segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

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Visão Holística de II Coríntios


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II Coríntios 
Apresenta Jesus Cristo, nossa suficiência 

Paulo estava um tanto preocupado acerca de como a igreja de Corinto receberia sua primeira carta. Querendo saber como teria recebido suas repreensões, ele enviou Tito, e talvez Timóteo, a Corinto para verificar o resultado da Epístola. Durante sua terceira viagem missionária, enquanto estava em Filipos, Tito informou de que a maioria da igreja havia recebido a carta de bom grado. Alguns, entretanto, duvidaram dos motivos dele e chegaram mesmo a negar seu apostolado, dizendo que não tinha as credenciais necessárias a um apóstolo. Talvez pensassem assim porque ele não pertencera ao grupo original dos Doze. 
Nessas circunstâncias, Paulo escreveu sua Segunda Epístola não só para expressar sua alegria pelas notícias animadoras sobre como sua primeira Epístola fora recebida, mas também para defender seu apostolado. 
Nessa Carta, Paulo dá mais informações pessoais do que em qualquer outra. Revela sua coragem e seu amor sacrificial. Trinta e uma vezes fala de “gloriar-se”, por ter sido constrangido a fazê-lo. Leia IICo.12:11. Fala algumas coisas que lhe aconteceram e que não são reveladas em nenhuma outra Carta: 
  • Sua fuga de Damasco num cesto (11:32,33)
  • A experiência do seu arrebatamento ao terceiro céu (12:1-4)
  • O espinho na carne (12:7)
  • Seu sofrimento fora do comum (11:23-27)
Ele não tinha ainda compartilhado nenhuma dessas coisas, até ser constrangido a provar que, se quisesse vangloriar-se, teria razões fortes para isso.

Jesus Cristo, nosso consolo e nossa suficiência 

A epístola começa com “consolo”: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” (1.3), e termina com “consolo”: “Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco” (13.11). 
No meio da epístola, temos a razão para o consolo: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, afim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda a boa obra” (9.8). 
A fonte do seu consolo era esta: “A minha graça te basta. Porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (12.9). 

O MINISTÉRIO DE PAULO (Cap. 1—7) 

Paulo começa sua segunda epístola com as saudações costumeiras e ações de graças (1:1-3). Todos gostam de uma história verdadeira. Paulo relata tantas experiências pessoais nessa carta que todos sentem prazer em lê-la. Inicia narrando as grandes aflições pelas quais havia passado. Em meio a provações, aprendeu a conhecer melhor Deus. Ele sempre se torna mais real nas horas de tristeza. Descobrimos que Deus nunca falha.
Acompanhe este louvor de Davi Sacer e reflita nesta letra que se traduz na luta diária do cristão. Assim foi com o Apóstolo Paulo, assim é com você, mais creia no Deus que nunca falha!

   

   

   

Pode acontecer... que o dia não amanheça bem... a má notícia que chegou... a alegria que partiu... e a paz se foi... Enfrentando a dor, não vou aceitar que este seja o meu fim! Eu vou erguer as minhas voz! Eu clamar a Deus pois sei, que Ele virá me socorrer! Posso estar no deserto, ou passando no vale, mesmo assim estou certo: Deus me guiará! Não importa o que vejo, não importa o que eu passe, minha fé está firmada: em Quem não falhará jamais! O dia não terminará... sem que eu veja Deus agir em meu favor!
Os sofrimentos de Paulo na Ásia foram extremos. Parece que ele passou por uma grave enfermidade, a ponto de desesperar até da própria vida (1:4-11). Ele agradece as orações e apela agora para o amor e a compaixão dos irmãos. Desejava que estivessem preparados para o que iria escrever-lhes em defesa de seu apostolado.
Paulo tinha consciência da sinceridade e fidelidade deles enquanto trabalhou ali. Explicou que tinha enviado a primeira carta, em vez de ir pessoalmente, a fim de que, quando viesse, pudesse louvá-los, e não repreendê-los (1:23-2.4). Ele invoca o testemunho de Deus para essa declaração. 
Os judaizantes (ou mestres da lei) dos dias de Paulo sempre levavam consigo cartas de apresentação. Viviam causando-lhe problemas e procuravam combatê-lo de todas as formas. Perguntavam: “Quem é esse Paulo? Que carta de recomendação ele traz de Jerusalém?”. Como essa pergunta era tola para Paulo! Acaso ele precisava de carta de recomendação para uma igreja que ele mesmo implantara? Ele responde:
“Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” (3:2). 
Os cristãos verdadeiros em Corinto serviam de cartas de recomendação tanto de Paulo, o servo, como de Cristo, o Senhor. Epístolas vivas são lidas, quando cartas da Bíblia não o são. Lembremo-nos de que nossa vida é uma carta aberta. A vida dos cristãos está registrada em muitos livros religiosos que os homens podem ler. Eles não estudam a Palavra, mas a vida do povo de Deus. Isso oferece a oportunidade de levarmos pessoas a Cristo. 
O evangelho de Paulo era triunfante e transformador (3:18). Mas, embora triunfante, seu ministério era cheio de sofrimento. A guerra está repleta de exemplos de triunfo mediante o sofrimento. A vitória tem um preço! Paulo fala muito de suas tribulações (caps. 4, 6, 11). Quando se converteu gloriosamente, o Senhor disse: 
“Pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.16). 
Parece que as provações começaram imediatamente e o acompanharam por trinta anos. Mas Paulo mostrava-se sempre otimista, pois sabia que as aflições do presente aumentariam a glória do além (4:17,18). 
“O pessimista vê dificuldades em cada oportunidade. O otimista vê oportunidades em cada dificuldade.” Paulo podia cantar em meio ao sofrimento porque conhecia a maravilhosa graça de Deus; estava sempre consciente da presença do Senhor Jesus Cristo. Ele sabia que quanto maiores os sofrimentos do mundo presente, tanto maior a glória da eternidade (4:8-18). Paulo vivia com os olhos postos no futuro! 
Em nenhum lugar, Cristo promete que o cristão estará livre de sofrimento e tristeza. Ao contrário, ele diz: “No mundo, passais por aflições” (Jo.16:33). Ele permite que passemos por aflições para que nos possa livrar. Consentiu em que Daniel fosse lançado na cova dos leões para poder tirá-lo de lá. Permitiu que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego fossem lançados na fornalha ardente, para poder livrá-los. Permitiu que Paulo sofresse naufrágio a fim de salvá-lo. Nosso Deus é poderoso para nos libertar! 
Paulo encontra consolo em todas as aflições, na esperança da ressurreição. Ele vivia sob a inspiração de que um dia seu corpo seria transformado e glorificado. Nosso corpo sofredor será em breve substituído por um corpo glorificado, livre da dor. Quer vivamos, quer morramos, devemos ter em vista essa recompensa (5:10). 
O alvo do ministério de Paulo é levar os homens a se reconciliarem com Deus (5:20). O supremo interesse de Deus está no homem. Como embaixador de Cristo, o apóstolo apela para os homens deste mundo. 
A seguir, ele faz um apelo para uma vida de santidade (6:11— 7:16). Uma vida santa significa dedicação plena a Deus. Paulo roga aos seus cooperadores que não recebam a graça de Deus em vão, mas abram o coração para ele. Deus exige uma vida pura e separada; quer que seus filhos vivam de modo totalmente diferente dos não-crentes.  

LIBERALIDADE NO DAR (Cap. 8 e 9) 

Paulo informa à igreja de Corinto sobre a generosidade das igrejas da Macedônia em favor do fundo de socorro em prol dos cristãos da Judéia. Ainda que pobres, solicitaram a oportunidade de contribuir e o fizeram liberalmente, porque primeiro se deram a si mesmos ao Senhor. Todas as igrejas da Ásia Menor e da Grécia contribuíram para o fundo. Fora iniciado um ano antes (8.:10). Paulo estava na Macedônia quando escreveu isso. Não tinha aceitado salário de nenhuma igreja, exceto da de Filipos. Cristo era o exemplo desses cristãos primitivos (8:9). O Senhor sabe que, se nos encher com o Seu Espírito, possuirá nossos dons e nosso serviço.

Como devemos dar? 
  • Da pobreza — 8:2 
  • Generosamente — 8:3 
  • Proporcionalmente — 8:12-14 
  • Espontaneamente — 9:7 
  • Alegremente — 9:7 
  • Abundantemente — 9:6 
Deus sempre prometeu recompensar ao que dá com generosidade (9:6). Ele nos enriquece não só com as bênçãos espirituais, mas também materiais. Essas dádivas fortaleceram os laços de fraternidade entre os cristãos judeus e gentios.
“Graças a Deus pelo seu dom inefável!” (9:15). 
A razão de darmos está no fato de que “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito”. O próprio Deus se deleita em dar. 

O APOSTOLADO DE PAULO (Cap. 10—13) 

Alguns membros da igreja acusavam Paulo de covardia. Diziam que era ousado em suas cartas, mas fraco em pessoa. O NT não nos dá nenhuma idéia da aparência de Paulo. Imaginar que esse homem, capaz de revolucionar cidade após cidade, era fraco seria um absurdo! Ele deveria possuir uma personalidade poderosa e dominante. Tinha dons extraordinários, e sua mente era aguçada e investigadora. Além disso, Cristo habitava nele e operava por meio dele através de prodígios e milagres.
Seus inimigos diziam que nenhum apóstolo trabalharia com as próprias mãos para sustentar-se; apontavam para os outros apóstolos. Paulo, porém, explicava que tinha o direito de ser sustentado, mas abria mão de tal direito para que falsos mestres não abusassem de seu exemplo, comercializando o ministério. Declarou que, pelo menos, implantou suas próprias igrejas e não andava perturbando as que foram organizadas por outros, como eles faziam. 
Paulo afirmou também que, se esses falsos mestres podiam vangloriar-se do seu poder e da sua autoridade, ele podia fazer o mesmo. De maneira dramática, desafiou seus críticos de todos os modos a se compararem com ele. Era um hebreu leal, havia trabalhado mais do que todos eles juntos, como mártir sofrera mais do que todos, em terra e mar. Sabia que era de mau gosto elogiar-se a si mesmo e não gostava de fazê-lo, mas o haviam forçado a tanto. Quando se gloriava, era para a glória de Deus. 
“Mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (10:12). 
Todos temos a tendência de medir o caráter por um padrão errado. Comparamo-nos uns aos outros e concluímos que “somos tão bons como a média das pessoas”. Mas a média dos cristãos não vive a vida que a Bíblia exige! Oremos como John Wesley: “Senhor, torna-me um cristão extraordinário”. 
Paulo foi arrebatado ao “paraíso”, a saber, o terceiro céu. Jesus, ao morrer, foi ao paraíso (Lc.24:34). Ali, Paulo teve visões e revelações maravilhosas, “e ouviu palavras inefáveis, as quais ao homem não é lícito referir” (12:4).
Nenhuma linguagem humana poderia descrever aquela glória. Seria o mesmo que tentar descrever um pôr-do-sol a um cego de nascença. Paulo não tinha nada com que compará-la para que pudéssemos compreendê-la. 
Parece que, por causa dessas visões celestiais, Deus permitiu que Paulo sofresse uma fraqueza física. O Senhor conhece o perigo do orgulho depois de uma experiência dessas, por isso permitiu que um mensageiro de Satanás o esbofeteasse. O apóstolo chamou essa aflição de “espinho na carne” (12:7). Muitas especulações surgiram quanto ao que esse espinho realmente significava. Deus não permitiu que o soubéssemos, a fim de que todos aceitemos a suficiente graça concedida a Paulo em sua dificuldade, suficiente para qualquer espinho que tenhamos.

PROPÓSITO DA PROVA 

Muitos se admiram de que Deus não remova os espinhos da carne quando oramos. Precisamos aprender que Deus sempre responde à oração, mas às vezes a resposta é negativa. Ele sabe que é melhor para nós suportar o espinho do que viver sem ele. Espinhos na carne têm feito muita gente apoiar-se em Cristo. 
O dr. Moon foi um jovem brilhante, cuja cegueira levou-o a dar ao mundo um sistema de leitura que concedeu a outros cegos a alegria de poder adquirir conhecimentos. Ele veio a compreender que seu “espinho” foi uma bênção. Às vezes, um “espinho” serve de advertência para guardar-nos do pecado e do fracasso. Deus provou a Paulo que, qualquer que fosse a sua fraqueza, o poder divino seria suficiente. 
Certo pastor teve de sepultar seu único filho. No dia seguinte, foi preparar a mensagem para o domingo. Não conseguiu. Sua dor era grande demais e, através das lágrimas que lhe escorriam pela face, seus olhos caíram nestas palavras: “A minha graça te basta”. Escreveu-as num cartão e pendurou-o em frente à sua escrivaninha. Aprendeu a conhecer um Deus sempre presente!
Jesus satisfaz plenamente. Ele é o nosso consolo pessoal? Deus nos dá forças incomuns para tarefas incomuns. Paulo diz: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (12:10). No coração em que Cristo habita, há força e coragem!

O DEVER DE PROVAR-SE A SI MESMO 
“Examinai-vosa vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos (13:5). 
Nessa carta, Paulo salienta a necessidade de os coríntios se conhecerem a si mesmos - provando-se a si mesmos para terem certeza de sua fé. Sua preocupação era que nenhum deles fosse enganado. Usemos de todos os meios para saber onde nos situamos espiritualmente. Não dependamos de uma simples profissão de fé religiosa. Não confiemos no fato de pertencer a uma igreja. Unir-se a uma igreja não salva ninguém; unir-se a Cristo é que salva. Examinemos nossa posição. 
Não nos apoiemos em experiências passadas. Vivamos só para o presente. Confiemos apenas em um amor presente, uma fé presente e um serviço presente. Isso servirá para medir nossa vida espiritual em Cristo. Não confiemos em simples métodos de conduta. Uma pessoa pode praticar formas religiosas de culto sem ter profundidade religiosa. As figuras de um museu de cera podem piscar, pestanejar e dar a impressão de que respiram, mas não há nelas nenhuma partícula de vida. Há pessoas que apenas exibem a forma exterior de religião. Examinemo-nos quanto aos motivos que regem nossa vida. Nosso propósito é agradar a Deus ou aos homens? Do que gostamos? O adversário sempre nos diz que somos “suficientemente bons”, mas Cristo diz que devemos ser perfeitos.
Cante com o coração o louvor do ministério trazendo a arca, na voz de Davi Sacer e diga assim como João Batista e Paulo:

   

   

   

Eu não preciso ser reconhecido por ninguém... a minha glória é saber com que conheçam a Ti. E que diminua eu, pra que Tu cresças Senhor, mais e mais! E como os Serafins que cobrem o rosto ante a Ti, escondo o rosto pra que vejam Tua face em mim, e que diminua eu, pra que Tu cresças Senhor, mais e mais! No Santo dos Santos, a fumaça me esconde, só Teus olhos me vêem, de baixo de Tua graça, é meu abrigo, meu lugar secreto, só Tua graça me basta e Tua presença é meu prazer!
Aqui vão algumas perguntas que devemos fazer: 
  • Gosto de pensar em Cristo? 
  • Gosto de orar? 
  • Gosto de estudar a Palavra de Deus? 
  • Gosto de meus amigos cristãos? 
  • Gosto da igreja? 
  • Gosto de servir a Cristo? 
A Segunda Carta aos Coríntios encerra com a bênção usada no encerramento de muitos cultos hoje em dia (13:14). 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL
  • Domingo: CRISTO, NOSSA CONSOLAÇÃO (IICo.1:1—2:17) 
  • Segunda: EPÍSTOLAS VIVAS (IICo.3:1—4:18) 
  • Terça: EMBAIXADORES DE CRISTO (IICo.5:1—6:18) 
  • Quarta: O CORAÇÃO DE PAULO (IICo.7:1—8:15) 
  • Quinta: A CONTRIBUIÇÃO DOS CRISTÃOS (IICo.8:16—9:15) 
  • Sexta: O APOSTOLADO DE PAULO (IICo.10.1—11.33) 
  • Sábado: A FORÇA DE DEUS (IICo.12.1—13.14)

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