sábado, 15 de outubro de 2011

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Visão Holística de Romanos

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ROMANOS
Apresenta Jesus Cristo, Justiça Nossa

Iniciamos agora o estudo das epístolas do NT. Das 21, 13 foram escritas por Paulo; por isso são chamadas epístolas paulinas. Ele escreveu essas cartas às igrejas de Tessalônica, Galácia, Corinto e Roma durante suas viagens missionárias. Quando prisioneiro em Roma escreveu Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemom. Por último, escreveu as cartas a Timóteo e Tito. Paulo nasceu em Tarso. Era de origem puramente judaica. Seu mestre foi o grande Gamaliel. Como todo menino hebreu, aprendeu um ofício - era fabricante de tendas. Em Jerusalém esteve presente no apedrejamento de Estevão, o primeiro mártir cristão. Aquela cena, sem dúvida, causou profunda impressão no jovem Saulo. A caminho de Damasco, com a finalidade de perseguir os cristãos, o jovem fariseu teve um encontro frontal com Jesus Cristo. Depois da sua miraculosa conversão, foi batizado e recebeu a comissão de pregar o evangelho. Retirou-se para a Arábia, onde passou três anos em estudo e preparação. 
Depois de trabalhar três anos em Tarso e um ano em Antioquia, dirigido pelo Espírito Santo, Paulo tornou-se o grande missionário aos gentios. Em suas três viagens missionárias, fundou muitas igrejas e escreveu as epístolas. A cidadania romana, a cultura grega e a religião hebraica prepararam-no maravilhosamente para a grande obra, mas ele confiou somente na graça e no apostolado que recebeu diretamente de Jesus Cristo (1.5). Após uma vida cheia de sacrifício e sofrimento, selou seu testemunho com o próprio sangue. A tradição diz que ele foi decapitado em Roma, e seu corpo, enterrado nas catacumbas. 

A IGREJA EM ROMA 

Não sabemos quem fundou a igreja em Roma. Certamente não foi Pedro, conforme sustenta a tradição católica, O ministério dele aconteceu entre os judeus (Gl 2.9). Visitantes de Roma que estiveram em Jerusalém na festa da Páscoa e se converteram no Pentecoste voltaram à capital levando a semente do evangelho e estabelecendo esse novo centro em Roma. Durante os vinte e oito anos seguintes, muitos cristãos de todos os pontos do Oriente Médio emigraram para Roma, alguns deles convertidos pelo trabalho de Paulo. Paulo desejava muito visitar essa igreja. Escreveu-lhe essa carta de Corinto, da casa de Gaio, cristão rico daquela cidade, por ocasião da sua terceira viagem missionária. Foi escrita no quarto ano de Nero, então imperador de Roma. Nessa epístola, ele apresenta o seu evangelho (1.16,17). 
Paulo, o servo (1.1), escreve aos santos de Roma (1.7), a respeito de um Salvador (1.3,4). 

Paulo, o servo: 
  • Separado para o evangelho — 1.1 
  • Servindo ao evangelho — 1.9 
  • Salvo pelo evangelho — 1.16 
O evangelho de Cristo nos domina assim? Fomos salvos por ele, separados para ele e estamos a serviço dele? 
Depois da saudação à igreja ele agradece a Deus a fé que demonstravam (1.8). Paulo expressa sua obrigação para com a igreja (1.14,15): 
  • “Sou devedor” – 1.14 
  • “Estou pronto a cumprir o meu dever” — 1.15 
  • “Não me envergonho da mensagem” — 1.16 
Por que Paulo não se envergonhava do evangelho de Cristo? Procure revelar aquilo de que o pecador precisa e o que pode receber com base em uma fé simples — a justiça de Deus mediante Jesus Cristo.
O evangelho tem poder dinâmico; é o poder de Deus para a salvação. Só o poder de Deus pode transformar alguém em um cristão.
Mesmo em Roma, Paulo não se envergonhava do evangelho. A imensa pecaminosidade do homem, descrita em 1.18-32, havia alcançado o seu auge naquela cidade.
Paulo fala de uma convicção profunda nascida da experiência. Na estrada de Damasco, de repente todo o alicerce de obras, raça e caráter foi demolido. Teve uma visão plena do Cristo glorificado. Daí por diante, ele tinha uma só mensagem — a fé no Senhor crucificado e ressurreto. Não ouviria mais nada, não falaria mais nada, não viveria mais nada. Passou a proclamara dali por diante, que “o justo viverá por fé” (1.17). Basta apenas crer. A salvação não vem pelas obras — são abomináveis para Deus, não vem pela raça — essa está sob a maldição da morte; não vem pelo caráter — pois esse é como trapos imundos. Há uma salvação, que vem pela aceitação do evangelho de Cristo, visto que a justiça de Deus se revela no evangelho de fé em (1.17). Deus atribui essa justiça quando cremos em Cristo. Ele não diz que somos feitos justos, mas que somos declarados justos. Deus nos dá a justiça que exige de nós. Por que é necessária a justiça de Deus? Porque não temos justiça própria. 

NECESSIDADE DA JUSTIÇA DE DEUS 

Depois de apresentar o tema de Romanos em 1.16.1 ele passa a revelar a necessidade que o homem tem dessa justiça. “Pois todos pecaram e são culpáveis perante Deus.” De onde se encontra, Paulo olha ao redor e vê judeus zelosos, grego orgulhosos, romanos vaidosos e uma multidão de pecadores como nós. Que quadro terrível ele apresenta em 1.18-32! Primeiro, descreve a injustiça dos gentios; depois, a dos judeus.
Romanos fala do método de Deus em transformar homens culpados em homens bons. A chave dessa grande tese encontra-se em 1.16-17. 
  • A pessoa do evangelho — Cristo 
  • O poder do evangelho — “poder de Deus” 
  • O propósito do evangelho — “para a salvação” 
  • As pessoas a quem se destina — “de todo aquele” 
  • O plano de aceitação — “aquele que crê” 
  • O plano de vida — “o justo viverá por fé” 
Paulo orgulhava-se do evangelho porque havia provado o seu poder não só em sua própria vida, mas na de todos aqueles que haviam crido.
Boas-novas! Essas palavras despertam a atenção de qualquer pessoa. Diga: “Tenho boas notícias para lhe dar”, e você com certeza despertará os ouvintes. O valor de uma boa notícia depende da fonte, de quem a deu. Essa é a razão por que o evangelho apresentado por Paulo é tão bem aceito. A notícia vem de Deus. Romanos é o grito de alegria de Paulo a um mundo perdido.
Em Romanos, Paulo mostra o método de Deus para fazer do homem culpado um homem justificado. Revela a necessidade do pecador e, a seguir, apresenta o que ele pode receber pela fé: a justiça de Deus - Cristo, nossa justiça. A justiça de Deus é uma pessoa; a justiça que ele exige está em Jesus Cristo. Ninguém entrará no céu com uma justiça menor do que a de Cristo. Quando você olha para Jesus, pode ver a justiça exigida. 

O QUE SOMOS POR NATUREZA
(Cap. 1.1 / 3.20) 

Porque o homem precisa de salvação? Porque é pecador. Deus conhece o coração humano dá-nos um retrato dele. Mostra o que encontra em todos nós, e o que descobre é terrível. Mas, lembre-se, esta é perspectiva de Deus em relação a todos nós. “Não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (3.12). Paulo aprova esse fato nos três primeiros capítulos. É a realidade do homem sem Deus. Leia Romanos 3 palavra por palavra. Você vai crer então que o coração humano é extremamente perverso. Você já pediu que o Espírito Santo iluminasse o seu coração? Se o fez, então sabe que precisa de um Salvador.
O livro de Romanos apresenta uma cena de júri. Deus, o juiz de toda a terra, intima tanto judeus quanto gentios a comparecerem perante o tribunal de justiça. Os prisioneiros são tratados um a um.
A acusação geral é feita: “Todos pecaram” (3.23). Tanto o gentio (2.1-16) como o judeu (2.17-3.8) têm oportunidade de se serem ouvidos. Suas alegações especiais de que não têm culpa são cuidadosamente consideradas e respondidas, abrindo caminho para o veredicto final do Juiz.
Finalmente, o Juiz pronuncia o veredicto: “... todo o mundo [...] culpável perante Deus” (3.19). Se isso acontecesse hoje, todos os jornais publicariam em grandes manchetes: “TODO O MUNDO ACHADO CULPÁVEL!”.
Contra tudo isso, não há defesa. O Juiz pergunta: “Há alguém que queira fazer a defesa dos prisioneiros?”. Ninguém responde. “... que se cale toda boca” (3.19). Não há lugar para desculpas. A condenação do mundo está decidida. O próximo passo será revelar o plano de Deus para salvar o mundo perdido. Lembremo-nos de que a carta aos Romanos fala do método de Deus para transformar o homem.
Não diga: “Deus é amor e não me condenará”. “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade” (1.18). Ele já pronunciou a sentença: a sentença: “Todo o mundo [...] culpável”. Não há apelação; é a decisão do Supremo Tribunal do Universo, O pecado é universal: “Todos pecaram”. Daí precisarmos de um Salvador. Por ser um Deus de amor, ele providenciou seu Filho a este mundo. Diga João 3.16 em voz alta, O juiz pergunta: “Há alguém aqui para representar os prisioneiros?”. Então o Filho de Deus diz: “Sim, estou aqui para representá-los. De fato, eles cometeram esses pecados. São realmente culpados, mas eu levei a culpa deles na cruz; morri em lugar deles para que pudessem ser livres. Eu sou a justiça deles”. E o Juiz os liberta. 
Temos um quadro horrível do pecado nesses primeiros capítulos de Romanos. A palavra pecado no original significa “errar o alvo” — o padrão que Deus estabeleceu para nós. “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (3.23). Você pode não ter errado tanto quanto outros que conhece, mas perante Deus está destituído. 
Somos todos pecadores porque nascemos de uma raça decaída. Somos “filhos de Adão”. Entretanto, não só nascemos em pecado como também nós mesmos pecamos, porque “todos pecaram”. Lembre-se: pecamos porque somos pecadores. Essa é a nossa natureza. Uma ameixeira produz ameixas porque é ameixeira; o fruto é resultado da sua natureza, O pecado é o fruto de um coração pecaminoso. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas” (Jr 17.9). 
Cristo não só nos salva da pena do pecado, mas também nos liberta de uma consciência de culpa e do poder do pecado. O resultado do pecado é um sentimento de culpa. Quando alguém transgride a lei, sente-se culpado e procura esconder-se. Foi o que o primeiro homem, Adão, fez. Uma consciência culpada carrega o medo do castigo. O pecador está sempre procurando fugir das conseqüências da lei transgredida. Teme o Juiz. É por isso que os pecados do homem e sua consciência culpada o afastam da presença de Deus. Deus não precisa afastar o pecador; este foge por vontade própria. Isso é o que vai acontecer no dia em que ira de Deus for revelada (Ap 6.15,16). 
A primeira coisa necessária para libertar o pecador é que sejam as conseqüências terríveis da sua culpa. Ele precisa de logo mais do que perdão porque isso o deixaria com a sua culpa. Qualquer presidente, governador ou rei pode perdoar um criminoso, mas nenhum deles tem poder para remover-lhe a culpa. É preciso aplicar ao ato uma pena justa. Foi isso que Cristo fez. “O salário do pecado é a morte”, e, visto que “todos pecaram”, Cristo veio para morrer e pagar a pena dos pecados cometidos contra o Deus santo. 

COMO TORNAR-SE CRISTÃO
(Cap. 3.21 / 5.21) 

Pergunta: Como Deus salva os pecadores? Resposta: “Mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (3.24).
O plano de Deus para a salvação do homem percorre as Escrituras do princípio ao fim. Assemelha-se ao cordame da Marinha britânica que contém, na sua tecedura, um fio escarlate que não se pode tirar sem destruir o cordão. Assim, há um fio vermelho de salvação através de toda a Escritura. Podemos vê-lo muito claramente em certas partes da Bíblia. Romanos 3 é uma delas.
Quando Deus olha para nós, não vê justiça (3.10). Quando, porém, Deus olha para nós através de Cristo, não vê melhora, mas perfeição — porque vê somente sua própria justiça, Jesus Cristo.
Você já se familiarizou com uma palavra notável das Escrituras: salvação. Justificação é outra. Tudo quanto Cristo fez foi creditado à minha conta. A justiça dele é minha.
Quando a justiça de Cristo é considerada como nossa, a isso chamamos “justificação” — o homem considerado justo perante Deus. “O justo viverá por fé.” O homem não se torna justo por suas obras, e sim por crer em Cristo (3.28). Essa tremenda verdade deu origem à Reforma. Libertou os cristãos da idéia de que os homens eram salvos por obras. Não somente somos salvos pela fé, como temos de viver pela fé, confiando em Cristo.
Paulo usa exemplos do AT de pessoas que foram justificadas pela fé. Fala, especialmente, de como a fé que Abraão possuía lhe foi imputada para justiça (cap. 4). Abraão recebeu três coisas pela fé: justiça, herança e posteridade (4.3,13 17).
Nós também recebemos grandes benefícios quando somos justificados por sua graça. Graça é favor imerecido. A fé vem seguida de paz, perdão, promessa (5.1-5) e, mais do que tudo, da certeza da salvação (5.6-11). 
Como pode o homem ser justificado por Deus? Leia Romanos 3.24-28. Deus transmite ao homem a sua justiça da seguinte forma: 
  • Pela graça (3.24), sua fonte. “Graça” — “favor imerecido” 
  • Por Deus — ele é seu doador (3.26; 8.33) 
  • Pelo sangue — a razão dela (3.24; 5.9) 
  • Pela fé — o meio pelo qual é recebida (3.22) 
  • Pelas obras — a maneira pela qual é demonstrada (Tg 2.21-23) 
  • Pela experiência — as bênçãos dela decorrentes (5.1-4) 
Quando olho para o céu e me lembro de que Deus, no seu trono, me condenou, fico desesperado, mas vejo alguém à sua direita, erguendo a mão ferida e mostrando os pés e o lado traspassados. Com essas chagas, Cristo intercede por mim e me garante que elas são eficazes para satisfazer as minhas necessidades. 

SALVAÇÃO

A corrente do pecado e o rio da salvação correm lado a lado, em Romanos 1—16. “Onde abundou o pecado, superabundou à graça” (5.20). Paulo mostra o pecado em toda a sua sordidez, e a salvação, em todo o seu esplendor.
Não precisamos ser pecadores aos olhos dos homens para estarmos perdidos. Naturalmente, há diferença de grau no pecado, mais não no fato do pecado e em seus resultados, pois “o salário do pecado é a morte”. Uma pessoa que se afoga em 2 metros de água está tão morta como se tivesse afundado em 20 metros de água. Em nossa incapacidade de salvar a nós mesmos, estamos todos no mesmo nível porque não há distinção (3.22).
Somos salvos pela justiça de Cristo; ele a pôs ao nosso alcance por sua morte. “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos” (3.24,25).
Sou uma pessoa condenada a morrer por causa do meu pecado, “porque o salário do pecado é a morte”. Mas posso olhar para a cruz e ver que Cristo já morreu por mim e creio que foi por meu pecado. Assim, em troca de minha vida pobre, pecadora e condenada, posso aceitar sua justiça e sua vida (1 Pe 2.24).
“Quem crê no Filho tem a vida eterna” (Jo 3.36). “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus [...] em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem” (3.2 1,22). À parte do nosso esforço para sermos bons, Deus providenciou sua justiça, o Senhor Jesus Cristo. Nossa justiça é como trapo da imundícia (Is 64.6).
Nosso pecado está sobre Cristo; ele o levou para nós. Você já o aceitou como Salvador e passou da morte para a vida (Jo 5.24)? Se já resolveu deixar que Cristo leve o seu pecado, você tem agora a sua salvação (3.24). 

JUSTIFICADOS PELA FÉ 

Um criminoso pode estar no fundo de uma mina e você no pico da mais alta montanha, mas você é tão incapaz de tocar as estrelas quanto ele. Não podemos alcançar a justiça exigida por Deus, por mais que subamos.
Perdão é a remoção da nossa injustiça, o despir-se do pecado ou o abandono dele.
Justificação é o ato de alguém revestir-se da justiça que Deus provê. Ela é perfeita.
A pessoa que pôs a confiança em Cristo uma hora atrás está tão justificada quanto o cristão mais antigo. Nunca nos tornamos mais justificados do que no momento em que recebemos Cristo.
A justificação depende de algo feito fora de nós, algo realizado na cruz do Calvário. A justificação resolve todo o problema do nosso pecado e da nossa culpa; enterra todo o pecado e a culpa no túmulo de Jesus Cristo e, então, nos coloca nos lugares celestiais com Cristo, nosso Salvador.
Muitos perguntam: “Como pôde um homem morrer pelo mundo inteiro?”. Um homem pode tomar o lugar de outro homem e ser seu substituto. Isso é compreensível, mas morrer pelo mundo inteiro é contra-senso! Vejamos se isso é verdade.
Ninguém gosta da idéia de ser chamado “pecador”, mas temos de encarar o que somos. Leia o que Paulo diz em Romanos 5.12-21. Nascemos pecadores; não fomos consultados se queríamos vir a este mundo. Um dia, despertamos para a realidade de que estávamos sujeitos a uma natureza pecaminosa. Adão, o cabeça da raça, não foi criado dessa maneira (Gn 1.26). Pecou voluntariamente, e sua natureza pecaminosa passou a todos nós. Pecamos porque herdamos a semente do pecado.
De um lado, temos Adão, o cabeça da raça natural; de outro, temos Cristo, o cabeça da raça espiritual — uma nova criação. Quando nascemos no corpo, nascemos descendentes de Adão. Temos sua natureza pecaminosa. Quando nascemos na família de Deus, por Jesus Cristo, recebemos a natureza de Cristo, que é santa. Nas palavras da Escritura: “Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). Não escolhi ser descendente de Adão, mas posso escolher ser filho de Deus. “Se, pela ofensa de um só, morreram muitos”, a justiça de um homem tornou possível a toda a raça livrar-se dessa condição (5.15).
Você já recebeu a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor? É um pecador “em Adão” ou um filho “em Cristo”? 

COMO VIVER A VIDA CRISTÃ
(Cap. 6 a 8) 

Já aprendemos como podemos nos tornar cristãos. Agora vamos ver como podemos viver como cristãos. Uma coisa é aceitar o que Cristo fez por nós. Outra coisa é experimentá-lo de maneira pessoal e real.
Em Romanos 6, há três palavras importantes. Anote-as. 
  • “Saiba” que Cristo morreu por nós (6.3-5,10); nós morremos com Cristo (6.8). 
  • “Considere-se” morto para o pecado. “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus” (6.11). Se um parente tivesse depositado em um banco certa quantia para você fazer uma viagem, contaria com ela, sem dúvida, ainda que não visse o dinheiro. Se duvidasse e não sacasse o dinheiro, ele nunca seria seu. Uma vez que o considerasse seu, assinaria um cheque e o receberia. Assim, aquilo que nunca tinha visto se tornaria realidade. Quando consideramos as coisas reais, elas se tornam reais. “Visto que estamos mortos para o pecado e vivos para Deus, como viveremos para o pecado? ’ (6.13). 
  • Ofereça-se” a Deus. “Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça” (6.13). 
Isso significa a renúncia de nossa vida para que Deus viva em nós. Essa é a vida de submissão e o modo certo de viver vitoriosamente debaixo de toda sorte de bênçãos. Deixe que Cristo opere sua vontade em você e por meio de você.
O cristão logo descobre novos padrões para sua vida. Não procura andar de acordo com a lei, porque não está mais debaixo dela. Procura agradar quem habita dentro dele. “Porque para mim o viver é Cristo”, e “faço todas as coisas para a glória de Deus”.
Romanos 6 revela o segredo de uma vida vitoriosa. Vivo em Cristo! Morto para o pecado, mas vivo para Deus! Quando procuro viver a vida cristã por mim mesmo, vejo que é impossível. Somos salvos pela fé e não podemos viver por esforços próprios.
Essa triste verdade acha-se em Romanos 7, que descreve como não podemos ter uma vida vitoriosa. A palavra “eu” (expressa ou oculta) é usada 38 vezes nos 25 versículos desse capítulo. O Espírito Santo nunca é mencionado. Embora o “eu” se esforce, ele só encontra derrota.
O Dr. Griffith Thomas disse: “Não é difícil viver a vida cristã; é impossível”.
Paulo disse: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).
Ouça as palavras de um homem que procurou viver por seu próprio esforço:
“Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (7.24,25).
Finalmente, o “eu” descobre que há alguém que é todo suficiente. A luta dá lugar ao poder, a derrota transforma-se em vitória, e a tristeza, em júbilo. Quando o “eu” sai, Cristo entra. 

A VIDA CHEIA DO ESPÍRITO 

A vida “em Cristo” é maravilhosa. Paulo diz: “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (8.2). É o que acontece. Quando entramos num avião, estamos livres da lei da gravidade. A lei mais forte que opera para levantar o aparelho acima das nuvens anula a outra lei que, minutos antes, nos prendia ao solo. A lei da gravidade não é destruída, mas torna-se inoperante. E o que acontece conosco quando vivemos “em Cristo”. A lei que opera pelo Espírito em nossa vida nos ergue acima do mundo e do pecado e este já não tem domínio sobre nós. Estamos livres, sem condenação. Você á vive “em Cristo”? Vive num plano bem acima dos principados e potestades?
Passe da vida do “eu” para a vida cheia do Espírito. Em Romano8, em vez da palavra “eu”, encontramos a palavra “Espírito” 21 vezes. Precisamos submeter nossa vida a ele; essa é a nossa parte. Ele nos encherá com seu Espírito; essa é a parte de Cristo.
Esse glorioso capítulo começa com “nenhuma condenação” e termina com “nenhuma separação”. É o quadro de nossa vida “em Cristo”. O cristão está seguro: Jesus está ao seu redor, o 1spírito está dentro dele, e Deus é por ele. 

POR QUE ISRAEL É POSTO DE LADO 
(Cap. 9 / 11) 

A história dos judeus que foram postos de lado e dispersos pelo mundo, sem pátria e sem rei, é uma advertência para nós (9—11). Deus é soberano e age como quer. Tem o direito de voltar-se para os gentios, porque os judeus não buscaram a justiça de Deus que é pela fé (9.32); procuraram estabelecer sua própria justiça. Todavia, o homem não pode cultivar a justiça; só pode recebê-la. Se Deus pôs de lado seu povo escolhido, não fará o mesmo conosco se formos desobedientes?
Tenhamos cuidado para que não nos tornemos obstinados e desobedientes como os judeus, não atentando para os mandamentos do Senhor. 

COMO SERVIR A DEUS
(Cap. 12 / 16) 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (12.1).
Nesse apelo, Paulo exorta a que vivamos à altura de nossa fé. Mostra que a doutrina da justificação pela fé não permite uma vida ou conduta descuidada. Somos salvos para servir. A vida do cristão precisa ser vivida em relação a Deus, a si próprio e ao próximo.
Talvez você se tenha surpreendido de que até aqui não tivéssemos de fazer nada senão crer em Cristo e submeter-nos a ele para que nos use como desejar. Agora devemos servir.
 Pouco podemos fazer para Deus antes de sermos salvos por sua graça e transformados por seu amor. Leia 1Coríntios 13. Quando nos entregamos a Cristo e nos enchemos do seu amor, podemos achar muito para fazer. Cristo quer um “sacrifício vivo”, e não morto (12.1). Muitos estão prontos a morrer por ele, mas poucos estão prontos a viver para ele. Há muitos que prefeririam ir para a fogueira a sofrer a crítica dos companheiros. Alguém definiu o cristão moderno assim: “Ë uma pessoa que está pronta a morrer pela igreja à qual não freqüenta”. Quantos de nós emudecemos quando o nome de Cristo é menosprezado ou usado em vão!
A primeira parte de Romanos é o que Deus faz por nós; a última é o que podemos fazer para Deus. 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL
  • Domingo: O QUE SOMOS POR NATUREZA Romanos 1.14-23-3.9-20 
  • Segunda: COMO TORNAR-NOS CRISTÃOS Romanos 3.12—5.21 
  • Terça: COMO VIVER A VIDA CRISTÃ Romanos 6.1-23 
  • Quarta: A LUTA Romanos 7.1-25 
  • Quinta: A VIDA VITORIOSA Romanos 8.1-39 
  • Sexta: Os JUDEUS POSTOS DELADO Romanos 9.30—11.12 
  • Sábado: O SERVIÇO CRISTÃO ROMANO Romanos 12.1-21 

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