terça-feira, 6 de dezembro de 2011

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Salvos pela graça!

Com toda competência e sabedoria, o promotor apresenta sua causa. Ao chamar as testemunhas de acusação à tribuna, ele apresenta as provas para condenar o réu. Depois de desacreditar as declarações das testemunhas da defesa, por meio de um habilidoso interrogatório, o promotor faz a alegação final e lança um provocante desafio ao júri: o de condenar o réu. O veredicto final não traz surpresa: "culpado", declara o júri, e a justiça foi feita.
O apóstolo Paulo era inteligente, articulado e comprometido com sua chamada ministerial. Como um habilidoso advogado ele apresentou a causa do evangelho de forma clara e sem rodeios em sua carta aos cristãos que viviam em Roma.
Paulo tinha ouvido falar da Igreja em Roma, mas nunca havia estado lá, assim como nenhum outro apóstolo. Evidentemente, essa congregação foi fundada por judeus que se converteram ao Pentecostes (At.2) e retornaram a Roma, divulgando o Evangelho; a igreja cristã crescia.
Embora separados por muitas barreiras, Paulo conseguiu estabelecer contato com os cristãos de Roma, a quem ansiava por ver face a face. Embora nunca tivesse conhecido pessoalmente a maior parte dos irmãos romanos, Paulo sentia amor por eles, por isso enviou-lhes uma carta para apresentar-se e dar sua declaração de fé. Nela, após uma breve introdução, ele apresenta Jesus (1:3), declara a importância do Evangelho e seu compromisso de divulgá-lo (1:16,17).
Prossegue, informando a incontestável causa da intervenção divina na salvação da humanidade: o pecado que a escraviza (1:18;3:20). Em seguida, apresenta as boas novas: a salvação está à disposição de todos, independentemente da identidade ética e cultural, da origem ou dos pecados das pessoas. Somos salvos pela graça (um favor de Deus que não merecemos e do qual somos indignos), por meio da fé em Cristo e em sua obra redentora perfeitamente consumada na cruz. Por intermédio de Jesus, fomos justificados e inocentados perante Deus (3:21;5:21). 
Tendo estabelecido esses fundamentos, Paulo fala da liberdade que vem com a salvação: o homem foi liberto do poder do pecado (6:1-23), do domínio da lei (7:1-25), para tornar-se como Cristo e descobrir o amor ilimitado de Deus (8:1;39).
Dirigindo-se a seus irmãos judeus, Paulo demonstra sua preocupação com eles e explica como podem ajustar-se ao plano divino (9:1;11:12). Visto que o caminho para que os judeus e gentios pudessem estar unidos no corpo de Cristo foi aberto pelo próprio Deus, os dois grupos poderão louvá-lo por sua sabedoria e amor (11:13-36).
Paulo também explica aos cristãos o significado de viver em completa submissão a Cristo: usando os dons espirituais para servir aos outros (12:3-8), amando-os verdadeiramente (12:9-21) e sendo bons cidadãos (13:1-14). A liberdade deve ser guiada pelo amor, à medida que nos edificamos mutuamente na fé; devemos ser sensíveis e colaborar com aqueles que são fracos na fé (14:1;15:4). Paulo insiste na unidade, especialmente entre cristãos gentios e judeus (15:5-13), e, conclui relatando suas razões para escrever, descrevendo seus planos (15:22-23), saudando seus amigos e transmitindo alguns pensamentos e cumprimentos finais de seus companheiros de viagem aos irmãos romanos (16:1-27).
Ao ler Romanos, procure reexaminar seu compromisso com Cristo e confirmar seu relacionamento com outros cristãos no corpo de Cristo.

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