domingo, 7 de agosto de 2011

0

Visão Holística de João


ATENÇÃO: Antes de iniciar sua leitura faça uma oração pedindo orientação ao Espírito Santo. Para maior compreensão do estudo, use a Bíblia On-line clicando aqui, pois ao longo do texto, várias citações precisam ser analisadas. Quando o estudo fizer referência a outro livro, este terá um link direcionador (clique em cima do texto sublinhado).
Caso queira imprimir este estudo, compartilhar via e-mail ou até mesmo salvar em PDF no seu computador, clique no ícone "PRINT/PDF" no final da página.
Se você estar navegando com o Safari, clique em "Leitor", localizado na barra de endereço, para uma melhor leitura. Caso esteja navegando com o Google Chrome ou com o Mozila Firefox clique no respectivo navegador para adicionar o plugin de leitura iReader.

JOÃO
Apresenta Jesus Cristo, o Filho de Deus

João escreveu para provar que Jesus era o Cristo, o Messias prometido (para os judeus) e o Filho de Deus (para os gentios); tinha em mira levar seus leitores a crer nele a fim de que, crendo, tivessem vida em seu nome (Jo.20.3 1). A palavra-chave é crer. Encontra-se, em suas diversas formas, quase cem vezes no livro.
O tema do evangelho de João é a divindade de Jesus Cristo. Aqui, mais do que em qualquer outro lugar, sua divina filiação é apresentada. Nesse evangelho vemos que “o infante de Belém” não é  outro senão o “unigênito do Pai” (1.14). São incontáveis no livro as evidências e provas desse fato. Apesar de que “todas as coisas foram feitas por ele” (1.3) e de que a vida estava nele (1.4), o Verbo, todavia, “se fez carne e habitou entre nós”  (1.14). Nenhum homem poderia ver Deus, por isso Cristo veio para revelá-lo.

Omissões em João

João não registra nenhuma genealogia, nem a linhagem legal de Jesus da parte de José (como em Mateus), nem sua linhagem pessoal do lado de Maria (dada por Lucas). Não narra seu nascimento porque ele era no “princípio’. Não fala nada a respeito de sua infância. Não relata sua tentação. É apresentado como Cristo, o Senhor, e não como aquele que foi tentado em tudo como nós. Não se refere à transfiguração. Não fala da escolha dos discípulos. Não apresenta parábolas. Não é narrada a ascensão. Não é  mencionada a Grande Comissão. 

Seus títulos são significativos

Só aqui Ele é chamado de:
  • Verbo
  • Criador
  • Unigênito do Pai; 
  • Cordeiro de Deus; 
  • A revelação do grande “Eu Sou” (Êx 3.14).                          

O AUTOR

João, “filho do trovão”, “o discípulo a quem Jesus amava”. Era filho de Zebedeu, pescador em boa situação, e irmão de Tiago. Sua mãe era Salomé, devotada seguidora do Senhor, que pode ter sido irmã de Maria, mãe de Jesus (Mc 15.40; Jo 19.25). Sua posição era provavelmente melhor do que a da média dos pescadores.
João deveria ter uns 25 anos quando Jesus o chamou. Tinha sido seguidor de João Batista. No governo de Domiciano, João, o discípulo amado, foi exilado na ilha de Patmos; mais tarde, porém, voltou a Éfeso e se tornou pastor daquela maravilhosa igreja. Viveu naquela cidade até idade avançada, sobrevivendo a todos os apóstolos. Durante esse tempo, escreveu o evangelho sobre a divindade de Cristo, co-eterno com o Pai.
João escreveu quase uma geração depois dos outros evangelistas, entre os anos 80 e 100 d.C., no fim do século I, quando todo o restante do NT já estava completo. A vida e a obra de Jesus eram bem conhecidas nessa época. O evangelho havia sido pregado; Paulo e Pedro tinham sido martirizados, e todos os apóstolos haviam morrido; Jerusalém fora destruída pelas legiões romanas sob o comando de Tito em 70 d.C.
Os Evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas) foram escritos antas do ano 70, quando Jerusalém foi tomada. Falsos mestres já haviam surgido, negando que Jesus Cristo fosse o Filho de Deus vindo em carne. Por isso, João escreveu dando ênfase a essa verdade e registrando palavras e as obras que revelam o divino poder e a glória de Jesus.
João escreve num tom mais elevado e nobre do que os outros escritores. Em cada um dos três primeiros evangelhos, vemos Cristo em seu relacionamento humano com os homens, mas em João o encontramos em um relacionamento espiritual com um povo do céu. Vamos examiná-los de novo.
Em Mateus e Lucas, “Filho de Davi” e “Filho do homem” ligam Cristo a terra. Em João, “Filho de Deus” une-o ao Pai do céu.
Assim como em Lucas o cuidado divino cercou nosso Senhor para guardar a perfeição de sua humanidade, em João foi guardada a sua divindade.
Em João, Jesus aparece habitando com Deus antes que a criatura humana fosse formada (Jo 1.1,2). Ele é chamado o Unigênito do Pai (1.14). “É o Filho de Deus” (1.34).
Trinta e cinco vezes Cristo se refere a Deus como “meu Pai”.
Vinte e cinco vezes ele diz “Em verdade, em verdade”, para indicar sua autoridade. Além das próprias afirmações, seis outras testemunhas afirmam sua divindade.


SUA DIVINDADE REVELADA EM CADA CAPÍTULO

Capítulo 1. Na confissão de Natanael:
“Tu és o Filho de Deus” (1.49).
Capítulo 2. No milagre de Caná:
“manifestou a sua glória” (2.1 1).
Capítulo 3. A Nicodemos, ele disse que era:
"O Filho unigênito” (3.16)
Capítulo 4. Na conversa com a mulher samaritana, declarou:
“Eu o sou, eu que falo contigo”  (o Messias) (4.26).
Capítulo 5. Aos judeus, disse que:
“a voz do Filho de Deus” daria vida (5.25).                       
Capítulo 6. Declarou à multidão:
“Eu sou o pão da vida” (6.33).
Capítulo 7. Na festa dos tabernáculos, proclama:
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”  (7.37).
Capítulo 8. Aos judeus incrédulos, revelou:
“Antes que Abraão existisse, Eu sou” (8.58).
Capítulo 9. Ao cego, disse:
“Já o tens visto, e é o que fala contigo”  (9.37).
Capítulo 10. Jesus declarou:
“Eu e o Pai somos um” (10.30).
Capítulo 11. A declaração de Marta:
“Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (11.27).
Capítulo 12. Aos gregos, disse:
“E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (12.32).
Capítulo 13. Por ocasião da ceia, Jesus disse:
“Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou” (13.13).
Capítulo 14. Sua declaração:
“Credes em Deus, crede também em mim” (14.1).
Capítulo 15. Comparando-nos aos ramos de uma videira:
“Porque sem mim nada podeis fazer” (14.5).
Capítulo 16. Ao prometer o Espírito Santo:
“Eu vo-lo enviarei” (16.7).
Capítulo 17. Em sua oração sacerdotal:
“Glorifica a teu Filho” (17.1).
Capítulo 18. A Pilatos declara:
“Tu dizes que sou rei” (18.37).
Capítulo 19. Em sua expiação, exclama:
“Está consumado!” (19.30).                                     
Capítulo 20. Tomé confessa:
“Senhor meu e Deus meu” (20.28).
Capítulo 21. Ao exigir obediência:
“Segue-me” (21.22).

SETE TESTEMUNHAS

O livro de João foi escrito para que os homens cressem que Jesus Cristo era Deus. João apresenta sete testemunhas para provar esse fato. Abra as Escrituras e ouça cada uma fazendo sua declaração:                                                                                                                                      
1. O que você  diz, João Batista?
“Ele é o Filho de Deus” (1.34).
2.Qual é  a sua conclusão, Natanael?
“Tu és o Filho de Deus” (1.49).
3. O que você diz Pedro?
“Tu és o Santo de Deus” (6.69).
4. O que você  pensa Marta?
“Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (11.27).
5. Qual é  o seu veredicto, Tomé?
“Senhor meu e Deus meu!” (20.28).
6. Qual é  a sua declaração, João?
“Jesus é o Cristo, o Filho de Deus”  (20.3 1).
7. Que dizes de ti mesmo, Jesus?
“Sou o Filho de Deus” (10.36).

SETE MILAGRES

Além das testemunhas, temos sete milagres ou sinais que provam ser ele Deus.
“Porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele”, afirmou Nicodemos (3.2).
1. A transformação da água em vinho — 2.1-11
2. A cura do filho de um oficial do rei — 4.4654
3. A cura do paralítico de Betesda — 5.1-47
4. A multiplicação dos pães — 6.1-14
5. Seu andar sobre o mar — 6.15-21
6. A cura do cego — 9.1-41
7. A ressurreição de Lázaro — 11.1-57

OS SETE “EU SOU”

Há outra prova de sua divindade no desenvolvimento do evangelho de João. Jesus revela sua natureza divina nos “EU SOU”:
1. “Eu sou o pão da vida” - 6.35
2. “Eu sou a luz do mundo” - 8.12
3. “Antes que Abraão existisse, Eu sou” - 8.58
4. “Eu sou o bom pastor” - 10.11
5. “Eu sou a ressurreição e a vida” - 11.25
6. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” - 14.6
7. “Eu sou a videira verdadeira” - 15.1

Somente João registra seu grito de triunfo na cruz “Está  consumado!”. A obra completa da salvação é realizada tão-somente pelo Filho de Deus (19.30).
João disse que escreveu esse evangelho para que os homens cressem que Jesus era o Cristo. Essa parte é especialmente dirigida aos judeus, a fim de conduzi-los a uma fé pessoal no Jesus histórico, como o Messias que veio em cumprimento a todas as profecias do AT.

Em João, Cristo, o Messias, é revelado. “Messias” significa “ungido de Deus”, que vem como Rei.
Natanael diz: “Tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (1.49).
À mulher junto ao poço, Jesus declarou ser o Messias há tanto tempo esperado (4.26).
A Pilatos, Jesus testificou que era Rei.
Há vários modos de lembrar o conteúdo do livro de João. Um deles é pelas opiniões das pessoas sobre o Filho de Deus:
  • O que os indivíduos pensavam de Cristo... 1-5
  • O que Cristo dizia de si mesmo... 6-10
  • O que as multidões pensavam de Cristo... 11-20
TRÊS CHAVES

O Dr. S. D. Gordon sugeriu: “Há três chaves que abrem o evangelho de João”:
1. A chave de trás (João 20.21). Esta chave abre o livro todo e declara o propósito do evangelho.
2. A chave lado (João 16.28). Na última ceia com os discípulos. li si is revela-lhes esta verdade!
“Vim do Pai e entrei no mundo, todavia, deixo o mundo e vou para o Pai”.
Seu pensamento constante era que ele costumava estar com o Pai. Veio a terra numa breve estada de trinta e três anos e voltaria para seu Pai.
3. A chave da frente (João 1.11,12). Esta chave está de frente, do lado de fora, embaixo, ao alcance de uma criança. Mas, a todos quantos o receberam:
“deu-lhes o poder de serem feitos Filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”.
Esta é  a grande chave — a chave principal para a casa toda. O uso dela permite que a porta da frente se abra de par em par. qualquer pessoa que crer pode entrar.

O GRANDE PRÓLOGO 
(Cap. 1:1-18)

Abrimos o livro de João com esta pergunta em mente: “Que pensais vós do Cristo?”  (Mt 22.42). É apenas o maior mestre do mundo, ou é realmente Deus? Era um dos profetas, ou é de fato o Salvador do mundo, cuja vinda foi predita pelos profetas?  Tudo o que João vai apresentar em seu livro, ele resume nestes 18 versículos. Vamos estudar esse evangelho tendo bem claro em nossa mente o propósito de João. Leia de novo João 20.31. Vejamos como o plano do livro se desenvolve e seu propósito se revela à medida que o lemos. 

O FILHO DE DEUS

João inicia seu maravilhoso registro com Jesus Cristo antes da encarnação. Deus não o enviou ao mundo para que se tornasse seu filho, porque ele é o Filho eterno. Comparando os primeiros versículos de João com os outros três evangelhos, vemos como é diferente a introdução e como é elevado o tema. O nascimento de Jesus é omitido, e João começa “No princípio”. Leia cuidadosamente João 1.1-18. Assim tem início o livro de Gênesis. Jesus é apresentado como o Filho de Deus. Nosso Senhor não teve princípio; ele é o princípio, é eterno. Cristo era antes de todas as coisas; por conseguinte, não é parte da criação — é o Criador (Cl 1.16; Hb 1.2). “O Verbo estava com Deus”. Ele é a segunda pessoa da Trindade. É chamado “o Verbo”. Veio para revelar o Pai. Assim como as palavras expressam o pensamento, Cristo, do mesmo modo, exprime a pessoa de Deus. As palavras revelam o coração e a mente; Cristo expressa, manifesta e mostra Deus. Jesus disse a Filipe: “Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai” (Jo 14.7). Vem, em seguida, a maravilhosa declaração: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz aos homens” (1.3,4). Sim, “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (1.14). Essas são afirmações completas de que Cristo é o Deus verdadeiro, a Luz do mundo, o que revela o Pai, o Batizador com o Espírito Santo. 

O FILHO DO HOMEM

João não começa na manjedoura de Belém, mas antes que os mundos fossem formados: “No princípio”. Jesus era o Filho de Deus antes de tornar-se carne e habitar entre nós. “No princípio era o Verbo”. Bem semelhante ao início de Gênesis. Cristo tornou-se o que não era anteriormente — homem. Mas não deixou de ser Deus. Era Deus-homem e durante trinta e três anos viveu neste mundo num tabernáculo de carne.
O homem pecara e perdera a imagem de Deus, por isso Cristo, a imagem do Deus invisível (Cl 1.15), veio habitar com o homem. Não podíamos ver Deus, por isso o Filho unigênito, que estava no seio do Pai, tornou-o conhecido a nós. Até o testemunho de João Batista é diferente nesse evangelho. Em Mateus, ele fala do reino vindouro; em Lucas, prega o arrependimento; em João, ele dá testemunho da luz, para que todos creiam (1.7). Aponta para o “Cordeiro de Deus” (1.32-36). Tudo isso é característico desse evangelho. Jesus é  o próprio Deus em forma humana, vindo a terra. Jesus é  a testemunha do Pai para os homens. Ele conhecia o Pai; viveu com ele desde o começo; desceu a terra para revelar o que sabia. Queria que os homens conhecessem Deus como ele o conhecia. Isso Ele fez por suas palavras suas ações, seu caráter e seu amor, mas, sobretudo por sua morte na cruz e ressurreição no terceiro dia. Como foi Cristo, o Verbo, recebido? Leia João 1.11: “Veio para o que era seu [os judeus] e os seus não o receberam”. Apresentou-se como Rei ao seu povo, mas foi rejeitado. Vemo-lo pelo livro todo dividindo as multidões que o ouvem proclamar a verdade. Alguns crêem nele, outros o rejeitam. Realmente trágico! Todavia, nem todos o rejeitaram. João apresenta os resultados da fé. Todo o prólogo trata de Cristo antes da encarnação como Filho eterno. O Verbo não é outro senão o Jeová do AT, Deus manifesto em carne. Em Lucas, vemos Cristo ir ao encontro das necessidades humanas; em João, vemo-lo atraindo os homens a si (12.32). Lembremo-nos de que João escreve para provar que Jesus é o Filho de Deus.  

O CAMINHO DA SALVAÇÃO

O que fazer para sermos salvos (Jo.1:12)
  • O que fazer: Crer e receber.
  • Resultado: Tornamo-nos filhos de Deus.
Em que não devemos confiar para a nossa salvação:
Às vezes, o melhor modo de entender algo está em descobrir o que não é. Em João 1.13, descobrimos o que a salvação não é:
 “Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. 
Essas são as coisas em que os homens estão confiando hoje para a vida eterna. É o novo nascimento que nos torna filhos de Deus.
  • “Não do sangue” — hereditariedade. Quanto dependemos de uma boa origem!
  • “Nem da vontade da carne” — cultura e instrução. Não somos salvos pelo que sabemos, mas em quem cremos.
  • “Nem da vontade do homem” — prestígio ou influência.
  • “Mas de Deus”  — pelo poder do Espírito Santo. Deus desce e nos redime se tão-somente crermos nele e o recebermos como Salvador e Senhor.

O MINISTÉRIO PÚBLICO
(Cap. 1.19—12.50)

Quando João Batista entra em cena, começa o grande drama do evangelho de João. “Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” declarou Jesus (Mt 11.11; Lc 7.28). Foi o precursor do Messias, mas nesse evangelho não aparece nenhuma descrição de João Batista. Ele somente dá testemunho de que Jesus é  o Messias (1.18-34).
Uma delegação de sacerdotes e levitas foi enviada a João para perguntar quem ele dizia ser. Disse-lhes que não era o Messias; nem mesmo Elias ou qualquer outro profeta de que Moisés falara, mas simplesmente “a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor”.
No dia seguinte, ao ver Jesus, João aponta para ele e diz: “Eis o Cordeiro de Deus!”.
Finalmente, João Batista indica outro sinal. Ele conheceria o Messias porque veria o Espírito descer e pousar sobre ele (1.33). E acrescenta: “Vi e tenho testificado que ele é o Filho de Deus” (1.34).

JESUS REALIZA SINAIS

Os discípulos de Jesus convenceram-se da sua divindade no primeiro milagre que realizou ao transformar água em vinho. Ele falou e aconteceu. Esse foi um dos grandes fatores que produziu fé no coração deles; foi o primeiro “sinal” para provar que era o Messias (2.11).
Só havia um lugar onde Jesus poderia iniciar seu ministério - Jerusalém, a capital. Um pouco antes da festa da Páscoa, Jesus  entrou no templo e, tomando um açoite de cordas, como símbolo de sua autoridade, purificou o templo, declarando ser a casa de seu Pai. Por esse ato, revelou ser realmente o Filho de Deus.
Quando os dirigentes pediram um “sinal” que provasse a sua maioridade para purificar o templo e expulsar os cambistas, respondeu: “Destruí este santuário e em três dias o reconstruirei” Os judeus ficaram ofendidos, porque haviam levado quarenta e seis anos para construir o santuário. “Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (2.19-22). A suprema prova da divindade de Cristo é a ressurreição.
Jesus ensinou a Nicodemos sobre a vida eterna, seu amor (3.16) e o novo nascimento (3.6). Nicodemos era homem  reto e virtuoso, mas Jesus lhe disse: “Importa-vos nascer de novo”. Se Jesus tivesse dito isso à  mulher samaritana, Nicodemos teria concordado com ele. Não era judia e nada podia esperar como samaritana. Nicodemos, judeu de nascimento, tinha direito de esperar alguma coisa por isso. Foi a ele, no entanto, que Jesus dirigiu estas palavras: “Importa-vos nascer de novo para entrar no reino dos céus”. Você já nasceu de novo?
Como os judeus do seu tempo, Nicodemos conhecia a lei de Deus, porém não conhecia nada do seu amor. Era homem de conduta elevada; reconhecia Jesus como Mestre, mas não como Salvador e Senhor. É exatamente o que os homens fazem hoje. Colocam-no em primeiro lugar na lista de mestres do mundo, todavia não o adoram como Deus.
Jesus revelou a uma mulher a verdade de sua obra messiânica. A história mostra o valor que Jesus dá a uma só alma. Ele levou essa mulher a enfrentar sua situação e mostrou-lhe a vida imoral que estava vivendo. A maneira leviana de encarar o casamento não era diferente da de muita gente hoje em dia. Cristo não a condenou nem a julgou, mas revelou-lhe que só ele poderia satisfazer as necessidades dela. Revelou também a maravilhosa verdade de que ele era a água da vida. Somente Jesus pode saciar a sede espiritual dos homens. Os poços do mundo não podem fazê-lo. Os homens experimentam tudo, mas continuam infelizes e intranqüilos. A mulher creu em Cristo? O que fez? Suas ações falaram mais alto do que as palavras. Voltou à vila e, com um simples testemunho, trouxe um povoado inteiro a Cristo (4.1-42).
O segundo sinal da divindade de Cristo foi a cura do filho do oficial do rei. Durante sua entrevista com o centurião, Jesus leva esse homem a confessá-lo abertamente como Senhor e, com ele, os seus familiares (4.46-54).
O milagre da alimentação de cinco mil pessoas foi uma parábola encenada. Jesus era o próprio pão do céu. Queria mostrar-lhes que ele podia dar satisfação e alegria a todos os que confiassem nele (6.35).
O povo quis torná-lo seu rei porque ele podia alimentá-lo. Como tais pessoas se parecem com as de hoje! Anseiam por alguém que lhes dê alimento e agasalho. Cristo, porém, não seria o rei que esperavam. Despediu a multidão entusiasmada e afastou-se para um monte. Muitos se decepcionaram por ele ter recusado ser seu líder político. “À vista disso [...] o abandonaram e já não andavam com ele” (6.66).
O povo estava dividido por causa de Jesus (7.40-44). A incredulidade estava se transformando em hostilidade, mas em seus verdadeiros seguidores a fé crescia. Uns diziam: “Ele é um bom homem”, e outros: “Não, antes engana o povo”. Os homens têm de pronunciar-se de uma ou de outra forma hoje diante das declarações de Cristo. Ou ele é Deus, ou é um impostor. Não há meio-termo.
A cura do cego levou Jesus a revelar-se a ele. Quando o expulsaram por ter confessado Cristo, Jesus pronunciou um grande discurso sobre o bom pastor (cap. 10). Suas palavras provocaram nova dissensão entre o povo. Acusaram-no de blasfêmia por ter dito: “Eu e o Pai somos um” e “pegaram os judeus em pedras para lhe atirar” (10.30,31). O que aconteceu diante de toda crítica e oposição (10.42)?
A ressurreição de Lázaro é o último “sinal” do evangelho de João. Os outros evangelhos registram o caso da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim, mas aqui Lázaro já estava morto havia quatro dias. Seria mais difícil para Deus ressuscitá-lo do que os outros? Entretanto, isso teve um efeito profundo nos  líderes (11.47,48). A grande declaração que Jesus fez a Marta sobre si  mesmo aparece aqui: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em  mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”(11.25,26).
Essa cena termina com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Seu ministério público tinha chegado ao fim. Está registrado que muitos dos principais do povo creram nele, sem o confessarem publicamente.

AS SURPREENDENTES DECLARAÇÕES DE JESUS

Afirmou ser igual a Deus: Chama Deus “meu Pai” (5.7). Os judeus sabiam o que ele queria dizer. “Está-se fazendo igual a Deus”, disseram. Sabiam que considerava Deus como seu Pai num sentido em que não era Pai de nenhum outro homem.
Afirmou ser a luz do mundo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (8.12).
Afirmou ser eterno com Deus: “Em verdade, em verdade vos digo: Antes que Abraão existisse, Eu Sou” (8.58). Essa afirmação de ser eterno com Deus era inconfundível. Ou ele era o Filho de Deus ou um enganador. Não é de admirar que os judeus apanhassem pedras para apedrejá-lo.  

O MINISTÉRIO PARTICULAR
(Cap. 13 a 17)

Aqui deixamos as multidões para trás e acompanhamos Jesus em sua última semana na terra, antes da crucificação. Chamamo-la a “Semana da Paixão”:
  • Domingo —  a entrada triunfal em Jerusalém
  • Segunda —  a purificação do templo
  • Terça  — os conflitos no templo. À noite — o discurso no monte das Oliveiras
  • Quinta — preparação para a Páscoa. À noite — a última ceia com os discípulos
A ÚLTIMA NOITE JUNTOS

As últimas palavras são sempre importantes. Jesus está deixando os discípulos e dando-lhes as instruções finais. Os capítulos 13—17 são chamados “o Santo dos Santos” das Escrituras, Leia-os todos em oração de uma só vez.
Os judeus haviam rejeitado Jesus completamente. Agora ele reúne os seus ao redor de si no cenáculo e lhes revela muitas coisas secretas antes de deixá-los. Queria consolá-los, porque sabia como lhes seria difícil quando não estivesse mais com eles. Seriam como ovelhas sem pastor.
É maravilhoso que Jesus tivesse selecionado e amado homens como estes. Pareciam uma coleção de “ninguéns”, com exceção de Pedro e João. Eram seus, e ele os amava. Uma das especialidades de Jesus é transformar “ninguém” em “alguém”. Foi o que fez com seus primeiros seguidores, e é isso que continua a fazer através dos séculos.
Que belo quadro temos em João 13.1-11! Jesus, o Filho de Deus, cingido com uma toalha, tendo nas mãos abençoadas uma bacia, lavando os pés dos discípulos! Queria que servíssemos com o mesmo espírito. Ensinou que a grandeza é sempre medida pelo serviço. Não se pode amar alguém sem se dedicar a alguém (v. 16,17). Ele disse: “Mas o maior entre vós será  vosso servo”. O maior negociante numa cidade é o que serve ao maior número de pessoas.
Jesus prediz que um deles irá traí-lo (13.18-30), e Judas sai nas trevas da noite. Havia trevas no coração desse homem também. A comunhão traz luz; o pecado traz trevas. Que quadro lamentável Judas apresenta! As oportunidades que teve de conhecer  Jesus foram incomparáveis, mas ele o rejeitou. É isso que a incredulidade faz. Crer significa vida; descrer conduz à morte.
Depois de anunciar sua partida, o Senhor dá aos discípulos um novo mandamento: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (13.34,35). A prova do discipulado não está no credo que recitamos, nem nos hinos que cantamos, nem no ritual que observamos, mas no fato de amarmos uns aos outros. A proporção em que os cristãos se amam uns aos outros é a mesma em que o mundo crê neles ou no seu Cristo. Essa é a prova suprema do discipulado. Jesus menciona esse “novo mandamento” outra vez em João 15.12.

A RESPOSTA DE CRISTO QUANTO À VIDA FUTURA  

“Vou preparar-vos lugar [...] voltarei e vos receberei para mim mesmo” (14.2,3). Esta é a cura de Jesus para os males do coração — fé em Deus. Não há interrupção entre os capítulos 1 3 e 14. Jesus prossegue com o seu discurso. Quantos corações têm sido acalmados, e quantos olhos, enxutos pelas palavras de João 14.
Jesus havia falado de seu Pai; agora fala da outra pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Ele terá de partir; todavia, mandará o Consolador para ficar com eles. Essa é uma promessa maravilhosa para os filhos de Deus! Jesus a repete nos capítulos 15 e 16. Poucos têm experiência dessa presença em sua vida, mas precisamos reconhecer que vivemos pelo seu poder.
 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. É a herança de Cristo para nós; a única paz que podemos desfrutar no mundo é a sua paz.
Em João 15, Jesus revela aos discípulos o segredo real da vida cristã: permanecer nele. Ele é a fonte da vida. Permanecer em Cristo como os ramos na videira. O ramo não pode separar-se do tronco e unir-se de novo a ele quando quiser; precisa permanecer para dar fruto. Esse é  o quadro de nossa vida em Cristo. Vivamos e andemos em Cristo e produziremos frutos; do contrário, em breve os frutos desaparecerão.
Depois de ter conversado com os Onze, Jesus falou com o Pai. Os discípulos ouviram suas palavras amorosas e solenes e como devem ter-se emocionado quando Jesus disse ao Pai quanto os amava e se interessava por eles! Mencionou tudo a respeito do que lhes havia ensinado de si mesmo. Ele os guardaria (17.11); os santificaria (17.17); faria que fossem um (17.21); e, finalmente, permitiria que todos os seus filhos participassem de sua glória um dia (17.24).
Se desejar experimentar a beleza e profundidade dessas maravilhosas palavras, ajoelhe-se e deixe o Filho de Deus dirigi-lo em oração enquanto lê o capítulo 17 de João em voz alta.
Vejamos o ensino sobre o Espírito Santo dado por João:
1. O Espírito que entra (3.5). Este é o início da vida cristã, o novo nascimento pelo Espírito. Pelo nascimento do Espírito, entramos na família de Deus.
2. O Espírito que habita (4.14). Ele nos enche da sua presença e nos traz alegria.
3. O Espírito que transborda (7.38,39). Do nosso interior, fluirão rios de água viva; não só filetes de bênçãos, mas rios caudalosos, quando o Espírito passa a habitar em nós.
4. O Espírito que testemunha (14-16). Ele fala por nosso intermédio. A tarefa específica do cristão pelo Espírito Santo: testemunhar de Cristo.

O SOFRIMENTO E A MORTE
(Cap. 18 e 19) 

Imediatamente após sua oração, Jesus foi para o jardim do Getsêmani, sabendo tudo que lhe iria acontecer. A mudança do cenáculo para o jardim (dos caps. 13—17 para o cap. 18) é como passar do calor para o frio, da luz para as trevas. Apenas duas horas se haviam passado desde que Judas saíra, e agora o vemos trair seu melhor amigo. Lembremo-nos de que Judas não tinha de trair seu Senhor — ele escolheu traí-lo, e esse ato deliberado, então, cumpriu a profecia. Deus não foi a causa do pecado de Judas, mas a traição foi profetizada porque Deus sabia de antemão que isso aconteceria. Ninguém jamais teve de pecar para cumprir o propósito eterno de Deus.
“Eis que vem a hora e já é chegada!”. A missão de nosso Senhor na terra havia terminado, mas a maior obra de Cristo estava por  ser realizada. Ele iria morrer para que pudesse glorificar o Pai e salvar o mundo perdido. Veio a fim de dar sua vida em resgate por muitos. Cristo entrou no mundo pela manjedoura saiu dele pela porta da cruz.
Jesus estava pronto agora para lhes mostrar o grande sinal de sua autoridade em resposta à pergunta do capítulo 2: “Que sinal nos mostras para fazeres estas coisas?”. Ele respondeu: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei”.
Jesus permaneceu sempre calmo e sereno, pois sabia que sua hora havia chegado. Não ficou surpreendido quando ouviu os  soldados se aproximarem. Saiu-lhes ao encontro, e isso os fez recuar e cair por terra ante a majestade de sua voz e de seu olhar.
Acompanhe-o, amarrado como um cativo até a sala de audiências do sumo sacerdote. Era Jesus quem comandava toda a situação em meio a todo aquele terrível drama. Ele realizou um sacrifício voluntário (18.4); deliberadamente provou a morte em favor de cada criatura.
Foi triste a ação de Pedro, o desertor na hora da necessidade, que negou três vezes ter alguma ligação com seu melhor amigo. Essa é uma lição para nós — o excesso de autoconfiança. Pedro é digno de pena porque realmente amava o Mestre.
Pedro não sabia que a maior prova de sua vida viria na pergunta de uma simples criada. Muitas vezes, isso acontece conosco. Trancamos seguramente a porta principal, mas o ladrão penetra por uma pequena janela em que não havíamos pensado. Estaríamos prontos a morrer por ele, entretanto o negamos com a nossa boca.
Todos os discípulos, exceto João, abandonaram Jesus na hora da maior necessidade. Entre esses nove desertores, está Tiago, que fazia parte do “círculo íntimo”; Natanael, em quem não havia dolo; e André, a testemunha fiel. Todavia, aqui estavam eles correndo juntos precipitadamente estrada abaixo, abandonando o seu Mestre. Um quadro triste! Mas espere! Não comece a culpá-los; examine-se e veja onde você se encontra. Está seguindo Jesus de perto? Lembre-se: a maioria nem sempre está certa. Veja se você está certo. Cristo pode contar com você? 

MISSÃO CUMPRIDA

Jesus chegara ao momento culminante da sua vida na terra. Não era uma crise, mas o clímax. Veio ao mundo para dar sua vida em resgate por muitos.
Finalmente, ao amanhecer, os pretensos julgamentos terminaram; entretanto, era como se fosse noite, a hora mais negra do mundo. O pátio está deserto; o fogo junto ao qual Pedro se aquentara está reduzido a cinzas. Os soldados zombam, Herodes escarnece e a vacilação de Pilatos já  passou.
O breve intervalo entre a negação de Pedro e a subida de Jesus ao Gólgota foi cheio de incidentes. O julgamento noturno diante de Caifás e do Sinédrio provavelmente precedeu a última negação de Pedro. Depois veio o terrível tratamento até a reunião matinal do Sinédrio.
Muitas vezes, os açoites cruéis dos romanos eram tão severos que os prisioneiros morriam em virtude dos golpes violentos. A coroa de espinhos, colocada em sua fronte sagrada, foi apenas mais um ato de cruel tortura. Quando ele retornar, trará muitas coroas (Ap 19.12).
Finalmente, Pilatos o trouxe para fora e disse: “Eis o homem!” (19.5). Que cena! O Criador do Universo, a Luz e a Vida do mundo, o Santo, sendo tratado assim! Satanás instigou os dirigentes judaicos a clamarem: “Crucifica-o! Crucifica-o! [...] porque a si mesmo se fez Filho de Deus!” (19.6,7).
Na cruz, temos o registro da expressão máxima do ódio e da expressão máxima do amor. O homem odiou tanto que provocou a morte de Cristo. Deus amou  tanto que deu vida aos homens.
O cristianismo se expressa por cinco letras, em vez de quatro. Outras religiões dizem: “Faça!” O cristianismo diz: “Feito!” Nosso salvador consumou toda sua obra na cruz. Levou nossos peca- dos e, ao expirar, disse: “Está consumado!”. Era o seu grito de vitória. Completara a redenção da humanidade; nada ficara para o homem fazer. Essa obra já foi realizada em seu coração?

VITÓRIA SOBRE A MORTE
(Cap. 20 e 21) 

Temos um Salvador vitorioso sobre a morte. Ele “vive para sempre”. No terceiro dia, o túmulo estava vazio! As roupas com que o haviam sepultado estavam todas em ordem; Jesus ressuscitara dos mortos, mas não como os demais. Quando Lázaro saiu, estava envolvido em faixas; ressuscitou em seu corpo natural. Quando, porém Jesus saiu, seu corpo natural se havia transformado em corpo espiritual. O novo corpo deixou os panos que o envolviam como uma borboleta deixa seu casulo. Leia o que João diz em 20.6-8. 
As 11 aparições de Jesus após a ressurreição ajudaram os discípulos a crer que ele era Deus. Leia a confissão da sétima testemunha, Tomé, o duvidoso (Jo 20.28). Jesus queria que todas as dúvidas fossem removidas de cada um dos discípulos. Eles teriam de cumprir a Grande Comissão e levar o evangelho ao mundo todo (Jo 20.21).
Jesus deu a Pedro, que o negara três vezes, a oportunidade de confessá-lo três vezes. Ele o restaurou completamente para seu serviço. Cristo só  quer que o sirvam aqueles que o amam. Se o amamos, o faremos. Ninguém que o ama pode deixar de servi-lo.
Quais são as últimas palavras de Jesus nesse evangelho? “Quanto a ti, segue-me”. Essa é a sua palavra a cada um de nós. Que todos o sigamos em amorosa obediência “‘até que ele volte!”.  “Este evangelho inicia-se com Cristo no seio do Pai e termina com João no seio de Cristo”  — A. J. Gordon. 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL
  • Domingo: Cristo se fez carne João 1.1-51
  • Segunda: Cristo amou tanto João 3.1-36
  • Terça: Cristo satisfaz João 4.1-54
  • Quarta: Cristo, o pão da vida João 6.1-59
  • Quinta: Cristo, a luz do mundo João 9.1-41
  • Sexta: Cristo, nosso pastor João 10.1-39
  • Sábado: Cristo promete o consolador João 14

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Todos os direitos reservados à Duanny Jorge. Tecnologia do Blogger.