, apresenta o que ele pode receber pela fé: a justiça de Deus - Cristo, nossa justiça. A justiça de Deus é uma pessoa; a justiça que ele exige está em Jesus Cristo. Ninguém entrará no céu com uma justiça menor do que a de Cristo. Quando você olha para Jesus, pode ver a justiça exigida. 

O QUE SOMOS POR NATUREZA
(Cap. 1.1 / 3.20) 

Porque o homem precisa de salvação? Porque é pecador. Deus conhece o coração humano dá-nos um retrato dele. Mostra o que encontra em todos nós, e o que descobre é terrível. Mas, lembre-se, esta é perspectiva de Deus em relação a todos nós. “Não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (3.12). Paulo aprova esse fato nos três primeiros capítulos. É a realidade do homem sem Deus. Leia Romanos 3 palavra por palavra. Você vai crer então que o coração humano é extremamente perverso. Você já pediu que o Espírito Santo iluminasse o seu coração? Se o fez, então sabe que precisa de um Salvador.
O livro de Romanos apresenta uma cena de júri. Deus, o juiz de toda a terra, intima tanto judeus quanto gentios a comparecerem perante o tribunal de justiça. Os prisioneiros são tratados um a um.
A acusação geral é feita: “Todos pecaram” (3.23). Tanto o gentio (2.1-16) como o judeu (2.17-3.8) têm oportunidade de se serem ouvidos. Suas alegações especiais de que não têm culpa são cuidadosamente consideradas e respondidas, abrindo caminho para o veredicto final do Juiz.
Finalmente, o Juiz pronuncia o veredicto: “... todo o mundo [...] culpável perante Deus” (3.19). Se isso acontecesse hoje, todos os jornais publicariam em grandes manchetes: “TODO O MUNDO ACHADO CULPÁVEL!”.
Contra tudo isso, não há defesa. O Juiz pergunta: “Há alguém que queira fazer a defesa dos prisioneiros?”. Ninguém responde. “... que se cale toda boca” (3.19). Não há lugar para desculpas. A condenação do mundo está decidida. O próximo passo será revelar o plano de Deus para salvar o mundo perdido. Lembremo-nos de que a carta aos Romanos fala do método de Deus para transformar o homem.
Não diga: “Deus é amor e não me condenará”. “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade” (1.18). Ele já pronunciou a sentença: a sentença: “Todo o mundo [...] culpável”. Não há apelação; é a decisão do Supremo Tribunal do Universo, O pecado é universal: “Todos pecaram”. Daí precisarmos de um Salvador. Por ser um Deus de amor, ele providenciou seu Filho a este mundo. Diga João 3.16 em voz alta, O juiz pergunta: “Há alguém aqui para representar os prisioneiros?”. Então o Filho de Deus diz: “Sim, estou aqui para representá-los. De fato, eles cometeram esses pecados. São realmente culpados, mas eu levei a culpa deles na cruz; morri em lugar deles para que pudessem ser livres. Eu sou a justiça deles”. E o Juiz os liberta. 
Temos um quadro horrível do pecado nesses primeiros capítulos de Romanos. A palavra pecado no original significa “errar o alvo” — o padrão que Deus estabeleceu para nós. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (3.23). Você pode não ter errado tanto quanto outros que conhece, mas perante Deus está destituído. 
Somos todos pecadores porque nascemos de uma raça decaída. Somos “filhos de Adão”. Entretanto, não só nascemos em pecado como também nós mesmos pecamos, porque “todos pecaram”. Lembre-se: pecamos porque somos pecadores. Essa é a nossa natureza. Uma ameixeira produz ameixas porque é ameixeira; o fruto é resultado da sua natureza, O pecado é o fruto de um coração pecaminoso. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas” (Jr 17.9). 
Cristo não só nos salva da pena do pecado, mas também nos liberta de uma consciência de culpa e do poder do pecado. O resultado do pecado é um sentimento de culpa. Quando alguém transgride a lei, sente-se culpado e procura esconder-se. Foi o que o primeiro homem, Adão, fez. Uma consciência culpada carrega o medo do castigo. O pecador está sempre procurando fugir das conseqüências da lei transgredida. Teme o Juiz. É por isso que os pecados do homem e sua consciência culpada o afastam da presença de Deus. Deus não precisa afastar o pecador; este foge por vontade própria. Isso é o que vai acontecer no dia em que ira de Deus for revelada (Ap 6.15,16). 
A primeira coisa necessária para libertar o pecador é que sejam as conseqüências terríveis da sua culpa. Ele precisa de logo mais do que perdão porque isso o deixaria com a sua culpa. Qualquer presidente, governador ou rei pode perdoar um criminoso, mas nenhum deles tem poder para remover-lhe a culpa. É preciso aplicar ao ato uma pena justa. Foi isso que Cristo fez. “O salário do pecado é a morte”, e, visto que “todos pecaram”, Cristo veio para morrer e pagar a pena dos pecados cometidos contra o Deus santo. 

COMO TORNAR-SE CRISTÃO
(Cap. 3.21 / 5.21) 

Pergunta: Como Deus salva os pecadores? Resposta: “Mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (3.24).
O plano de Deus para a salvação do homem percorre as Escrituras do princípio ao fim. Assemelha-se ao cordame da Marinha britânica que contém, na sua tecedura, um fio escarlate que não se pode tirar sem destruir o cordão. Assim, há um fio vermelho de salvação através de toda a Escritura. Podemos vê-lo muito claramente em certas partes da Bíblia. Romanos 3 é uma delas.
Quando Deus olha para nós, não vê justiça (3.10). Quando, porém, Deus olha para nós através de Cristo, não vê melhora, mas perfeição — porque vê somente sua própria justiça, Jesus Cristo.
Você já se familiarizou com uma palavra notável das Escrituras: salvação. Justificação é outra. Tudo quanto Cristo fez foi creditado à minha conta. A justiça dele é minha.
Quando a justiça de Cristo é considerada como nossa, a isso chamamos “justificação” — o homem considerado justo perante Deus. “O justo viverá por fé.” O homem não se torna justo por suas obras, e sim por crer em Cristo (3.28). Essa tremenda verdade deu origem à Reforma. Libertou os cristãos da idéia de que os homens eram salvos por obras. Não somente somos salvos pela fé, como temos de viver pela fé, confiando em Cristo.
Paulo usa exemplos do AT de pessoas que foram justificadas pela fé. Fala, especialmente, de como a fé que Abraão possuía lhe foi imputada para justiça (cap. 4). Abraão recebeu três coisas pela fé: justiça, herança e posteridade (4.3,13 17).
Nós também recebemos grandes benefícios quando somos justificados por sua graça. Graça é favor imerecido. A fé vem seguida de paz, perdão, promessa (5.1-5) e, mais do que tudo, da certeza da salvação (5.6-11). 
Como pode o homem ser justificado por Deus? Leia Romanos 3.24-28. Deus transmite ao homem a sua justiça da seguinte forma: 
  • Pela graça (3.24), sua fonte. “Graça” — “favor imerecido” 
  • Por Deus — ele é seu doador (3.26; 8.33) 
  • Pelo sangue — a razão dela (3.24; 5.9) 
  • Pela fé — o meio pelo qual é recebida (3.22) 
  • Pelas obras — a maneira pela qual é demonstrada (Tg 2.21-23) 
  • Pela experiência — as bênçãos dela decorrentes (5.1-4) 
Quando olho para o céu e me lembro de que Deus, no seu trono, me condenou, fico desesperado, mas vejo alguém à sua direita, erguendo a mão ferida e mostrando os pés e o lado traspassados. Com essas chagas, Cristo intercede por mim e me garante que elas são eficazes para satisfazer as minhas necessidades. 

SALVAÇÃO

A corrente do pecado e o rio da salvação correm lado a lado, em Romanos 1—16. “Onde abundou o pecado, superabundou à graça” (5.20). Paulo mostra o pecado em toda a sua sordidez, e a salvação, em todo o seu esplendor.
Não precisamos ser pecadores aos olhos dos homens para estarmos perdidos. Naturalmente, há diferença de grau no pecado, mais não no fato do pecado e em seus resultados, pois “o salário do pecado é a morte”. Uma pessoa que se afoga em 2 metros de água está tão morta como se tivesse afundado em 20 metros de água. Em nossa incapacidade de salvar a nós mesmos, estamos todos no mesmo nível porque não há distinção (3.22).
Somos salvos pela justiça de Cristo; ele a pôs ao nosso alcance por sua morte. “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos” (3.24,25).
Sou uma pessoa condenada a morrer por causa do meu pecado, “porque o salário do pecado é a morte”. Mas posso olhar para a cruz e ver que Cristo já morreu por mim e creio que foi por meu pecado. Assim, em troca de minha vida pobre, pecadora e condenada, posso aceitar sua justiça e sua vida (1 Pe 2.24).
“Quem crê no Filho tem a vida eterna” (Jo 3.36). “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus [...] em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem” (3.2 1,22). À parte do nosso esforço para sermos bons, Deus providenciou sua justiça, o Senhor Jesus Cristo. Nossa justiça é como trapo da imundícia (Is 64.6).
Nosso pecado está sobre Cristo; ele o levou para nós. Você já o aceitou como Salvador e passou da morte para a vida (Jo 5.24)? Se já resolveu deixar que Cristo leve o seu pecado, você tem agora a sua salvação (3.24). 

JUSTIFICADOS PELA FÉ 

Um criminoso pode estar no fundo de uma mina e você no pico da mais alta montanha, mas você é tão incapaz de tocar as estrelas quanto ele. Não podemos alcançar a justiça exigida por Deus, por mais que subamos.
Perdão é a remoção da nossa injustiça, o despir-se do pecado ou o abandono dele.
Justificação é o ato de alguém revestir-se da justiça que Deus provê. Ela é perfeita.
A pessoa que pôs a confiança em Cristo uma hora atrás está tão justificada quanto o cristão mais antigo. Nunca nos tornamos mais justificados do que no momento em que recebemos Cristo.
A justificação depende de algo feito fora de nós, algo realizado na cruz do Calvário. A justificação resolve todo o problema do nosso pecado e da nossa culpa; enterra todo o pecado e a culpa no túmulo de Jesus Cristo e, então, nos coloca nos lugares celestiais com Cristo, nosso Salvador.
Muitos perguntam: “Como pôde um homem morrer pelo mundo inteiro?”. Um homem pode tomar o lugar de outro homem e ser seu substituto. Isso é compreensível, mas morrer pelo mundo inteiro é contra-senso! Vejamos se isso é verdade.
Ninguém gosta da idéia de ser chamado “pecador”, mas temos de encarar o que somos. Leia o que Paulo diz em Romanos 5.12-21. Nascemos pecadores; não fomos consultados se queríamos vir a este mundo. Um dia, despertamos para a realidade de que estávamos sujeitos a uma natureza pecaminosa. Adão, o cabeça da raça, não foi criado dessa maneira (Gn 1.26). Pecou voluntariamente, e sua natureza pecaminosa passou a todos nós. Pecamos porque herdamos a semente do pecado.
De um lado, temos Adão, o cabeça da raça natural; de outro, temos Cristo, o cabeça da raça espiritual — uma nova criação. Quando nascemos no corpo, nascemos descendentes de Adão. Temos sua natureza pecaminosa. Quando nascemos na família de Deus, por Jesus Cristo, recebemos a natureza de Cristo, que é santa. Nas palavras da Escritura: “Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). Não escolhi ser descendente de Adão, mas posso escolher ser filho de Deus. “Se, pela ofensa de um só, morreram muitos”, a justiça de um homem tornou possível a toda a raça livrar-se dessa condição (5.15).
Você já recebeu a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor? É um pecador “em Adão” ou um filho “em Cristo”? 

COMO VIVER A VIDA CRISTÃ
(Cap. 6 a 8) 

Já aprendemos como podemos nos tornar cristãos. Agora vamos ver como podemos viver como cristãos. Uma coisa é aceitar o que Cristo fez por nós. Outra coisa é experimentá-lo de maneira pessoal e real.
Em Romanos 6, há três palavras importantes. Anote-as. 
  • “Saiba” que Cristo morreu por nós (6.3-5,10); nós morremos com Cristo (6.8). 
  • “Considere-se” morto para o pecado. “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus” (6.11). Se um parente tivesse depositado em um banco certa quantia para você fazer uma viagem, contaria com ela, sem dúvida, ainda que não visse o dinheiro. Se duvidasse e não sacasse o dinheiro, ele nunca seria seu. Uma vez que o considerasse seu, assinaria um cheque e o receberia. Assim, aquilo que nunca tinha visto se tornaria realidade. Quando consideramos as coisas reais, elas se tornam reais. “Visto que estamos mortos para o pecado e vivos para Deus, como viveremos para o pecado? ’ (6.13). 
  • Ofereça-se” a Deus. “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça” (6.13). 
Isso significa a renúncia de nossa vida para que Deus viva em nós. Essa é a vida de submissão e o modo certo de viver vitoriosamente debaixo de toda sorte de bênçãos. Deixe que Cristo opere sua vontade em você e por meio de você.
O cristão logo descobre novos padrões para sua vida. Não procura andar de acordo com a lei, porque não está mais debaixo dela. Procura agradar quem habita dentro dele. “Porque para mim o viver é Cristo”, e “faço todas as coisas para a glória de Deus”.
Romanos 6 revela o segredo de uma vida vitoriosa. Vivo em Cristo! Morto para o pecado, mas vivo para Deus! Quando procuro viver a vida cristã por mim mesmo, vejo que é impossível. Somos salvos pela fé e não podemos viver por esforços próprios.
Essa triste verdade acha-se em Romanos 7, que descreve como não podemos ter uma vida vitoriosa. A palavra “eu” (expressa ou oculta) é usada 38 vezes nos 25 versículos desse capítulo. O Espírito Santo nunca é mencionado. Embora o “eu” se esforce, ele só encontra derrota.
O Dr. Griffith Thomas disse: “Não é difícil viver a vida cristã; é impossível”.
Paulo disse: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).
Ouça as palavras de um homem que procurou viver por seu próprio esforço:
“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (7.24,25).
Finalmente, o “eu” descobre que há alguém que é todo suficiente. A luta dá lugar ao poder, a derrota transforma-se em vitória, e a tristeza, em júbilo. Quando o “eu” sai, Cristo entra. 

A VIDA CHEIA DO ESPÍRITO 

A vida “em Cristo” é maravilhosa. Paulo diz: “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (8.2). É o que acontece. Quando entramos num avião, estamos livres da lei da gravidade. A lei mais forte que opera para levantar o aparelho acima das nuvens anula a outra lei que, minutos antes, nos prendia ao solo. A lei da gravidade não é destruída, mas torna-se inoperante. E o que acontece conosco quando vivemos “em Cristo”. A lei que opera pelo Espírito em nossa vida nos ergue acima do mundo e do pecado e este já não tem domínio sobre nós. Estamos livres, sem condenação. Você á vive “em Cristo”? Vive num plano bem acima dos principados e potestades?
Passe da vida do “eu” para a vida cheia do Espírito. Em Romano8, em vez da palavra “eu”, encontramos a palavra “Espírito” 21 vezes. Precisamos submeter nossa vida a ele; essa é a nossa parte. Ele nos encherá com seu Espírito; essa é a parte de Cristo.
Esse glorioso capítulo começa com “nenhuma condenação” e termina com “nenhuma separação”. É o quadro de nossa vida “em Cristo”. O cristão está seguro: Jesus está ao seu redor, o 1spírito está dentro dele, e Deus é por ele. 

POR QUE ISRAEL É POSTO DE LADO 
(Cap. 9 / 11) 

A história dos judeus que foram postos de lado e dispersos pelo mundo, sem pátria e sem rei, é uma advertência para nós (9—11). Deus é soberano e age como quer. Tem o direito de voltar-se para os gentios, porque os judeus não buscaram a justiça de Deus que é pela fé (9.32); procuraram estabelecer sua própria justiça. Todavia, o homem não pode cultivar a justiça; só pode recebê-la. Se Deus pôs de lado seu povo escolhido, não fará o mesmo conosco se formos desobedientes?
Tenhamos cuidado para que não nos tornemos obstinados e desobedientes como os judeus, não atentando para os mandamentos do Senhor. 

COMO SERVIR A DEUS
(Cap. 12 / 16) 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (12.1).
Nesse apelo, Paulo exorta a que vivamos à altura de nossa fé. Mostra que a doutrina da justificação pela fé não permite uma vida ou conduta descuidada. Somos salvos para servir. A vida do cristão precisa ser vivida em relação a Deus, a si próprio e ao próximo.
Talvez você se tenha surpreendido de que até aqui não tivéssemos de fazer nada senão crer em Cristo e submeter-nos a ele para que nos use como desejar. Agora devemos servir.
 Pouco podemos fazer para Deus antes de sermos salvos por sua graça e transformados por seu amor. Leia 1Coríntios 13. Quando nos entregamos a Cristo e nos enchemos do seu amor, podemos achar muito para fazer. Cristo quer um “sacrifício vivo”, e não morto (12.1). Muitos estão prontos a morrer por ele, mas poucos estão prontos a viver para ele. Há muitos que prefeririam ir para a fogueira a sofrer a crítica dos companheiros. Alguém definiu o cristão moderno assim: “Ë uma pessoa que está pronta a morrer pela igreja à qual não freqüenta”. Quantos de nós emudecemos quando o nome de Cristo é menosprezado ou usado em vão!
A primeira parte de Romanos é o que Deus faz por nós; a última é o que podemos fazer para Deus. 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL
  • Domingo: O QUE SOMOS POR NATUREZA Romanos 1.14-23-3.9-20 
  • Segunda: COMO TORNAR-NOS CRISTÃOS Romanos 3.12—5.21 
  • Terça: COMO VIVER A VIDA CRISTÃ Romanos 6.1-23 
  • Quarta: A LUTA Romanos 7.1-25 
  • Quinta: A VIDA VITORIOSA Romanos 8.1-39 
  • Sexta: Os JUDEUS POSTOS DELADO Romanos 9.30—11.12 
  • Sábado: O SERVIÇO CRISTÃO ROMANO Romanos 12.1-21 

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