domingo, 16 de outubro de 2011

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Visão Holística de I Coríntios

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I Coríntios 
Apresenta Jesus Cristo, Senhor nosso

O nome “Senhor” tem lugar proeminente nesse livro (1.31 / 2:8,16 / 3:20 / 4:4,5 / 6:13 etc). Esse fato tem profunda significação, porque muito da confusão que penetrou na igreja de Corinto se deveu ao fato de os cristãos deixarem de reconhecer Jesus Cristo como Senhor. 
Escavações arqueológicas estão revivendo Corinto. Nos dias de Paulo, era a cidade mais importante da Grécia, com sua fabulosa riqueza. Os homens passavam o tempo em torneios e discursos. Luxo, dissipação e imoralidade pública predominavam entre a população industrial e marítima dessa cidade. Corinto atraía grande número de forasteiros do Oriente e do Ocidente. Seus deuses eram de prazer e luxúria. Além disso, havia muita cultura e arte. A cidade possuía inúmeros centros de estudos lingüísticos e escolas de filosofia. 
Como na maior parte das cidades, havia ali uma grande colônia de judeus de elevado padrão moral e que praticavam fielmente sua religião. Mas a cidade era o centro de um culto degradante a Vênus. 
Em Atos 18, vemos como o evangelho alcançou essa cidade corrompida. O apóstolo Paulo, então com cerca de 50 anos, em trajes de operário, entrou na movimentada metrópole e percorreu suas ruas em busca de uma oficina em que pudesse ganhar a vida. Não havia cartazes anunciando a chegada de um evangelista mundialmente famoso. Esse artesão chegou ali e começou a fazer tendas. Na época, era uma indústria importante, como o é hoje a construção civil. Paulo associou-se a Áqüila e Priscila, dois prósperos fabricantes de tendas. Ele sempre pôde prover seu próprio sustento, ganhando o bastante para levar avante sua obra missionária. Realizou um maravilhoso trabalho durante o ano e meio que passou em Corinto. Começou falando nas sinagogas, a congregações mistas de judeus e gregos. 
A primeira carta de Paulo aos Coríntios é um livro difícil de esboçar, mas trata de assuntos maravilhosos. “Porque, em tudo, fostes enriquecidos nele” (15). Em Romanos, Paulo diz que foi por Cristo que “obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes” (Rm.5:2). Segue-se então essas riquezas da graça em Cristo Jesus, nosso “tudo em todos”. A primeira carta aos Coríntios trata da conduta cristã. 

CORREÇÕES NA CONDUTA CRISTÃ (1Co 1-11)

A maravilhosa igreja de Corinto, a jóia brilhante na coroa do trabalho de Paulo, estava falhando. Tudo porque o mundanismo (carnalidade) da cidade introduzira-se em seu meio. Era importante que a Igreja entrasse em Corinto, mas era desastroso que Corinto tivesse entrado na Igreja. É um belíssimo espetáculo ver-se um navio sendo lançado ao mar, mas é uma visão trágica a do mar entrando no navio. A Igreja de Cristo deve agir como luz num lugar escuro. Ai dela, porém, quando a corrupção do mundo a invade. 
Certos costumes comuns naquela cidade pervertida logo penetraram na igreja. Surgiram divisões entre seus membros: cristãos que levavam outros cristãos perante a justiça do mundo; o procedimento de muitos na celebração da ceia do Senhor era vergonhoso; na igreja, as mulheres já não observavam os padrões de modéstia; havia discussões entre seus membros sobre o casamento e os dons espirituais. Finalmente, a igreja escreveu a Paulo sobre essas coisas, pedindo orientação. As duas cartas aos coríntios foram escritas para responder a suas indagações. 
Depois da saudação de praxe (1:1-3), Paulo refere-se à volta de nosso Senhor Jesus Cristo (1:7,8). Logo em seguida, entra no assunto do fracasso da igreja sobre o qual fora informado. Ele expressa a fonte da sua informação em 1:11. Os homens haviam perdido Deus de vista. Três espécies de egoísmo os haviam cegado: 
  • Admiradores de si mesmos — seu intelecto se tinha pervertido. 
  • Obstinados — sua consciência tinha sido obscurecida. 
  • Indulgentes consigo mesmos — suas paixões os haviam dominado. 
O maior perigo ao qual a igreja de Corinto estava exposta vinha de dentro. 
Paulo fala primeiro em divisões e grupos. Nada destrói mais a vida de uma igreja do que a política de partidos. O espírito grego de partidos tinha entrado na igreja, dividindo-a em quatro grupos, cada qual procurando dominar. Seus nomes aparecem em 1:12. Paulo, Apolo e Pedro (Cefas) eram grupos que tinham o nome de seus mestres prediletos. O partido de Cristo se apegava a esse nome, como se ele não pertencesse a todos na igreja. 
A dissensão em relação a guias religiosos revelava que a igreja de Corinto havia perdido o alvo. Há um só guia na igreja, e esse guia, Cristo, é o centro. Se a igreja se desviar desse centro, perderá o rumo em tudo o mais. O cristianismo tem de ser cristocêntrico. Somente assim terá poder. As “boas-novas” são o próprio Cristo. Ele não só foi o portador da mensagem de Deus; ele próprio foi a mensagem. Os coríntios tinham perdido o equilíbrio. Paulo, Pedro e Apolo eram homens bons; todavia, não eram divinos. Quantos hoje preferem seguir guias religiosos a seguir o próprio Cristo! “Para mim o viver é Cristo” (Fp.1:21). 
Só Jesus Cristo pode acabar com as divisões (1:13). Todo olhar, todo coração e todo espírito devem voltar-se para uma Pessoa, Jesus Cristo, nosso Senhor. Paulo diz aos coríntios: “Esse espírito faccioso é pecado. Vocês podem seguir um simples homem, na esperança de que ele lhes dê vida? Esse homem foi crucificado por vocês? Confiar no que o homem diz é insensatez. Os homens nada vêem na cruz de Cristo. Somente Ele tem todo o poder e sabedoria de Deus”. 
Jovens e velhos igualmente seguem Cristo até a cruz e depois tropeçam no “sangue” do sacrifício. Foi isso que os judeus e os gregos dos dias de Paulo fizeram. Vamos remover a cruz do evangelho, porque os homens não gostam dela? Se o fizermos, estaremos removendo o único meio de salvação do mundo. Devemos pregar “Cristo crucificado”. 


A CRUZ 

Antes de continuarmos com o estudo, escute o louvor e medite na letra.

Escândalo para os judeus — algo com que não podiam se conformar (1:23). Não podiam compreender como essa demonstração de fraqueza podia ser fonte de poder. Para eles, um homem morrendo numa cruz não parecia ser um Salvador. Os escribas e fariseus desdenhosamente se afastavam da cruz, pois ela significava fracasso. Os judeus precisavam de sinais de poder; exigiam algo que pudessem ver e apalpar. O Messias tinha de ser um príncipe, um operador de milagres. Há muitos cristãos assim hoje. Adoram o sucesso tanto quanto os judeus de outrora. Desprezam a fraqueza e admiram a força. Tais pessoas dizem que os homens de ciência tendem a tropeçar na cruz, porque não podem explicar como o sangue de um homem pode tirar a mancha do pecado. 
Loucura para os gregos — os gregos olhavam com desdém essa religião sem base científica, ensinada num recanto atrasado do mundo, como Nazaré, pelo filho de um carpinteiro, que nunca estudara em Atenas ou em Roma. Os gregos idolatravam os intelectuais. Mas Deus nunca desprezou as coisas humildes. 
Ou a cruz é o “poder de Deus”, ou é “loucura”. Se é loucura, então você pensa que ela não tem condições de lhe fazer nenhum bem. Mas ouça: isso condena você, e não a cruz! 
Ninguém jamais deixa a cruz na mesma condição em que se aproximou dela. Ou o homem a aceita, ou a rejeita. Se aceitá-la, torna-se filho de Deus (Jo.1:12); se rejeitá-la, está perdido (Jo.3:36). 
Paulo não pregou um Cristo conquistador, ou um Cristo filósofo, mas Cristo crucificado, Cristo, o humilde. Leia ICoríntios 2:2. Ele diz que suas palavras vão ser provadas no fogo (3:13). Conhecer Cristo crucificado é o maior dos conhecimentos. 

O MINISTRO 

Uma das objeções a Paulo era por causa da simplicidade da sua pregação. Ele respondeu que não podia pregar-lhes de outra maneira, porque não passavam de crianças em Cristo. Não podiam suportar outro alimento, senão leite. A prova da infantilidade deles (carnalidade) eram as divisões existentes entre eles (3:1-4). 
Paulo frisa que o ministro não é o diretor de uma escola ou de uma seita rival, como a dos filósofos gregos; é servo de Deus, e não mestre de homens. Ele sempre se chamava servo do Senhor Jesus Cristo. O serviço cristão só é aceitável a Deus quando realizado no espírito de Cristo e para a sua glória. 
Cada um de nós representa quatro pessoas: 
  • A que o mundo conhece; 
  • A que nossos amigos conhecem; 
  • A que nós mesmos conhecemos; 
  • A que Deus conhece. 
Paulo descreve esse fato no capítulo 4. Há três tribunais diante dos quais compareceremos: 
  • O dos homens (4:3); 
  • O da nossa consciência (4:3); 
  • O de Jesus Cristo (4:4). 
Não dependamos do julgamento dos homens. O mundo julga nosso caráter por um único ato. As vozes da crítica podem ser fortes, mas, se subirmos até o alto da montanha com Deus, veremos o tumulto do povo, mas não ouviremos suas vozes. 
Cuidado com o juízo de um amigo, porque poderá ter uma opinião muito favorável a seu respeito. Gostamos de acreditar em tudo de bom que dizem de nós, mas ficamos ressentidos com a crítica desfavorável. 
Paulo diz: “Nem eu tampouco julgo a mim mesmo” (4:3). Cuidado quando comparecer diante do tribunal de sua própria consciência. Quando ela disser: “Pode fazer isso”, é sempre bom ir a Jesus Cristo e perguntar-lhe: “Posso fazê-lo?”. É difícil sermos honestos com nós mesmos. Ninguém deve julgar em causa própria, por mais sincero que seja. 
Paulo declara que se submete a um único julgamento: um que está sempre certo. “Quem me julga é o Senhor” (4:4). Sou mordomo Dele e é a Ele que tenho de prestar contas. Do seu julgamento, não posso escapar. Seu olhar sereno está fixo em mim. O louvor que vem Dele é verdadeiro. Se Ele disser: “Bem está, servo bom e fiel”, que mais importa? 

CORRUPÇÃO NA IGREJA 

Na carta aos Romanos, como foi estudado, o tema de Paulo é a justiça de Deus. Em Coríntios, ele o expande para incluir a vida de justiça do cristão. Como cristãos, devemos praticar em nossa vida aquilo que cremos no coração. Professar a vida cristã é coisa séria. Se rebaixarmos o padrão que Cristo estabeleceu, falharemos em nosso testemunho perante o mundo. Somos uma carta aberta e lida por todos os homens. Que espécie de evangelho é o “evangelho segundo nós”? 
Não permita que sua vida se aproxime tanto de coisas duvidosas que o façam tropeçar. Se cair, outros cairão com você. Vigie seu testemunho. 
A justiça provém de Deus, mas precisa ser demonstrada em nosso viver diário. Os coríntios, vivendo na Hollywood de seus dias, precisavam de admoestação tal como nós. A justiça vem de Cristo e por Cristo. “O que faria Jesus?”, deveria ser a pergunta para todas as coisas questionáveis da vida. Cristo em nós é o segredo e o caminho da vida. 
Certo membro da igreja de Corinto havia tido um relacionamento incestuoso com a madrasta, o que era considerado imoral mesmo entre os pagãos, quanto mais entre cristãos. Paulo os repreende por estarem cheios de orgulho, apesar do escândalo na igreja. Ele insiste em que não tolerem o mal em seu meio, uma vez que se chamam cristãos. Como o fermento leveda toda a massa, também um espírito mau contamina toda a igreja. Ela deve excluir de seu seio o culpado para demonstrar que não tolera o pecado (5:13). A disciplina na igreja deve ser ministrada com pesar e compaixão, e não com ira, orgulho ou vingança (5:2). 
Em seguida, Paulo faz uma aplicação pessoal, útil para a nossa vida. “Por isso, celebremos a festa [...] e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (5:8). Muitas vezes, é bastante difícil fazer um auto-exame, mas é de extrema importância. 
“Não sabeis” é a expressão usada por Paulo. Sua fé baseava-se em fatos. Ele queria saber das coisas. Sublinhe os “não sabeis” do Capítulo 6. O que devemos saber? 
Primeiro, Paulo declara que, embora seja necessário aos cristãos, às vezes, irem a juízo, nunca devem contender uns com os outros e depois levar a contenda a um tribunal mundano. Isso dá uma impressão terrível aos de fora! Quando agimos assim, estamos dizendo: “Nós, como cristãos, somos como os outros. Queremos as coisas a nosso modo. Somos cobiçosos e tão ambiciosos de nossos próprios direitos como vocês”. Paulo pergunta: “Vocês ousam fazer isso?”. 
A seguir, ele faz uma descrição da vida pregressa dos cristãos de Corinto em 6:9,10. Mas, no versículo 11, vemos o que a graça de Deus fez na vida deles. 
Cristo pagou um alto preço para nos comprar, e o Seu propósito é tornar-nos semelhantes a Ele (6:19,20). 
Se nosso corpo foi remido pelo Senhor Jesus Cristo, já não nos pertence, mas Àquele que nos comprou com seu precioso sangue. “Porque fostes comprados por preço.” 
Deus concedera um templo para seu povo; agora, tem um povo para Seu templo. Quando alguém entra num templo, assume uma atitude reverente porque reconhece que entrou num santuário, mas se esquece de que o verdadeiro santuário em que Cristo habita é o seu corpo. Fomos ensinados quando crianças a nos comportar na igreja por ser a casa de Deus. Quão mais importante é entendermos que o nosso corpo é a habitação Dele e que não devemos fazer nada que O entristeça! 

LIBERDADE, E NÃO LIBERTINAGEM 

A Palavra de Deus não estabelece regrinhas de conduta para nós, nem nos diz exatamente o que devemos ou não fazer; antes, estabelece princípios pelos quais devemos nos orientar. Alguém disse que a liberdade cristã não significa o direito de fazermos o que queremos, e sim o que devemos. Paulo faz a seguinte observação: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (6:12). 
Certo homem vinha descendo pela rua, balançando os braços, e sem querer bateu no rosto de um pedestre. Furioso, o pedestre quis bater nele também. O primeiro protestou: 
- Escute, não estamos num país livre? Não posso fazer minha ginástica na rua? 
- Sim - respondeu o ofendido -, mas lembre-se de que a sua liberdade acaba onde o meu nariz começa. 
Tenhamos isso sempre em mente com relação à nossa conduta. Se sua liberdade está prejudicando alguém é porque você está ultrapassando seus limites. 
Posso fazer o que quero, mas preciso certificar-me de que o que quero agrada a Cristo. O que faço é um exemplo para os outros, podendo prejudicá-los ou ajudá-los. Não só devo perguntar: “Será que a minha ação vai prejudicar o meu irmão mais fraco?”, mas também: “Esta minha ação glorifica a Deus?”. 

CASAMENTO 

Paulo escreve, respondendo a perguntas sobre o casamento do cristão. Entre os filósofos judeus e gregos, surgira uma controvérsia sobre a importância do casamento. Paulo queria a igreja isenta de escândalos, daí suas palavras em 7:2. A pureza da sociedade depende do conceito que tem do casamento. Alguns membros da igreja procuravam desencorajar o casamento; outros achavam que, quando alguém se convertia, deveria divorciar-se do cônjuge pagão. Paulo, porém, foi sábio. Conhecia a corrupção de Corinto e, por isso, aconselhou que todo homem tivesse sua própria esposa e toda mulher tivesse seu próprio marido. Não achava que deveriam divorciar-se do cônjuge pagão. Disse-lhes ser bem possível que o irmão ou a irmã, por seu testemunho, levasse o cônjuge não-cristão a Cristo (7:16). 
Assinale 1Coríntios 7:9,13 em sua Bíblia. Medite nesses versículos. Eles dizem muito da nossa responsabilidade, como cristãos, para com os que não o são. 

A CEIA DO SENHOR 

Paulo apresenta um registro cuidadoso de como se iniciou a celebração da ceia do Senhor e, em seguida, fala de seu valor. 
  • Foi constituída na noite em que Cristo foi traído; 
  • É celebrada em memória de seu amor imperecível por seus seguidores; 
  • É um símbolo do Seu corpo que foi partido por eles (10:16); 
  • É a Nova Aliança em Seu sangue; 
  • É o penhor da Sua volta (11:26). 
Devemos ser cuidadosos para que não comamos nem bebamos de maneira indigna. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (11:28) e nunca participe da ceia sem um exame íntimo e sem profunda gratidão a Cristo. 
“Fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” (11:25). Cristo quer que nos lembremos Dele! Pensemos Nele quando chegarmos à Sua mesa; Ele anseia por nosso amor. 
Era costume da igreja de Corinto fazer uma refeição como se fosse a ceia do Senhor. Cada um trazia seu próprio alimento. Muitas vezes, isso levava a excessos entre ricos, enquanto os pobres não tinham nada. Daí resultava uma observância indigna da ceia. Paulo lembra-lhes da profunda significação espiritual dessa ceia e do escândalo que o comportamento deles causava. 
Ele encerra a exortação com estas palavras: “Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco” (11:34). Havia outras coisas para serem corrigidas; agora, porém, vai continuar com suas instruções. 

INSTRUÇÕES QUANTO À CONDUTA CRISTÃ (1Co 12—16) 

Em ICoríntios 12, Paulo trata dos dons que o Espírito concede aos santos. Nos versículos 1-3, ele fala da mudança que se havia operado na vida dos cristãos de Corinto quando abandonaram os ídolos mortos e passaram a adorar o Cristo vivo. Para que crescessem na vida cristã, o Senhor lhes deu os dons do Espírito (12:4-7). O Espírito é o doador dos dons espirituais (12:8-11). Ninguém pode ensinar as Escrituras se o Espírito Santo não lhe der sabedoria. Devemos orar “no Espírito” e cantar aceitavelmente a Deus “no Espírito”. Quando vemos um cristão bem-sucedido, dizemos: “ Ele é mesmo um homem de habilidades naturais”, mas na verdade ele recebeu muitos dons do Espírito. Muitos, nos dias de Paulo, estavam dando grande importância aos dons espirituais que ele menciona. Ambicionavam os dons mais ostensivos, como o falar em línguas. 
Os cristãos de Corinto estavam usando esses dons como um fim em si mesmos. Muita gente hoje, como os coríntios de outrora, pedem constantemente o poder do Espírito; esquecem-se de que todos os dons espirituais são outorgados para que Cristo seja exaltado e outros sejam abençoados. Se Deus concede um dom qualquer, não o faz a fim de que chamemos a atenção para nós mesmos, mas para que esse dom seja uma bênção para outros. Deus concede os nove dons mencionados em ICoríntios 1:2 para ajudar no estabelecimento da nova Igreja; entretanto, estavam sendo usados para satisfazer seu orgulho. Paulo mostra que o propósito dos dons é a edificação da Igreja (cap. 12), para serem usados com amor (cap. 13) e que o valor deles seria medido por sua utilidade na Igreja. 
Cremos que Deus manifestou dons como o de cura, milagres e línguas para servirem de “sinais” (12:12), a fim de provar ao mundo que Jesus era o verdadeiro Messias e que os apóstolos tinham autoridade divina. Esses milagres, línguas, visões e sinais foram dados a fim de que os apóstolos e sua pregação recebessem o selo de autoridade. Hoje precisamos crer e andar pela fé; devemos desejar os melhores dons da sabedoria, do conhecimento e da fé. Se for da vontade de Deus que tenhamos qualquer desses dons, ele no-lo dará. “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente” (12:11). 
O modo de usarmos esses dons que o Espírito dá é belamente apresentado em ICoríntios 13. Este capítulo é chamado de “Hino ao Amor”. Dons sem amor nada valem. Falar de amor é uma coisa, vivê-lo é outra bem diferente. É impossível amarmos uns aos outros enquanto o amor de Cristo não habitar em nosso coração. Os homens parecem adorar a força física, mas a História nos mostra que as vitórias da força não são duradouras. 

AS COLUNAS DO EVANGELHO 

Sem dúvida, havia um grupo na igreja de Corinto que não cria na ressurreição dos mortos. Respondendo a esses, Paulo começa por apresentar uma declaração maravilhosa do que é o evangelho, em ICoríntios 15:1-11. Paulo não lhes apresentava um novo evangelho; era o mesmo evangelho antigo, apresentado em Gênesis, Êxodo e Levítico. 
1. Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras (15:3). 
2. Foi sepultado (15:4). 
3. Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (15:4). 
4. Foi visto por grande número de testemunhas (15:5,6). 
Se negarmos a ressurreição, estaremos negando uma das maiores verdades do evangelho. A pregação será vã; a fé e a esperança também. Mais do que isso, o evangelho não seria evangelho de modo algum, pois estaríamos adorando um Cristo morto. Não existiriam “boas-novas” porque não haveria nenhuma prova de que Deus aceitou a morte de Cristo como expiação por nossos pecados. Se um marinheiro, saltando na água para socorrer alguém, também se afogasse, saberíamos que não tinha conseguido salvá-lo. Se Cristo não tivesse saído do túmulo, não poderia levantar ninguém do túmulo. O corpo de Cristo morreu, e foi esse corpo que ressurgiu. Seu espírito tinha sido entregue nas mãos do Pai. 
Porque Cristo vive, nós também viveremos. “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (15.55). 
Em 1 Coríntios 15, Paulo apresenta muitas provas da ressurreição de Cristo. 
1. Suas aparições (15.5-8) 
2. Sua volta (15.23) 
3. A ressurreição dos crentes (15.22) 
4. A derrota de seus inimigos (15.25-28) 
5. Seu reinado glorioso (15.24,25) 
6. Nosso corpo revestido de imortalidade (15.53,54) 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL 
  • Domingo: DIVISÕES NA IGREJA 1 Coríntios 1.10-31 
  • Segunda: SABEDORIA HUMANA 1Coríntios 2.1-16 
  • Terça: MUNDANISMO NA IGREJA 1Coríntios 3.1-23 
  • Quarta: IMORALIDADE NA IGREJA 1Coríntios 5.1-13 
  • Quinta: A CEIO DO SENHOR lCoríntios 11.1-34 
  • Sexta: HINO AO AMOR lCoríntios 13.1-13 
  • Sábado: A RESSURREIÇÃO 1 Coríntios 15.1-58 

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